POLÍTICA MT
Comissão deverá fiscalizar obras dos trilhos até Cuiabá
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) vai instituir uma comissão para acompanhar e fiscalizar a construção dos trilhos da Ferrovia Estadual Senador Vicente Vuolo (Ferronorte) até Cuiabá. A decisão foi tomada após a realização de uma audiência pública, na tarde de segunda-feira (9), para cobrar informações sobre o andamento das obras do ramal ferroviário que vai integrar Cuiabá à Ferrovia. O trecho está previsto dentro do escopo do contrato de autorização de construção do prolongamento dos trilhos da ferrovia do terminal localizado em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) até Lucas do Rio Verde (332 km ao norte da capital).
A expansão da ferrovia em Mato Grosso foi viabilizada por meio da Lei Complementar 685/2021, que instituiu o Sistema Ferroviário do Estado de Mato Grosso – SFE/MT e regulamentou os regimes de exploração dos serviços de transporte ferroviário de cargas e de passageiros. A Lei foi aprovada pelo Parlamento estadual para viabilizar a assunção das obras e da gestão da ferrovia pelo governo estadual, visto que a competência, até então, era do governo federal.
Porém, parte dos parlamentares manifestou preocupação com relação à execução das obras e oito deputados assinaram o requerimento para realização da audiência pública. Presidida pelo deputado Júlio Campos (União), a reunião recebeu representantes da empresa contratada para construir e gerir a ferrovia, a Rumo Logística, para apresentar um balanço dos trabalhos realizados e uma perspectiva com relação ao trecho entre o distrito de Santa Elvira, em Juscimeira, e Cuiabá.
Até o momento, estão licenciadas as obras de instalação de três trechos, um em Rondonópolis, outro entre Rondonópolis e Juscimeira e o terceiro de Juscimeira até Campo Verde. A preocupação dos deputados é com relação ao comprimento do contrato, que prevê a conclusão da obra até 2025.
Júlio Campos destacou que, apesar de satisfatória a apresentação da empresa, a Assembleia vai montar uma comissão para acompanhar o andamento dos trabalhos. “O trecho entre Rondonópolis e Cuiabá deveria ser prioridade, conforme estabelecido no contrato. Já tem o licenciamento até Campo Verde, 36 km de obras em andamento, mas o ramal até a capital ainda não tem nem projeto executivo. Nós vamos montar uma comissão com cinco deputados da Baixada Cuiabana para acompanhar os trabalhos da Rumo”.
Wilson Santos (PSD) destacou que a empresa não manifesta interesse pelo trecho que chegará até Cuiabá e cabe ao Poder Legislativo fiscalizar e pressionar para que o contrato seja cumprido. Para o deputado Carlos Avallone (PSDB), a ferrovia é uma preocupação de toda população. “São 50 anos de espera pela ferrovia. A Assembleia protagonizou na construção da lei que viabilizasse a chegada até Cuiabá e nosso receio é que as obras sigam em direção à Primavera sem que as obras para cá sejam licenciadas”. O deputado Juca do Guaraná Filho (MDB) também participou da audiência pública.
O gerente de relações institucionais e governamentais da Rumo, Rodrigo Verardino de Stefani, afirmou que o pedido de licenciamento para Cuiabá não foi apresentado até o momento, porque o projeto executivo ainda não foi concluído. De acordo com o representante, após o projeto, os estudos de impactos serão fechados e então a empresa deverá protocolar a solicitação da licença, mas não estabeleceu prazo.
Contratualmente, o prazo para que os trilhos cheguem a Cuiabá é 2026 mas, de acordo com Rodrigo Verardino, existem alguns fatores, como questões ambientais e técnicas que podem estender a data.
Sonho Antigo – O presidente do Fórum Pró-ferrovia, Francisco Vuolo, apresentou a linha do tempo desde que a Ferronorte foi autorizada, em 1976, até 2022, quando as obras entraram em seu segundo ciclo em direção ao médio norte e à capital mato-grossense. A construção dos trilhos até Cuiabá ganha viabilidade econômica com o transporte de contêineres para trazer matérias-primas para as indústrias locais, reduzindo o custo de produção.
O reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Evandro Soares, destacou a importância da ferrovia para a verticalização da produção agropecuária do estado e, consequentemente, a geração de emprego e de renda para a população. “Sabemos que o desenvolvimento passa pelo processo de industrialização. Mato Grosso tem que produzir farelos a partir da soja cultivada para ser transformada em proteína, que vai virar carne e couro. Este couro pode se transformar em bolsa e sapatos, empregando a população e agregando valor”.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), Célio Fernandes, destacou que a chegada dos trilhos até Cuiabá faz parte de um projeto de integração do interior do Brasil com o Oceano Pacífico.
Representantes de associações de bairros, das federações do Comércio e da Indústria, do Fórum Agro, de órgãos e instituições públicas e da sociedade civil como um todo participaram da audiência na ALMT.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Pivetta reúne 4 mil pessoas e faz comparação com gestões anteriores
Governador disse que população sentiu melhorias nos últimos sete anos e firmou compromisso com a melhoria dos municípios
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), neste domingo (16), reuniu aproximadamente 4 mil pessoas em seu lançamento de campanha à reeleição e declarou que uma das prioridades do seu projeto político é melhorar as condições estruturais dos municípios.
Realizado em Lucas do Rio Verde, onde Pivetta fixou residência ao chegar em MT e foi prefeito por três mandatos, o evento reuniu diversas lideranças políticas e comunitárias. Dentre elas, a candidata a vice na chapa, advogada Gisela Simona (União), o prefeito do município, Miguel Vaz (Republicanos), e o candidato a senador Mauro Mendes (União).
Após pedalar pela cidade, Pivetta chegou ao ato de bicicleta e acompanhado pelo prefeito. Ele foi recebido por cidadãos, aliados políticos e apoiadores do projeto. Ao discursar, o governador citou que as melhorias implantadas desde 2019, quando assumiu como vice de Mendes, despertaram o “sentimento de pertencimento” dos mato-grossenses e fez uma comparação sobre as gestões anteriores.
“O povo sabe comparar entre 2010 a 2018 e, de 2018 a 2026, nasceu o sentimento de pertencimento. O povo se sente dono das conquistas obtidas neste período de trabalho. Quando se tem a intenção de fazer o bem, as consequências são maravilhosas”, afirmou.
O governador relatou que as más condições estruturais das cidades “maltratam a população” e, por isso, sensibilizam seu plano público.
“Hoje conheço todos os municípios de Mato Grosso. As nossas cidades são muito ruins e maltratam a nossa população. Isso dói no coração. Elas não tiveram o mínimo de planejamento, então é importante termos o governo para devolver aos municípios os recursos para que possam fazer as cidades melhorar. Temos que melhorar nossas cidades e quero assumir o compromisso com vocês” destacou.
Pivetta, inclusive, considerou ter experiência para promover melhorias no estado e ampliar as que foram implantadas.
“Meu compromisso é entregar para MT o que tenho de melhor. Entregar tudo que aprendi para defender o interesse do meu povo. Vocês não tenham dúvida de que tenho energia, disposição, coragem e liberdade para isso”, contou.
Gisela Simona citou pautas que pretende otimizar na gestão pública de MT e disse confiar na aliança formada.
“Venho aqui porque sei que eu e Pivetta conseguiremos ter autonomia para avançar na luta das mulheres; no combate aos feminicídios. Precisamos avançar. Políticas públicas precisam chegar antes da tragédia, por isso estamos aqui”, pontuou.
Gisela, que já foi diretora do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MT) e deputada federal, apresentou a defesa das pessoas desassistidas como uma das suas principais contribuições políticas à chapa. Além disso, ela destacou a importância do desenvolvimento contínuo em diversos setores de MT.
“Precisamos continuar no caminho certo. MT não pode parar e, com a minha trajetória, trago uma luta gigante. A luta das mulheres. A luta de pessoas que vivem precisando do poder público para saúde, educação; para poder estudar e trabalhar. É por essas pessoas que estou aqui. Precisamos continuar avançando”, afirmou.
Gisela, ainda, classificou Lucas do Rio Verde como uma “referência da história política” de Pivetta que se tornou exemplo nacional sobre modelo de boa gestão pública. A vice da chapa, inclusive, contou se sentir conectada com a história do município.
“Lucas do Rio Verde é uma cidade criada por pessoa simples que vieram em busca de oportunidade. É uma referência da história política de Otaviano Pivetta. Mais do que isso, é uma referência para MT e para o Brasil daquilo que queremos para todas as cidades”, concluiu.
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