POLÍTICA MT

Cattani defende projeto sobre a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt e destaca estudos realizados pela ALMT na região

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) defendeu durante sessão nesta quarta-feira (17), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 11/2025 que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e trata da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt. O parlamentar afirmou que a proposta tem sido alvo de interpretações equivocadas e reforçou que o objetivo não é extinguir a reserva, mas corrigir problemas decorrentes da ampliação de seus limites sobre áreas já ocupadas por famílias e produtores rurais.

Segundo Cattani, o debate sobre a situação da reserva não começou com a apresentação do projeto. Em abril de 2025, a Assembleia Legislativa aprovou a criação de uma Comissão Especial para acompanhar e avaliar a situação da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, diante dos conflitos fundiários, das disputas judiciais e dos impactos relatados por moradores da região.

A partir da criação da comissão, foram realizadas visitas técnicas, reuniões com comunidades locais e estudos para levantar informações sobre os aspectos sociais, econômicos, ambientais e fundiários da área. De acordo com o parlamentar, parte das críticas feitas ao projeto ignora a realidade de comunidades que já estavam estabelecidas na região antes da ampliação da reserva.

“O governo assentou essas pessoas e algumas estavam lá muito antes de existir a Reserva do Guariba. Quando houve a ampliação da reserva, ela passou a abranger áreas consolidadas, onde vivem produtores e famílias há muitas décadas”, disse.

Leia Também:  Max Russi cobra solução rápida e defende legislação equilibrada para áreas úmidas

Cattani ressalta que a proposta em tramitação não tem como objetivo extinguir a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, mas sustar o decreto que ampliou seus limites sobre áreas que, segundo ele, já estavam consolidadas e ocupadas por famílias e produtores rurais. “O projeto não extingue a Resex Guariba-Roosevelt de forma nenhuma. Ele vai corrigir um erro que o Estado fez. Nós queremos preservar a reserva. Ninguém vai extinguir o Guariba. O que estamos discutindo é o decreto que ampliou a área sobre locais onde já existiam produtores rurais antes da reserva existir”, declarou.

Para subsidiar os trabalhos, a Comissão Especial da ALMT solicitou a elaboração do Projeto de Análise Técnica da Resex Guariba-Roosevelt, estudo que avaliou os impactos sociais, econômicos, ambientais e fundiários da região. O relatório preliminar será apresentado no próximo dia 29 de junho, durante audiência pública no distrito de Guariba.

“A Assembleia Legislativa está investindo nesse trabalho, que analisou todos os aspectos da reserva, econômico, social e ambiental. Esse estudo vai nos dar parâmetros para regulamentar tanto a própria reserva, que nós queremos preservar, como também dar segurança jurídica às pessoas que vivem naquela região”, afirmou.

Leia Também:  Audiência pública para discutir concessão de energia em MT é nesta sexta-feira (30)

Segundo Cattani, a atuação ocorre após sucessivos pedidos feitos pela própria população local. “Nós estamos atendendo um clamor da população daquela região, das pessoas que vivem lá e que buscam uma solução para a insegurança jurídica que enfrentam”, disse. “Os moradores da região não pedem privilégios. Eles pedem respeito, saúde, educação, oportunidades, segurança jurídica e condições dignas para permanecer onde sempre viveram. O Parlamento de Mato Grosso tem a obrigação de ouvir essas vozes”, completou o parlamentar, durante a sessão.

Para o parlamentar, o trabalho demonstra que o tema vem sendo tratado de forma ampla e responsável, buscando conciliar a preservação ambiental com os direitos das famílias que vivem e produzem na região há décadas.

“O que nós queremos é preservar a reserva e, ao mesmo tempo, garantir segurança jurídica para quem está lá antes dessas ampliações. Uma coisa não impede a outra”, concluiu.

Gilberto Cattani defende que o debate seja conduzido com base em informações técnicas e na realidade vivida pelas comunidades locais. Segundo ele, a preservação ambiental e a garantia de direitos às famílias que ocupam a região não são objetivos incompatíveis e devem caminhar juntos na construção de uma solução definitiva para a área.

Fonte: ALMT – MT

Propaganda

POLÍTICA MT

Júlio Campos propõe Sala do Idoso na ALMT e alfineta Mauro Mendes ao defender combate ao etarismo

Deputado afirma ter sido alvo de preconceito por conta da idade e cobra mais respeito à participação da terceira idade na política

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) aproveitou a defesa da criação da Sala do Idoso na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para fazer críticas indiretas ao governador Mauro Mendes (União Brasil) e reforçar o debate sobre o combate ao etarismo no Estado.

Durante pronunciamento na tribuna, nesta terça-feira, o parlamentar apresentou a proposta de criação da Política Estadual de Combate ao Etarismo e da Sala do Idoso, espaço que teria como finalidade promover o acolhimento, a orientação e a defesa dos direitos da população idosa.

Ao justificar a iniciativa, Júlio Campos afirmou que o preconceito contra pessoas da terceira idade ainda está presente em diversos setores da sociedade, inclusive na política. Sem citar diretamente um episódio específico, o deputado disse ter sido vítima recentemente de manifestações que considerou discriminatórias em razão de sua idade.

“Recentemente, eu mesmo sofri isso, com uma fala do governador Mauro Mendes, que parece ter dificuldades com a participação do deputado Júlio Campos nos eventos políticos por conta da minha idade”, declarou.

Leia Também:  Audiência pública para discutir concessão de energia em MT é nesta sexta-feira (30)

O parlamentar também rebateu qualquer tentativa de associar idade avançada à falta de capacidade para o exercício da vida pública. Segundo ele, os números do eleitorado demonstram a relevância política da população idosa.

Júlio destacou que mais de 50 mil eleitores com idade superior a 80 anos estão cadastrados em Mato Grosso e lembrou que esse segmento registra elevados índices de comparecimento às urnas, superando inclusive a participação de faixas etárias mais jovens em alguns levantamentos.

“Talvez tenha havido um equívoco ao imaginar que nós, da terceira idade, não temos direito à cidadania ou à participação política”, afirmou.

Além da criação da Sala do Idoso, a proposta prevê a implementação de ações educativas, campanhas de conscientização e medidas voltadas à inclusão social da população idosa, em um momento em que o envelhecimento da população brasileira se torna cada vez mais evidente.

Dados do IBGE mostram que, pela primeira vez, o Brasil possui mais idosos do que jovens. O cenário reforça a necessidade de políticas públicas específicas para garantir qualidade de vida, respeito e participação ativa da terceira idade.

Leia Também:  Comissão de Agropecuária analisa mais de 250 iniciativas em 2024

A fala de Júlio Campos também repercutiu nos bastidores políticos, uma vez que o deputado é uma das lideranças históricas do União Brasil em Mato Grosso e voltou a demonstrar publicamente incômodo com declarações atribuídas ao governador Mauro Mendes sobre sua atuação no cenário político estadual.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA