POLÍTICA MT
Claudinei critica o Batalhão da PM formado para atender o governador de MT
Foto: Marcos Lopes
Com vasta experiência na segurança pública, como delegado de polícia por mais de 18 anos, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) ficou indignado ao tomar conhecimento sobre o grande número de militares à disposição do gabinete do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), conforme a publicação divulgada, nesta segunda-feira (17), pelo site Isso é Notícia.
O veículo de comunicação divulgou o lotacionograma do 1° semestre de 2022, publicado pelo Diário Oficial do Estado (DOE), de n.° 28.165, que aponta que são 80 servidores da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) – com diferentes cargos – e três profissionais do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) para atender a Governadoria. “Realmente, isso é uma evidência forte que comprova o motivo do governador não se preocupar com a segurança pública de Mato Grosso. Afinal, ele está muito bem. É praticamente um batalhão da PM dentro do seu gabinete, no Palácio Paiaguás. Todo ao seu dispor”, indigna o parlamentar.
Relatório – Diante da informação divulgada, Claudinei fez um comparativo sobre os dados obtidos com o diagnóstico realizado, quando presidia a Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa, em 2020, ao visitar 13 polos regionais da Região Integrada da Segurança Pública de Mato Grosso (Risp).
“Entreguei nas mãos do governador, em fevereiro de 2021, um relatório com todas as informações necessárias e as deficiências identificadas para melhorias nas instituições da segurança pública dos polos regionais. Um dos dados foi sobre o déficit de pessoal nas unidades da Polícia Militar do interior. Tanto que tem cidade que possui só um policial para atender uma população com cinco mil habitantes ou mais”, mencionou o parlamentar.
Ele cita que o 13° Comando Regional da PM de Água Boa, responsável no atendimento de 11 municípios, precisava do aumento de 50% do efetivo já existente. Já a Regional de Alta Floresta, o 9° Comando que atende oito municípios da região norte de Mato Grosso e enfrenta um grande problema devido à extensão territorial da região, precisava ter, no mínimo, 400 militares e só tinha 142. “Esses são alguns exemplos das regionais que visitamos. Isso foi em 2020. De repente essa situação deve ter piorado e muito”, frisa Claudinei.
Já os 6° e 10° Comandos Regionais de Cáceres e Vila Rica, ambos com 12 municípios, necessitavam respectivamente reforçar o efetivo com 80 militares e ampliar o número de servidores para 44. “Essa é a realidade esquecida pelo governo de Mato Grosso que está mais preocupado em disponibilizar 83 militares para atender um governador que não se preocupa com a segurança da sociedade mato-grossense. Considero isso tudo um absurdo!”, declarou o deputado.
Déficit – O parlamentar ainda lembra das unidades policiais que possuem apenas um militar que faz revezamento para atender a população diariamente. “Isso acontece devido alguns militares estarem de férias e outros com licenças prêmios ou de saúde. Tanto que, nas visitas, identificamos as cidades de Guariba e Nova União, pertencentes à Regional de Juína – e o município de União do Sul da Regional de Sinop com apenas um policial militar”, explica.
Concursos – Com os concursos públicos para a segurança pública em fase de inscrições, a gestão estadual pretende suprir a falta de pessoal na PM, Polícia Judiciária Civil (PJC), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e CBM de Mato Grosso. Claudinei analisa que não vai resolver o problema das categorias devido à pretensão ser de nomear apenas 1.200 candidatos aprovados.
“Infelizmente, essa quantidade definida não vai atender a necessidade das forças de segurança. O déficit de pessoal ultrapassa essa quantidade proposta pelo governador. Para mim, ele faz concurso para fins políticos. A gente espera que ele coloque a mão na consciência e avalie a condução dessa gestão em relação à segurança pública”, conclui o deputado.
POLÍTICA MT
ALMT derruba veto que taxa APAEs, limpa pauta de vetos e recebe projeto para construção de 60 mil casas populares
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (24), uma sessão marcada pela derrubada do Veto 32/2026, aposto a Mensagem 65/2026, que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (Tacin) às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de Mato Grosso, e pela limpeza da pauta de vetos do Poder Executivo. Ao todo, os deputados analisaram 36 vetos garantindo maior celeridade à tramitação das matérias.
Ao defender a derrubada do veto, o deputado Dr. João (MDB) destacou o relevante trabalho desenvolvido pelas Apaes no estado.
“As Apaes realizam um trabalho social, educacional e de reabilitação extraordinário. São 72 unidades espalhadas por Mato Grosso, acolhendo milhares de famílias e promovendo cidadania. É uma instituição que merece todo o nosso apoio”, afirmou.
Para o presidente da ALMT, deputado Max Russi, a sessão representa o compromisso do Parlamento em garantir celeridade à votação das matérias.
“Foi uma sessão extremamente produtiva. Conseguimos avançar na limpeza da pauta de vetos, o que dá mais agilidade aos trabalhos da Assembleia e permite que matérias importantes para Mato Grosso tenham a tramitação adequada. O Parlamento está cumprindo seu papel de debater, votar e deliberar temas essenciais para a população mato-grossense”, destacou Max Russi.
Ainda durante a sessão, os deputados receberam hoje das mãos do governador Otaviano Pivetta, o projeto de lei que autoriza o governo do Estado a contratar empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal para viabilizar a construção de 60 mil moradias populares por meio do programa SER Família Habitação.
Outro veto amplamente debatido pelos parlamentares foi o Veto Parcial 20/2026, relacionado à Defensoria Pública. Apesar da mobilização de deputados favoráveis à derrubada, o veto acabou sendo mantido. Esse é o Veto parcial aposto ao Projeto de Lei 1576/2025, que estima a receita e fixa a despesa de Mato Grosso para o exercício financeiro de 2026.
O deputado Wilson Santos ressaltou a importância da instituição para a população mais vulnerável.
“A Defensoria Pública atende justamente aqueles que mais precisam que é o trabalhador humilde, a pessoa em situação de vulnerabilidade social. Não podemos permitir o enfraquecimento de uma instituição tão essencial”, argumentou Wilson Santos.
Dentre os vetos mantidos pelos deputados estão os de números 114/2025, 118/2025, 2/2026, 21/2026, 22/2026, 23/2026, 24/2026, 25/2026 e 26/2026.
Os parlamentares também aprovaram a dispensa de pauta e votaram, em primeira votação, o Projeto de Lei Complementar 45/2026, que altera as Leis Complementares nº 555/2014 e nº 720/2022 para dispor sobre a idade limite de permanência dos militares estaduais na reserva remunerada.
Fonte: ALMT – MT
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