BASTIDORES DA POLÍTICA
Classe política classifica Pivetta como “chuchu sem graça” e aposta em disputa fácil em 2026
Mesmo com a máquina do governo, vice-governador é visto como sem carisma, pouco agregador e incapaz de empolgar aliados históricos
Nos bastidores da política mato-grossense, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato ao Governo do Estado, tem sido alvo de críticas duras e recorrentes por parte da chamada “velha guarda” da classe política.
De forma reservada mas cada vez menos discreta líderes partidários, ex-prefeitos, ex-deputados e operadores experientes descrevem Pivetta como um “chuchu sem graça, sem sal e sem capacidade de empolgar”, mesmo ocupando um dos cargos mais estratégicos do Executivo estadual.
Segundo essas avaliações, nem mesmo o controle da máquina pública, tradicionalmente um dos principais trunfos eleitorais, tem sido suficiente para tornar o vice-governador um nome competitivo ou capaz de unificar aliados. A leitura predominante é de que Pivetta não agrega, não lidera e não desperta entusiasmo, seja no meio político, seja junto às bases eleitorais.
Falta de carisma e isolamento político
Ainda conforme relatos de bastidores, pesa contra o vice-governador a dificuldade de articulação política, a relação fria com lideranças regionais e a ausência de um discurso que dialogue com diferentes segmentos do eleitorado. Para muitos, Pivetta é visto mais como um gestor técnico do que como um político com capacidade de conduzir um projeto majoritário.
“Com ele na disputa, seria um passeio”, confidenciou um membro experiente da classe política, ao se referir à avaliação feita por outros pré-candidatos ao Palácio Paiaguás.
Segundo informações avaliação preocupa aliados
O diagnóstico preocupa até mesmo setores que, em tese, deveriam trabalhar pela consolidação do seu nome. Internamente, há quem reconheça que o vice-governador enfrenta resistência silenciosa, dificuldade de formar palanque sólido e pouca empatia dentro do próprio campo político.
Embora o discurso oficial ainda seja de normalidade, a percepção nos bastidores é clara: a pré-candidatura de Otaviano Pivetta ainda não decolou e, para muitos, corre o risco de sequer ganhar tração real caso o cenário não mude radicalmente.
Eleição aberta
Com isso, cresce entre adversários e observadores a convicção de que a eleição ao Governo de Mato Grosso segue aberta, com espaço para nomes mais competitivos, maior densidade política e capacidade real de mobilização.
Enquanto isso, o rótulo de “chuchu sem graça”, embora informal, parece resumir de forma cruel porém recorrente a avaliação que a classe política faz hoje do principal projeto eleitoral de Otaviano Pivetta.
POLÍTICA MT
ALMT recebe Aprosoja e reforça papel estratégico na defesa do agro
Durante sessão extraordinária realizada na quarta-feira (14), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), quebrou o protocolo ao abrir a tribuna do Parlamento para a manifestação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Bebber, que tratou do posicionamento dos deputados estaduais contra a moratória da soja. O projeto de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL), teve a assinatura e coautoria de outros 12 deputados.
“Quando um setor produtivo como o de Mato Grosso assume uma luta que ultrapassa as fronteiras do Estado e alcança todo o Brasil e o mundo, já que não há um único lugar no planeta onde não exista um produto do agronegócio ou das riquezas de Mato Grosso, e conta com o apoio de toda a força política, como a Assembleia Legislativa e as bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, essa união se transforma em uma força inesgotável. Foi caminhar em um único sentido que tornou possível a nossa vitória”, afirmou Lucas Costa Bebber.
A Moratória da Soja é um acordo setorial de adesão voluntária que impede grandes empresas de adquirirem soja cultivada em áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia. A iniciativa tem como objetivo combater o desmatamento na cadeia produtiva, por meio de monitoramento via satélite e do uso de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). No entanto, ao contrário do que muitas vezes é propagado, o setor produtivo afirma que atua em defesa do meio ambiente e de suas riquezas naturais, destacando que a preservação ambiental é condição essencial para a fertilidade do solo e para a sustentabilidade da produção agrícola.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
“Fomos a Brasília, junto com a Aprosoja/MT e conseguimos uma vitória importante para Mato Grosso. Isso fortalece e muito o agro, o setor produtivo em nosso Estado”, disse o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, sinalizando que o protagonismo do Parlamento Estadual foi em defesa do povo e em prol de Mato Grosso.
Em seu discurso, o presidente da Aprosoja destacou ainda a importância do trabalho conjunto em defesa da segurança jurídica e da valorização de quem produz, reforçando a luta por justiça aos produtores rurais de todo Mato Grosso. “Ocupo essa tribuna em nome da Aprosoja/MT e dos milhares de produtores rurais que representamos para agradecer o empenho, a escuta ativa e a sensibilidade desta Casa no enfrentamento do debate. Essa foi uma construção de várias mãos”, destacou.
“Presidente Max Russi, deputada Janaína Riva, Wilson Santos, Carlos Avallone e tantos outros…cada um dando a sua contribuição em momentos chaves”, emendou Lucas Bebber que ainda citou os senadores por Mato Grosso, o ministro Carlos Fávaro (PSD), além dos deputados federais por Mato Grosso como protagonistas da vitória da Moratória da Soja.
“Registro o papel dos prefeitos de Mato Grosso, liderados pela Associação Mato-grossense dos Municípios, sob a presidência de Leonardo Bortolin, e das Câmaras Municipais, à época sob a presidência do vereador Bruno Rios, que compreenderam que a moratória não afetava apenas produtores, mas o desenvolvimento dos municípios, a geração de empregos e a arrecadação local”, disse o presidente da Aprosoja-MT.
Lucas Bebber também destacou a atuação dos senadores Jayme Campos (União), Wellington Fagundes (PL) e do suplente em exercício José Lacerda (PSD) e outros autoridades. “Meu reconhecimento ao Tribunal de Contas, ao presidente Sérgio Ricardo e ao conselheiro Antônio Joaquim, relator da auditoria dos incentivos fiscais, ao governador Mauro Mendes que, não apenas sancionou a lei aprovada neste Parlamento como também a defendeu a mesma no Supremo Tribunal Federal”.
Para completar, o presidente da Aprosoja destacou a atuação do deputado Gilberto Cattani. “Faço um destaque especial ao deputado Gilberto Cattani, que teve coragem para sustentar essa tese, enfrentou ataques e se manteve firme, explicando com clareza o propósito da lei”.
Conforme Lucas Bebber, “o Estado de Mato Grosso sai fortalecido desse debate, e esta Assembleia Legislativa reafirma seu protagonismo na defesa de seus cidadãos. Produzir com responsabilidade socioambiental é um compromisso – não por imposição externa ou de grandes corporações -, mas porque a Constituição do Brasil e a de Mato Grosso e o arcabouço ambiental mais rigoroso do mundo assim determinam. Abusos econômicos camuflados de verde ainda serão tentados, mas hoje temos a certeza de que teremos maturidade para debater e esta Casa de Leis estará ao nosso lado, ao lado de Mato Grosso, ao lado do Brasil e de sua gente”, completou.
Fonte: ALMT – MT
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