POLÍTICA MT
ALMT presta homenagem a 20 pessoas por serviços humanitários
Foto: EDSON RODRIGUES / Assessoria de Gabinete
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por intermédio do deputado Júlio Campos (União Brasil), entregou, na manhã desta segunda-feira (10), 20 moções de aplausos em homenagens a bombeiros militares, policiais militares e civis pelo serviço humanitário no socorro a pessoas e animais afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
O coordenador do Centro Integrado de Operações Aéreas de Mato Grosso (CIOPAER) e tenente-coronel da Polícia Militar, Ernesto Xavier de Lima Júnior, disse que o estado enviou cinco servidores, um helicóptero e matérias necessários a realizações das ações nos locais de salvamentos. Nesse primeiro momento, segundo ele, o estado enviou mais três servidores para dar apoio terrestre, auxiliando no deslocamento de aeronaves e nos alojamentos das regiões afetadas pela enchente.
“Foram mais de vinte dias intensos de buscas e resgates a pessoas e animais. Além disso, auxiliamos na entrega de alimentos e medicações à população isolada. Os servidores enviados e que operaram no Rio Grande do Sul tinham o maior grau de experiência na base. Para lá, foram enviados comandantes e tripulantes experientes que têm expertise em resgate em situações de áreas alagadas”, explicou Lima Júnior.
O capitão do Corpo de Bombeiros e 2º piloto do CIOPAER-MT, Lucas Moraes Callegario, que participou das ações, afirmou que a tripulação era composta por oito pessoas (policiais militares e civis). Lá, cumpriram diversos desafios ao enfrentar uma região devastada pelas águas.
“A ajuda não aconteceu somente em Porto Alegre, mas também na grande Porto Alegre, que tinha regiões montanhosas e, por causa das condições meteorológicas, as ações foram complicadas. Fizemos o resgate de mais de quarenta pessoas. A tripulação fez o transporte de médicos e socorristas para os locais afastados e isolados”, explicou Callegario.
Quando houve a melhora na estrutura das rodovias e a volta do tráfego de carros e caminhões, de acordo com Callegario, o trabalho da CIOPAER ficou centrado no apoio emergencial para o transporte de remédios e de alimentos. “As pessoas estavam sem casas e alojadas em abrigos, nesse ínterim o suporte foi para preparar e levar os alimentos quentes a elas. Se a alimentação fosse transportada por carro, levaria seis horas e com a aeronave fazíamos em vinte minutos”, disse.
O major Bombeiro Militar, Anderson Rodrigo da Silva, lotado no 2º Batalhão de Várzea Grande, afirmou que a missão foi “operada em ambiente hostil, mas conseguimos lograr êxito pelo empenho em ações (sociais e civis) que são desenvolvidas pelos nossos policiais militares e bombeiros, na busca e resgate de pessoas soterradas e também na busca e atendimento de cães perdidos”, explicou Silva.
A 3º sargento Bombeiro Militar, Dayane Rocha Ribeiro, responsável pela cadela Maya, ambas da 10ª Companhia Independente Bombeiro Militar de Sorriso, afirmou que as homenagens trazem sentimento de gratidão e reconhecimento do serviço prestado pela corporação à população gaúcha.
“O trabalho da Maya foi primordial. Lá, o foco inicial era o salvamento das vítimas que necessitam do socorro através de barco e helicóptero, mas depois entramos com a busca das pessoas desaparecidas e soterradas. O cão tem o faro e o poder de encontrar o odor humano. Quando as pessoas estão soterradas, é o cão que indica o local onde essas pessoas estão. Maya conseguiu localizar dois corpos, de uma família que estava soterrada”, disse Ribeiro.
A sargento Dayane Ribeiro afirmou que na primeira missão a Porto Alegre foram enviados duas cadelas: Maya (lotada na 10ª CBM de Sorriso) e Bella (lotada na CBM de Várzea Grande). Hoje, segundo Dayane, existem em Mato Grosso mais de vinte cães certificados. “Somos o estado que mais tem cães certificados no Brasil. É um trabalho muito bem feito pelos Bombeiros Militares. Cada unidade regional tem um cão trabalhando”, disse Ribeiro.
O deputado Júlio Campos afirmou que as moções de aplausos são justas e oportunas para a força de segurança de Mato Grosso que passou mais de vinte dias ajudando o Rio Grande do Sul no resgate às pessoas atingidas pelas enchentes.
“As homenagens são uma gratidão do nosso Estado e da Assembleia Legislativa aos bravos componentes do CIOPAER, Corpo de Bombeiros, das Polícias Civil e Militar pela atuação em favor da vida dos irmãos gaúchos. Esse trabalho coaduna com a mão estendida do governo e do povo mato-grossense aos irmãos gaúchos”, disse Campos.
Homenageados do Centro Integrado de Operações Aéreas de Mato Grosso – CIOPAER/MT:
Coordenador do CIOPAER, Ernesto Xavier de Lima Júnior – Tenente Coronel da Polícia Militar.
Piloto Comandante do CIOPAER, Ênio Teixeira da Silva – Tenente Coronel da Polícia Militar.
2º piloto do CIOPAER, Lucas Moraes Callegario – Capitão do Corpo de Bombeiros
Operador Aerotático do CIOPAER, Jefferson dos Santos Neto – Sargento do Corpo de Bombeiros.
Operador Aerotático do CIOPAER, Hildebrando Ribeiro de Amorim – Sargento da Polícia Militar.
Operador Aerotático do CIOPAER, Jair Ramos e Silva – Sargento da Polícia Militar.
Operador Aerotático do CIOPAER, Honey Alves de Oliveira – Sargento da Polícia Militar.
Operador Aerotático do CIOPAER, Gilvan Nunes de Faria – Cabo da Polícia Militar.
Mecânico Aeronáutico, Jhonny Wanderson Sena Lima – Policial Civil.
Homenageados do Corpo de Bombeiros:
Major Bombeiro Militar, Anderson Rodrigo da Silva, lotado no 2º Batalhão Bombeiro Militar em Várzea Grande.
1º Sargento Bombeiro Militar, Rogério Perdigão Júnior, lotado no 1º Batalhão Bombeiro Militar em Cuiabá.
2º Sargento Bombeiro Militar, Edson de Oliveira Sá, lotado no 2º Batalhão Bombeiro Militar em Várzea Grande.
Soldado Bombeiro Militar, Ademar Alves Vilarindo Filho, lotado no 2º Batalhão Bombeiro Militar em Várzea Grande.
Soldado Bombeiro Militar, Camila de Souza Trevisol, lotada no 1º Batalhão Bombeiro Militar em Cuiabá.
Soldado Bombeiro Militar, Jeferson Correa de Almeida, lotado no 1º Batalhão Bombeiro Militar em Cuiabá.
Soldado Bombeiro Militar, Jonivan Luis de Arruda, lotado no 2º Batalhão Bombeiro Militar em Várzea Grande.
Soldado Bombeiro Militar, Pedro Henrique Santana dos Santos, lotado na 1ª Companhia Independente de Bombeiro em Barra do Garças.
Soldado Bombeiro Militar, Tiago Silva Carvalho, lotado na 1ª Companhia Independente de Bombeiro em Barra do Garças.
Binômio 3º Sargento Bombeiro Militar, Dayane Rocha Ribeiro e Cadela Maya, ambas lotadas na 10ª Companhia Independente Bombeiro Militar em Sorriso.
Binômio Soldado Bombeiro Militar, Francisco Jorge dos Santos e Cadela Bella, ambos lotados no 2º Batalhão Bombeiro Militar em Várzea Grande.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Comissão Especial da ALMT reúne lideranças religiosas e autoridades para ampliar proteção às mulheres
A proteção às mulheres vítimas de violência depende da atuação integrada de diferentes setores da sociedade. Com esse propósito, a Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (8), sua 4ª reunião de trabalho, reunindo representantes das igrejas, do governo, das forças de segurança e do Poder Legislativo para debater o papel das lideranças religiosas no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de mulheres em situação de violência.
A reunião foi presidida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e contou com a relatoria do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB). Participaram do debate o padre Pedro Faustino, o pastor Gutto Martins Neves, a delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar de Mato Grosso, e a vereadora Maria Avallone (PSDB), procuradora especial da mulher da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Cuiabá (PEM).
Na abertura dos trabalhos, Carlos Avallone apresentou as ações desenvolvidas pela Procuradoria Especial da Mulher da ALMT, destacando a ampliação da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso. Segundo ele, já foram implantadas 46 Procuradorias da Mulher nos municípios e outras oito estão em processo de implantação. O parlamentar também apresentou os resultados da Rota do Respeito 2026, projeto voltado à educação, conscientização e prevenção das violências contra mulheres e meninas, que já alcançou mais de duas mil mulheres em oito municípios do estado.
“Estamos chegando à fase final da comissão. O relatório será construído com a contribuição de todas as pessoas que ouvimos ao longo dessas reuniões para que possamos consolidar propostas que auxiliem no enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Avallone.
A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente-coronel Ludmila Eickhoff destacou que o enfrentamento à violência doméstica exige informação, prevenção e mudança cultural.
Ela explicou que a corporação está ampliando as capacitações dos policiais e desenvolvendo uma nova estratégia de acompanhamento dos agressores. A iniciativa inclui visitas realizadas por equipes especializadas da PM para orientar homens que receberam medidas protetivas.
“Muitas vezes o agressor recebe a medida protetiva por aplicativo e sequer compreende o que ela significa. Estamos realizando visitas para explicar as consequências do descumprimento da medida e também mostrar quais são os caminhos legais que ele pode seguir, sem procurar a vítima”, explicou.
Ludmila ressaltou ainda que o combate à violência não pode ser direcionado apenas às mulheres. “Precisamos parar de falar somente com as mulheres. Temos que falar com os homens também. Muitos não se identificam como agressores porque entendem que são trabalhadores, pais de família e provedores. Precisamos mostrar que ser trabalhador não autoriza ninguém a ser violento”, afirmou.
A comandante destacou que a PM realizou centenas de palestras educativas nos últimos anos, alcançando milhares de pessoas, inclusive em igrejas e comunidades religiosas.
Durante o debate, Cattani reforçou a importância de envolver os homens nas estratégias de prevenção. “O homem não é um agressor em potencial. O homem é um protetor em potencial. Precisamos chamar os homens para essa discussão. Se transformarmos homens e mulheres em adversários, não vamos resolver o problema”, afirmou.
O parlamentar também defendeu que a violência seja tratada como um problema social amplo. “Temos que combater a violência em todas as suas formas. O foco precisa estar na violência e não em criar divisões entre homens e mulheres”, disse.
Representando a Igreja Católica, o padre Pedro Faustino abordou o tema sob uma perspectiva teológica e histórica, defendendo que o respeito à mulher está diretamente ligado ao reconhecimento da dignidade humana.
Segundo ele, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada em nenhuma circunstância.
“O fundamento do respeito ao outro não é apenas a lei humana. É reconhecer que cada pessoa carrega a imagem de Deus. Quem agride uma mulher agride essa dignidade”, afirmou.
Questionado sobre como a Igreja orienta mulheres vítimas de violência, o sacerdote foi enfático. “Procure a polícia. Denuncie. Não normalize a violência. Não normalize o pecado e nem a ofensa contra você mesma. A Igreja orienta que a mulher saia dessa situação e busque proteção”, declarou.
Padre Pedro explicou ainda que a Igreja possui pastorais, grupos de acolhimento e redes de apoio que auxiliam mulheres em situação de vulnerabilidade, trabalhando pela recuperação da dignidade e da autoestima das vítimas.
O pastor Gutto Martins Neves afirmou que as igrejas evangélicas evoluíram na forma de lidar com casos de violência doméstica e que atualmente o posicionamento é de respeito às leis e proteção às vítimas.
“Hoje a orientação é totalmente diferente do passado. A violência deve ser tratada dentro da legislação. A lei existe para ser aplicada e precisa ser respeitada”, afirmou.
O pastor destacou que a violência contra a mulher está relacionada a uma crise de valores e princípios dentro da sociedade. “Vivemos uma sociedade que deixou de funcionar em muitos aspectos. Precisamos recuperar valores como respeito, honra e responsabilidade. Esses princípios são fundamentais para a construção de relações saudáveis”, disse.
Segundo ele, as igrejas têm orientado mulheres vítimas de violência a buscarem proteção legal e apoio institucional sempre que necessário.
A delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, criado pelo governo estadual, destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da integração entre diferentes órgãos e instituições.
“Essa união entre governo do estado, Assembleia Legislativa, forças de segurança, sociedade civil e demais poderes é o que vai fazer a diferença. Nenhuma instituição consegue resolver esse problema sozinha”, afirmou.
Gilberto Cattani avaliou que a participação das lideranças religiosas trouxe uma contribuição importante para os trabalhos da comissão. “Recebemos muitas mensagens da sociedade pedindo que ouvíssemos as igrejas. Ficamos muito satisfeitos porque tanto a comunidade evangélica quanto a Igreja Católica demonstraram que estão atentas ao problema e atuando na defesa das mulheres”, afirmou.
Segundo o presidente da comissão, os debates realizados ao longo das quatro reuniões serão incorporados ao relatório final.
“Essa contribuição será fundamental. Entendemos que o relatório deve registrar que as religiões estão fazendo seu trabalho em defesa das mulheres, para que possamos criar políticas públicas que fortaleçam ainda mais essas iniciativas”, destacou.
Em entrevista após a reunião, Avallone elogiou as contribuições apresentadas pelas lideranças religiosas.
“Fiquei muito tocado pelas falas do padre Pedro e do pastor Gutto. Eles mostraram que a violência não é apenas uma questão legal, mas também humana e espiritual. Quando você agride uma mulher, uma criança, um idoso ou qualquer ser humano, está agredindo a própria dignidade da pessoa. Isso nos faz refletir de forma muito profunda sobre o tema”, concluiu Avallone.
A próxima reunião marcará o encerramento dos trabalhos da Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher. O relatório final, elaborado pelo relator Carlos Avallone, será submetido à votação do colegiado e, posteriormente, encaminhado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e ao Plenário da Casa para conhecimento dos parlamentares e formulação de futuras políticas públicas voltadas à proteção das mulheres mato-grossenses.
Fonte: ALMT – MT
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