POLÍTICA MT
Botelho apresenta projeto que desburocratiza transferências voluntárias para pequenos municípios
Durante a sessão plenária desta quarta-feira (14), o deputado estadual Eduardo Botelho (União) apresentou projeto de lei e requerimento com foco na desburocratização da gestão pública e no fortalecimento da autonomia dos municípios de pequeno porte em Mato Grosso.
O Projeto de Lei nº 1/2026 estabelece critérios para a entrega de recursos aos municípios a título de transferência voluntária, definindo que o ato de transferência ocorre no momento da assinatura do convênio ou instrumento congênere, e não apenas na liberação financeira. A proposta prevê ainda que municípios com até 50 mil habitantes possam receber recursos, firmar convênios, emitir notas de empenho e receber doações de bens, materiais e insumos independentemente da situação de adimplência.
De acordo com Botelho, a medida busca garantir mais eficiência, agilidade e segurança administrativa, especialmente para municípios menores, que enfrentam dificuldades financeiras e burocráticas para acessar recursos estaduais. “É uma iniciativa que respeita a realidade dos pequenos municípios e permite respostas mais rápidas às demandas da população, sem abrir mão da transparência e da responsabilidade fiscal”, destacou o parlamentar.
A proposta também reforça que o controle da adimplência continuará sendo realizado por meio dos sistemas oficiais de informações financeiras, contábeis e fiscais, assegurando a correta prestação de contas e o acompanhamento da aplicação dos recursos públicos.
Além do projeto de lei, o deputado apresentou requerimento relacionado à matéria, solicitando celeridade na tramitação da proposta, diante do impacto direto que a medida pode gerar na execução de políticas públicas locais.
O projeto tem vigência prevista até 31 de dezembro de 2026 e segue agora para análise das comissões permanentes da Assembleia Legislativa.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
CPI da saúde aponta pagamento de R$ 1,1 bilhão sem contrato na Saúde de MT
Comissão investiga uso recorrente de pagamentos indenizatórios pela SES entre 2020 e 2026; prática já havia sido alvo de TAC com o Ministério Público
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso investiga supostas irregularidades envolvendo pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) sem contrato formal ou processo licitatório. Conforme dados apresentados pela comissão, cerca de R$ 1,1 bilhão teriam sido quitados por meio de indenizações entre os anos de 2020 e maio de 2026.
Segundo a investigação, o mecanismo conhecido como “pagamento indenizatório”, que deveria ser utilizado apenas em situações excepcionais, teria se tornado prática recorrente dentro da pasta. A denúncia foi destacada pelo presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSD), que afirmou que a situação representa descumprimento reiterado das obrigações assumidas pela Secretaria.
De acordo com o parlamentar, a prática já havia sido alvo de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ainda em 2019. O acordo previa justamente a regularização administrativa e o fim dos pagamentos por indenização.
“Há recomendações expressas do Tribunal de Contas do Estado e órgãos de controle proibindo esse tipo de procedimento. Mesmo assim, os pagamentos continuaram sendo realizados e ampliados”, afirmou Wilson Santos durante os trabalhos da comissão.
A CPI busca agora identificar responsabilidades administrativas e possíveis irregularidades na execução das despesas da Saúde estadual, além de avaliar se houve violação da legislação de licitações e contratos públicos.
Os parlamentares também devem convocar gestores e ex-integrantes da Secretaria de Estado de Saúde para prestar esclarecimentos sobre os pagamentos investigados.
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