QUEDA DE BRAÇO EM VG

Câmara barra aumento indecente do ISS e impõe derrota à gestão da Flávia Moretti em Várzea Grande

Várzea Grande
Vereadores rejeitam proposta que elevaria imposto sobre hospitais, escolas, clínicas e transporte coletivo; projeto foi derrubado por 11 votos contrários

A Câmara Municipal de Várzea Grande impôs nesta terça-feira (26) uma derrota política à prefeita Flávia Moretti ao rejeitar o projeto de lei que previa aumento das alíquotas do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) em setores considerados essenciais do município.

A proposta da Prefeitura pretendia elevar de 2% e 3% para 5% a cobrança do imposto sobre hospitais, clínicas médicas, escolas, serviços de assistência social, atividades culturais, cartórios, escritórios de contabilidade e também sobre o transporte coletivo urbano.

Durante a votação em plenário, o projeto acabou rejeitado por 11 votos contrários e 10 abstenções, enterrando a tentativa da gestão municipal de ampliar a arrecadação por meio da revisão tributária.

Na prática, caso fosse aprovado, hospitais e clínicas teriam a tributação praticamente dobrada. O mesmo ocorreria com instituições de ensino e outros segmentos beneficiados atualmente por alíquotas reduzidas previstas na legislação municipal.

O texto encaminhado pelo Executivo previa ainda a revogação de dispositivos da Lei Municipal nº 1.178/1991, além da extinção da Lei Complementar Municipal nº 5.177/2023, sancionada pelo ex-prefeito Kalil Baracat, responsável pela criação do chamado “ISSQN Social”.

Leia Também:  Projeto de lei obriga bares e restaurantes a prestarem auxílio para mulheres em situação de risco

Outro ponto que gerou forte repercussão foi o impacto no transporte coletivo. Pela legislação atual, o setor possui alíquota reduzida justamente para evitar aumento da tarifa e diminuir os impactos financeiros nos contratos públicos. Com a mudança proposta pela Prefeitura, a cobrança voltaria automaticamente ao percentual geral de 5%, podendo refletir diretamente no bolso da população.

Ao defender o projeto, a administração municipal alegou que a revisão das alíquotas foi baseada em estudo técnico elaborado pela Secretaria Municipal de Gestão Fazendária, com participação de auditores fiscais de carreira. Segundo a Prefeitura, a medida seria necessária para fortalecer a arrecadação própria e garantir a manutenção de serviços essenciais.

Mesmo com a justificativa técnica apresentada pelo Executivo, a proposta enfrentou resistência dentro do Legislativo e acabou derrotada em plenário, ampliando o desgaste político da gestão Flávia Moretti em Várzea Grande.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA MT

Deputado Diego Guimarães defende plebiscito para moradores decidirem disputa entre Mato Grosso e Pará

O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) defendeu a realização de um plebiscito para que moradores das áreas em disputa entre Mato Grosso e Pará decidam oficialmente a qual estado desejam pertencer. O posicionamento foi feito, nesta quarta-feira (27), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

“O que está em jogo não é apenas terra ou arrecadação. Nós estamos falando de brasileiros que precisam da presença do poder público”, afirmou o parlamentar na tribuna.

Durante o discurso, Diego Guimarães criticou a postura do Governo do Pará na discussão que será levada ao Supremo Tribunal Federal (STF) no início de junho, durante audiência de conciliação entre os dois estados. A disputa envolve uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e voltou à pauta do STF após o Governo de Mato Grosso questionar uma decisão anterior da Corte sobre os limites territoriais entre as duas unidades federativas.
Ao citar declarações da governadora paraense, Hana Ghassan (MDB), de que não abre mão do território, o deputado Diego Guimarães respondeu defendendo que a prioridade seja a população que vive na região de faixa de fronteira. “Façamos um plebiscito para ouvir o povo. Vamos perguntar se eles querem continuar no abandono ou se querem acesso à infraestrutura, educação e assistência que Mato Grosso tem oferecido”, declarou o deputado.
Em entrevista, Diego Guimarães afirmou que a discussão precisa ir além da questão cartográfica e considerar a situação das famílias que vivem nas regiões de fronteira. “Antes de falar de terra, precisamos falar de pessoas”, afirmou.
Segundo o parlamentar, moradores de comunidades paraenses costumam atravessar a fronteira para serem atendidos por serviços públicos em cidades como Guarantã do Norte, Novo Mundo, Alta Floresta, Paranaíta e Apiacás, comprovando que a população local já depende historicamente da estrutura oferecida por Mato Grosso.
“A minha origem é Guarantã do Norte. Eu convivo com essa realidade desde criança e, hoje, como deputado, continuo acompanhando de perto a situação dessas famílias”, declarou. “Meu irmão mora há anos nesta região no Estado do Pará, portanto, conhecemos muito bem a importância de uma conciliação para esta questão”, disse.
Diego Guimarães também relatou que moradores de localidades como Cachoeira da Serra, Castelo dos Sonhos e Vale do XV dependem diretamente da estrutura oferecida por Mato Grosso, principalmente nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.
“O problema é que, muitas vezes, essas pessoas vivem em áreas que estão no mapa do Pará, mas que, na prática, não recebem a presença do Governo do Pará”, afirmou o deputado. “Muitas dessas famílias estão geograficamente no Pará, pagam impostos ao Pará, mas quem presta assistência é Mato Grosso”, acrescentou.
O parlamentar também afirmou que produtores rurais e prefeitos enfrentam dificuldades jurídicas ao tentarem realizar melhorias em estradas ou prestar apoio em áreas oficialmente pertencentes ao estado vizinho. “Tem prefeito respondendo processo porque colocou máquina para recuperar estrada rural em uma região onde o Estado do Pará não atua”, afirmou.
Segundo Diego Guimarães, a Assembleia Legislativa acompanha a questão de forma institucional e deverá participar das discussões no STF. Ele também defendeu que, independentemente do resultado da disputa territorial, a gestão paraense permita que Mato Grosso continue prestando apoio às comunidades da região.
“Mesmo que a terra continue com o Pará, permitam que Mato Grosso ajude essas famílias com estradas, transporte escolar e atendimento à saúde”, concluiu.

Leia Também:  Deputados se unem a favor da fauna pantaneira e propõe lei que protege onça pintada

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA