POLÍTICA MT

Barranco solicita celeridade nas nomeações de concursados do INDEA

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou a Indicação nº 4027/2025 ao governador Mauro Mendes (União), solicitando agilidade na ampliação das nomeações dos aprovados no concurso público do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), realizado em 2022, bem como a publicação dos atos de nomeação ainda pendentes no Diário Oficial.

Segundo o parlamentar, a demora no preenchimento dos cargos impacta diretamente o funcionamento do órgão, responsável por garantir a sanidade dos rebanhos, a segurança dos alimentos e a qualidade da produção agropecuária. “O concurso foi realizado, os aprovados estão aptos para assumir e há cargos disponíveis. É importante que o governo finalize as nomeações para que o Indea possa atuar em sua plena capacidade”, pontuou Barranco.

O certame, que segue dentro do prazo de validade, teve apenas uma parte dos aprovados nomeada até o momento. Estima-se que mais de 70% das vagas previstas ainda não foram preenchidas, gerando déficit de pessoal principalmente nas regiões Norte e Noroeste do estado.

Além disso, há informações de que alguns atos de nomeação já foram assinados, mas aguardam publicação oficial, o que impede a posse e gera insegurança para os candidatos. Atualmente, cerca de 800 cargos estão vagos, o que afeta barreiras sanitárias, campanhas de vacinação, controle de pragas e emissão de certificados fitossanitários. “O INDEA é estratégico para a economia e para a credibilidade do nosso agronegócio. Garantir que o órgão tenha quadro de servidores completo é investir na segurança e na competitividade da produção de Mato Grosso”, acrescentou Barranco.

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O deputado reforçou que a valorização dos aprovados e a recomposição do quadro funcional são medidas essenciais para fortalecer o setor agropecuário. “A convocação é uma ação necessária, que trará benefícios diretos ao estado e ao setor produtivo”, concluiu. A Indicação foi apresentada na ALMT no dia 9 de julho.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Wellington Fagundes apresenta projeto para garantir investimentos e serviços públicos na região do Araguaia-Xingu

Proposta transforma discussão iniciada no STF em projeto de lei e busca garantir mais investimentos, planejamento e serviços públicos para a população da região.

O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL-MT), apresentou, nesta segunda-feira (15), o Projeto de Lei Complementar que cria a Região Integrada de Desenvolvimento do Araguaia-Xingu (RIDE Araguaia-Xingu).

A proposta estabelece uma atuação coordenada entre a União, os governos de Mato Grosso e do Pará e os municípios da região, permitindo a integração de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, segurança pública e desenvolvimento econômico.

A iniciativa surgiu após a audiência de conciliação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 10 de junho, conduzida pelo ministro Flávio Dino, da qual Wellington participou ao lado de parlamentares, prefeitos e representantes dos dois estados para discutir os impactos da disputa territorial entre Mato Grosso e Pará.

*Entenda o Caso*
A disputa envolve uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e afeta diretamente milhares de moradores que vivem em território oficialmente pertencente ao Pará, mas que dependem dos serviços públicos oferecidos por municípios mato-grossenses, como Paranaíta, Alta Floresta, Guarantã do Norte e outras cidades da região.

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Enquanto o processo segue em análise no STF, Wellington defende que a população não pode ficar desassistida e que os municípios não podem continuar enfrentando esse desafio sozinhos.

“Não estamos discutindo apenas uma linha no mapa. Estamos falando de pessoas que precisam de atendimento médico, escolas, segurança e estradas. A população não pode esperar uma decisão judicial para ter acesso a serviços públicos de qualidade”, afirmou.

Segundo o pré-candidato, a proposta cria uma estrutura permanente para que os governos atuem de forma integrada, compartilhem responsabilidades e planejem investimentos para a região. “É uma solução de Estado. Queremos unir esforços e garantir que a população seja atendida, independentemente do tempo que o processo levará no Supremo Tribunal Federal”, disse.

O projeto prevê a criação de um Conselho Administrativo com representantes da União, dos governos de Mato Grosso e do Pará, dos municípios envolvidos e de órgãos federais ligados ao desenvolvimento regional. “Estamos criando um instrumento moderno de cooperação, inspirado em modelos que já deram certo no Brasil, sem alterar limites territoriais e sem interferir na decisão que será tomada pelo STF”, acrescentou.

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A proposta abrange municípios do Pará, como Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia, além de municípios de Mato Grosso, como Santa Terezinha, Santa Cruz do Xingu, Vila Rica, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Paranaíta, Alta Floresta, Matupá e Novo Mundo.

O PLP 174/2026 tem a coautoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) e já começou a tramitar no Senado Federal. O texto será analisado pelas comissões da Casa e, se aprovado pelos senadores, seguirá para a Câmara dos Deputados e, posteriormente, para sanção presidencial.

Para Wellington, a criação da RIDE Araguaia-Xingu representa uma alternativa prática e imediata para fortalecer a presença do poder público, ampliar a segurança jurídica e garantir planejamento de longo prazo para uma região estratégica da Amazônia Legal, sem depender da conclusão da disputa territorial em andamento no STF.

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