POLÍTICA MT

ALMT viabiliza R$ 3 milhões para construção de Estação de Tratamento de Água em Figueirópolis D’Oeste

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio de articulação do deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), viabilizou junto ao Governo do Estado a destinação de R$ 3 milhões para a construção de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) no município de Figueirópolis D’Oeste (a 430 km de Cuiabá). O compromisso foi formalizado nesta quarta-feira (11), durante agenda no Palácio Paiaguás, pelo governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), com a presença do parlamentar e de lideranças locais.

“É uma alegria imensa que aprovamos o projeto para o tratamento de água no município de Figueirópolis. O meu mandato está empenhado em fazer o arranjo logístico e de desenvolvimento da Região Oeste. Obrigado ao Governo do Estado, Mauro Mendes, Otaviano Pivetta e secretário Marcelo Padeiro por atender a nossa reivindicação”, pontuou o parlamentar republicano.

O município vem sofrendo com a falta de qualidade na água oferecida aos seus cidadãos. A articulação entre a prefeitura municipal, o deputado Moretto e o Governo do Estado teve inicio há cinco meses e foi oficializada com a solenidade.

O prefeito de Figueirópolis D’Oeste, Mirim (Republicanos), destacou que a demanda pela Estação de Tratamento de Água é antiga e agradeceu a parceria que tornou possível a viabilização do projeto. “Quando assumi como prefeito interino por dois meses, em 2023, minha primeira iniciativa foi buscar esse recurso junto ao deputado estadual Valmir Moretto e ao Governo do Estado. Agora, com cinco meses de gestão como prefeito eleito, conseguimos concretizar esse sonho. Água tratada é saúde, é dignidade”, afirmou o gestor municipal.

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Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

O homem por trás da barba: agro, convicções e superação marcam trajetória de Nelson Barbudo

Deputado relembra origem de sua marca pessoal, reafirma posições políticas e conta como enfrentar um câncer em estágio avançado mudou sua percepção sobre a vida

A barba virou nome. O nome ganhou projeção política. E, ao longo dos anos, Nelson Barbudo se consolidou como uma das personalidades mais conhecidas da política de Mato Grosso, identificado com a defesa do agronegócio, das pautas conservadoras e de posições que nunca fez questão de suavizar.

Uma sequência de declarações do deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT), durante entrevista ao podcast Mistura Cuiabana, revelou também o homem por trás dessa imagem pública: da origem da barba, mantida desde a juventude, às convicções políticas que carrega para o mandato e à experiência de enfrentar e superar um câncer em estágio avançado.

São episódios distintos, mas atravessados por uma característica comum: a disposição para lutar. Pela própria vida, pelas ideias em que acredita e por um setor — o agronegócio — com o qual construiu parte importante de sua identidade política.

A barba veio antes da política. Muito antes do primeiro mandato, já existia o Barbudo.

Ele contou que começou a cultivar a barba ainda jovem, sob influência do ambiente cultural da época, dos Beatles e da Jovem Guarda. A decisão provocou conflito dentro de casa.

Filho de pai italiano, rígido e acostumado a se barbear diariamente, Nelson ouviu repetidas determinações para retirar a barba. Aos 18 anos, decidiu contrariá-lo.

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Décadas depois, aquilo que começou como uma pequena rebeldia juvenil acabaria incorporado ao próprio nome pelo qual ficou conhecido nacionalmente.

A história também ajuda a revelar um traço que o acompanharia na vida pública: a disposição para sustentar suas escolhas mesmo diante do confronto.

*Do campo para a política*

Produtor rural e defensor do agronegócio, Barbudo construiu sua trajetória política associando a experiência do campo às bandeiras conservadoras que levou para Brasília.

Na Câmara dos Deputados, tornou-se uma voz em defesa do setor produtivo, da propriedade privada, da segurança jurídica no campo e de pautas identificadas com o eleitorado conservador.

Essa mesma personalidade aparece quando a conversa chega às questões ideológicas.

Barbudo reafirma sua oposição à esquerda e ao comunismo e mantém o discurso contundente que marcou sua trajetória política. Também sustenta posições rigorosas no debate sobre segurança pública e punição criminal.

Ao defender a pena de morte para crimes de extrema gravidade, por exemplo, argumentou que uma punição dessa natureza poderia produzir efeito dissuasório sobre potenciais criminosos.

São posições que provocam controvérsia e debate. Barbudo, porém, nunca procurou construir sua atuação política escondendo aquilo em que acredita. Ao contrário: fez da exposição direta de suas convicções uma característica do mandato.

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Foi assim que se tornou uma das principais vozes conservadoras de Mato Grosso e construiu forte identificação com o eleitorado ligado ao agronegócio e ao bolsonarismo.

*Quando a luta passou a ser pela própria vida*

Mas talvez o momento mais revelador da entrevista tenha ocorrido quando a política saiu de cena.

Barbudo relembrou o diagnóstico de um câncer em estágio quatro, com metástase, e o impacto de descobrir a gravidade da doença.

Diante do diagnóstico, conta que perguntou ao médico se outras pessoas já haviam conseguido superar um quadro semelhante. Quando ouviu que sim, decidiu que estaria entre elas.

Vieram o tratamento, a luta contra a doença e, posteriormente, a remissão. A experiência mudou sua percepção sobre aquilo que realmente importa.

“Depois de uma pancada dessa, a gente aprende que ser feliz não é ser milionário, é ter saúde e compartilhar a vida com a família”, afirmou.

É uma declaração que mostra uma dimensão menos conhecida de um político normalmente associado aos embates ideológicos e às discussões do Congresso.

O homem acostumado a defender posições duras descobriu, diante da doença, uma medida muito mais simples para a felicidade.

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