POLÍTICA MT
Audiência pública discute agrominerais e política de fertilizantes
O potencial de produção de fertilizantes a partir da mineração no estado foi tema de audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na tarde desta segunda-feira (1). O debate requerido pela deputada estadual em exercício Sheila Klener (PSDB) reuniu representantes do Ministério da Agricultura, Secretaria de Meio Ambiente (Sema/MT), Serviço Geológico do Brasil, Agência Nacional de Mineração, conselhos federal e regional de Engenharia e Agronomia, entre outros. A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) sediou a discussão.
“Nós precisamos entender a necessidade de buscar uma alternativa aos fertilizantes importados, porque sabemos que Mato Grosso e o Brasil são dependentes internacionalmente. Os agrominerais vêm sendo estudados por vários pesquisadores, aqui na Universidade Federal de Mato Grosso, em Goiás, na UnB [Universidade de Brasília, Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária]. Daí surge uma alternativa, principalmente para a agricultura sustentável e familiar”, argumenta Sheila Klener.
Segundo a parlamentar, esse produto é mais sustentável que os fertilizantes químicos usados atualmente. “Você tem já extraiu a rocha, o bem mineral já está aqui. Então, você faz um reprocessamento dessa rocha, um reprocessamento de algum rejeito dessa rocha e ele pode ser utilizado aqui”, explica.
“Nós temos a possibilidade, a partir do estudo de rochas alcalinas, de gerar aqui no estado fertilizantes de fósforo e fertilizantes de potássio. Esses produtos poderiam não substituir completamente [o importado], mas nós poderíamos gerar uma alternativa ao produtor de Mato Grosso de fertilizantes gerados aqui no estado”, corrobora o pesquisador Francisco Pinho. Na avaliação do estudioso, para esse objetivo avançar é necessário investimento público e também disposição do setor privado.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
“O conhecimento geológico é uma coisa cara. Para mapear o estado de Mato Grosso inteiro em busca de rochas alcalinas, é fundamental investimento do Estado, mas falta também um pouco de conhecimento do setor privado. As empresas de mineração no Brasil hoje estão muito focadas em ouro, que é algo que dá lucro imediato em projetos rápidos. Eles ainda não viram um canal dentro dessa parte de fertilização, e é exatamente isso que esse tipo de encontro pode mostrar. Pode mostrar para o investidor privado que é possível mapear, encontrar a rocha alcalina e descobrir um depósito de fertilizante dentro de Mato Grosso”, afirmou.
Na ocasião, a deputada Sheila Klener pediu a criação de um Centro de Tecnologia Mineral em Mato Grosso. A produção de fertilizantes e a pesquisa mineral no estado já estão previstos em lei aprovada no fim do ano passado. O representante do Ministério da Agricultura, José Carlos Polidoro, também defendeu a importância de um programa estadual para o desenvolvimento dessa área e aumentar o conhecimento geológico.
A audiência pública fez parte da programação de dois eventos integrados da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo): Workshop Agrominerais e a Política de Fertilizantes do Brasil e XVIII GEO Políticas: O Setor Mineral e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. As discussões seguem até quarta-feira (3).
A dependência de fertilizantes estrangeiros coloca o Brasil em posição de sensibilidade a eventos externos, ressalta o presidente da Febrageo, Caiubi Kuhn . “O cenário se torna crítico em situações de conflito, como o que está acontecendo entre a Rússia e a Ucrânia, ou por causa de crises de câmbio. Nesse evento como um todo, estamos discutindo uma alternativa à importação. O pó da rocha ou a rocha moída, quando aplicada na lavoura, pode fornecer nutrientes, como potássio e fosfato, além de micronutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas. Essa técnica, conforme indicam os estudos, tem excelentes resultados agronômicos e ambientais, como o aumento da retenção de CO2 no solo”, sustenta o professor da Universidade Federal de Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Mauro com 37% no primeiro voto e Janaína com 20% no segundo mantêm destaque na corrida pelo Senado em MT
A nove dias das eleições, ex-governador registra 37% na primeira escolha dos eleitores, enquanto deputada estadual alcança 20% na segunda; ambos também apresentam crescimento na soma das intenções de voto
A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal em Mato Grosso chega à reta final com Mauro Mendes (União Brasil) e Janaína Riva (MDB) ocupando posições de destaque na pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (25).
O ex-governador registra 37% das intenções de voto na primeira escolha dos entrevistados, enquanto a deputada estadual alcança 20% na segunda escolha, conforme os números do levantamento realizado entre os dias 21 e 24 de setembro.
A nove dias das eleições, Mauro e Janaína aparecem com os maiores percentuais nas respectivas modalidades, em um cenário que também registra crescimento dos dois candidatos em relação ao mês anterior.
Na pesquisa de agosto, Mauro tinha 36% na primeira escolha. Agora, aparece com 37%. Janaína, por sua vez, passou de 17% para 20% na segunda escolha dos eleitores.
Os números indicam que ambos mantêm presença expressiva na disputa pelas duas cadeiras que Mato Grosso terá direito a renovar no Senado Federal.
MAURO REGISTRA 37% NA PRIMEIRA ESCOLHA
Mauro Mendes aparece com 37% das intenções de voto quando os entrevistados são questionados sobre sua primeira escolha para o Senado.
Janaína Riva registra 19%, seguida por José Medeiros, com 11%. Pedro Taques e Carlos Fávaro aparecem com 8% cada.
A diferença numérica entre Mauro e Janaína na primeira escolha é de 18 pontos percentuais.
Na comparação com agosto, Mauro avançou um ponto percentual, enquanto Janaína manteve os mesmos 19%.
O percentual de indecisos caiu de 18% para 11%, indicando uma redução no número de entrevistados que ainda não definiram sua primeira escolha.
JANAÍNA ALCANÇA 20% NA SEGUNDA ESCOLHA
A deputada estadual Janaína Riva aparece com 20% das intenções de voto quando os entrevistados indicam sua segunda escolha para o Senado Federal.
Mauro Mendes registra 16%, seguido por Pedro Taques, com 10%, José Medeiros, com 8%, e Carlos Fávaro, com 7%.
Janaína avançou três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, quando registrava 17% na segunda escolha.
Mauro também apresentou crescimento nessa modalidade, passando de 12% para 16%.
Os números mostram que os dois candidatos ampliaram seus percentuais na segunda escolha, enquanto 25% dos entrevistados ainda permanecem indecisos sobre essa vaga.
MAURO E JANAÍNA TAMBÉM CRESCEM NA SOMA DAS INTENÇÕES DE VOTO
Outro indicador apresentado pela Quaest considera conjuntamente as duas escolhas dos entrevistados.
Nesse cenário, Mauro Mendes registra 27% das intenções de voto, contra 24% no levantamento anterior.
Janaína Riva aparece com 19%, ante 18% em agosto.
Pedro Taques e José Medeiros registram 9% cada, enquanto Carlos Fávaro aparece com 8%.
Mauro avançou três pontos percentuais na soma das intenções de voto, enquanto Janaína cresceu um ponto. A diferença numérica entre os dois é de oito pontos percentuais.
O levantamento combinado também registra redução dos indecisos, que passaram de 25% para 18%.
ELEITORES CAMINHAM PARA DEFINIÇÃO DOS DOIS VOTOS
A pesquisa também apresenta um dado sobre o grau de decisão do eleitorado mato-grossense.
Segundo o levantamento, 63% dos entrevistados afirmam que sua escolha para o Senado já é definitiva.
Outros 37% admitem que ainda podem mudar de candidato até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Com duas vagas em disputa, cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes para representar Mato Grosso no Senado Federal pelos próximos oito anos.
A renovação deste ano alcançará 54 das 81 cadeiras da Casa, correspondentes a dois terços de sua composição.
RETA FINAL DA DISPUTA
Os resultados da Quaest mostram que Mauro Mendes registra o maior percentual na primeira escolha, enquanto Janaína Riva aparece com o maior percentual na segunda.
Na soma das intenções de voto, ambos também apresentaram crescimento em relação ao levantamento anterior.
A pesquisa retrata um cenário em que Mauro e Janaína ocupam posições de destaque na disputa pelo Senado, enquanto os demais candidatos buscam ampliar suas intenções de voto nos últimos dias antes das eleições.
A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-08098/2026.
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