POLÍTICA MT

Comissão aprova projetos voltados à proteção dos direitos do consumidor

A Comissão de Defesa do Consumidor e Contribuinte da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, na manhã desta terça-feira (7), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 13/2025) do deputado Wilson Santos (PSD), que suspende os efeitos dos contratos de cartões de crédito consignado, cartões de benefício consignado e Crédito Direto ao Consumidor (CDC) firmados com servidores públicos estaduais em desacordo com a legislação vigente.

O presidente da comissão, deputado Faissal Calil (Cidadania), explicou que o projeto de decreto legislativo foi aprovado porque já existe uma lei que proíbe as instituições financeiras de realizarem empréstimos consignados que comprometam mais 35% do salário dos servidores públicos, e essa norma não estava sendo cumprida.

Segundo ele, o deputado Wilson Santos apresentou o decreto com o objetivo de suspender todas as cobranças até que as pendências com os servidores sejam resolvidas. “Há diversos casos de golpes e inquéritos envolvendo esse tipo de empréstimo, o que tem prejudicado os servidores. Sem a assinatura do servidor, o contrato é considerado nulo, pois não há manifestação de vontade”, disse o parlamentar, que orientou os trabalhadores a procurarem seus advogados, seja na esfera administrativa ou judicial, para buscar a correção desses lançamentos indevidos.

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Em relação ao memorando encaminhado pela Câmara Municipal de Juara, que manifesta repúdio à empresa Energisa Mato Grosso, Distribuidora de Energia S/A, o deputado Calil afirmou que a concessionária adota práticas abusivas que penalizam excessivamente o consumidor.

De acordo com Calil, os atrasos de poucos dias no pagamento das faturas resultam não apenas no corte do fornecimento de energia, mas também no protesto em cartório. Medida que, além de onerosa, encarece ainda mais a dívida do cidadão. Calil explicou que o custo para retirar o nome do consumidor dos registros é superior ao valor da própria conta, devido aos emolumentos extrajudiciais.

“Em 2023, apresentei um projeto de lei na Assembleia Legislativa para coibir essa prática, a proposta chegou a ser discutida com o Tribunal de Justiça, que é responsável pela regulamentação dos protestos. Há outros meios de a Energisa fazer cobrança como, por exemplo, Serasa e SPC, mas ela lança a mão do cartório porque justamente isso causa uma penalidade maior ao consumidor, isso aí a gente considera abusivo”, explicou Calil.

Na mesma linha de questionamento, o deputado Chico Guarnieri (PRD) chamou atenção para os constantes problemas no fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso e criticou a atuação da concessionária Energisa. Segundo ele, o estado possui a 17ª tarifa mais cara do país, o que agrava a insatisfação dos consumidores diante da má qualidade do serviço prestado.

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“As quedas de energia comprometem até a comunicação em situações de emergência, já que o sinal de celular também é afetado. O relatório da comissão responsável pelo tema está sendo finalizado e será debatido dentro da renovação da concessão de energia elétrica no estado, reforçando a necessidade de garantir melhorias ao consumidor mato-grossense”, afirmou Guarnieri.

Entre as matérias aprovadas, destaca-se o Projeto de Lei nº 1186/2025, de autoria do deputado Valdir Barranco (PT), que obriga as concessionárias de energia elétrica a realizarem mensalmente a leitura presencial do consumo e da geração de energia em unidades com sistema de microgeração distribuída. O texto também prevê a aplicação de sanções às empresas que descumprirem a determinação, fortalecendo a fiscalização e a transparência no setor energético mato-grossense.

Os quatro projetos de lei e o projeto de decreto legislativo aprovados pela comissão seguem agora para deliberação no Plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, onde poderá ser confirmada ou rejeitada pelos parlamentares.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Wellington lidera corrida ao Paiaguás; Pivetta avança e encosta em Jayme Campos, aponta levantamento

Levantamento da Percent Brasil mostra senador na primeira colocação, enquanto governador registra crescimento e disputa pelo segundo lugar fica praticamente empatada.

A mais recente pesquisa da Percent Brasil sobre a disputa pelo Governo de Mato Grosso indica que o senador Wellington Fagundes (PL) segue na liderança das intenções de voto no cenário estimulado. O levantamento aponta o parlamentar com 27% da preferência do eleitorado, mantendo a primeira colocação na corrida pelo Palácio Paiaguás.

O principal destaque da pesquisa, no entanto, é o avanço do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Em comparação ao levantamento anterior, o atual chefe do Executivo estadual apresentou crescimento de cinco pontos percentuais e passou a dividir tecnicamente a segunda posição com o senador Jayme Campos (União Brasil).

No cenário estimulado, Jayme aparece com 18%, enquanto Pivetta registra 17,2%, diferença considerada dentro da margem de erro da pesquisa. O resultado demonstra um cenário de equilíbrio entre os dois pré-candidatos na disputa pela vaga em um eventual segundo turno.

Na sequência aparece o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), com 7,7% das intenções de voto. Os demais nomes citados apresentam percentuais inferiores.

Já na modalidade espontânea, quando os entrevistados respondem sem a apresentação prévia dos nomes dos candidatos, Wellington Fagundes também lidera, com 12%. Jayme Campos soma 9,3%, enquanto Otaviano Pivetta registra 9%, evidenciando uma disputa bastante acirrada entre os três principais concorrentes.

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O estudo também simulou cenários de segundo turno, nos quais Wellington Fagundes aparece à frente dos adversários testados, mantendo vantagem nas projeções apresentadas.

Segundo avaliação divulgada pela empresa responsável pelo levantamento, o crescimento de Otaviano Pivetta representa a principal movimentação do cenário eleitoral nas últimas semanas, enquanto Wellington permanece na liderança mesmo diante das especulações políticas envolvendo seu nome. Já Jayme Campos continua figurando entre os candidatos mais competitivos ao Governo do Estado.

No quesito rejeição, o ex-prefeito Emanuel Pinheiro lidera com 16,7%. Wellington Fagundes aparece com 5,2%, seguido por Jayme Campos (5,1%) e Otaviano Pivetta (3,7%).

Metodologia

A pesquisa foi realizada pela Percent Brasil entre os dias 18 e 22 de junho de 2026, por meio de entrevistas presenciais com 1.200 eleitores distribuídos em sete microrregiões de Mato Grosso. A margem de erro informada é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos. Conforme divulgado, o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-09788/2026 e BR-00049/2026.

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