CRIME E PUNIÇÃO

” Agora ele vai pagar pelo que fez”, afirma Virginia Mendes sobre chegada de assassino de PM a Cuiabá

Procurado pela Justiça, Raffael Amorim de Brito passa a ficar à disposição das autoridades em Mato Grosso

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, comentou neste sábado (8) a chegada a Cuiabá de Raffael Amorim de Brito, acusado de assassinar o sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso.

Raffael desembarcou no Aeroporto Marechal Rondon escoltado e algemado, após a transferência ser autorizada pela Justiça do Rio de Janeiro.

Ao comentar o caso, a primeira-dama destacou a importância de uma resposta rigorosa dentro dos limites legais.

“Como cidadã, espero que a Justiça seja feita com rigor. Que ele permaneça muitos anos na cadeia, já que no Brasil não existe prisão perpétua, para responder por um crime que destruiu uma família que sofre até hoje. Isso também é fazer justiça por eles. Agora ele vai pagar pelo que fez”, afirmou.

Raffael foi trazido para Mato Grosso em uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas, sob escolta de equipes da Polícia Militar de Mato Grosso e da Polícia Civil de Mato Grosso. Após desembarcar, foi encaminhado à Delegacia de Homicídios, onde optou por permanecer em silêncio, e posteriormente transferido para a Penitenciária Central do Estado.

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Virginia Mendes também ressaltou a importância da integração entre as forças policiais na ação que resultou na prisão.

“Parabenizo a Polícia Militar e a Polícia Civil de Mato Grosso, em conjunto com a polícia do Rio de Janeiro, pelo trabalho sério, técnico e integrado que resultou na prisão. Quando as forças se unem, a resposta chega e a sociedade sente que a justiça está sendo feita”, disse ela.

O crime

O sargento Odenil Alves Pedroso foi baleado no dia 28 de maio de 2024, nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. Ele chegou a ser socorrido em estado grave, com apoio do Ciopaer, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois no hospital.

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POLÍTICA MT

Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Barbudo propõe pacote de medidas contra violência e feminicídio

Projetos apresentados pelo deputado ampliam proteção às mulheres em aplicativos de transporte e no ambiente de trabalho, preveem suporte financeiro às vítimas e endurecimento da resposta aos agressores

Vinte anos depois de a Lei Maria da Penha transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, o deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) defende que o país dê um novo passo: ampliar os mecanismos capazes de proteger a mulher antes que a escalada da violência termine em feminicídio.

Nesta sexta-feira (7), data que marca as duas décadas da sanção da Lei nº 11.340/2006, o parlamentar destacou um conjunto de projetos que vem trabalhando para transformar em lei no Congresso Nacional.

As propostas atuam em diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres. Entre elas estão o reforço da segurança nos aplicativos de transporte e a responsabilização das empresas; o afastamento de acusados de assédio no ambiente de trabalho; mecanismos de apoio financeiro às vítimas; e medidas mais rigorosas para impedir que agressores representem novamente risco às mulheres.

“Isso não é estatística. Isso é um absurdo. É uma rotina que precisa acabar” – afirmou Barbudo ao tratar dos casos de feminicídio registrados no país.

Uma das propostas destacadas pelo deputado trata especificamente da segurança das mulheres que utilizam aplicativos de transporte. Barbudo defende que as plataformas assumam maior responsabilidade pela segurança oferecida às passageiras e que sejam estabelecidos mecanismos mais rigorosos de proteção e responsabilização.

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“Uma mulher entra num carro de aplicativo e fica rezando para chegar ao seu destino sem sofrer violência. A segurança precisa ser reforçada no aplicativo e a empresa também precisa assumir responsabilidade” – afirmou.

A proposta integra a estratégia defendida pelo parlamentar de ampliar os espaços de proteção à mulher para situações que fazem parte da rotina de milhões de brasileiras.

Outro eixo do pacote apresentado por Barbudo está relacionado ao assédio dentro das empresas. O deputado propõe o afastamento do acusado como medida de proteção à vítima enquanto o caso é apurado, evitando que a mulher seja obrigada a continuar convivendo diariamente no mesmo ambiente com seu suposto agressor.

Para Barbudo, a permanência dessa convivência pode intimidar a vítima e dificultar a própria denúncia.

O parlamentar também defende mecanismos de proteção financeira para mulheres que tenham sua capacidade de sustento comprometida em consequência da violência ou do assédio.

A preocupação, segundo ele, é impedir que a dependência econômica obrigue uma vítima a permanecer em uma situação de vulnerabilidade.

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*Do combate à prevenção*

As propostas ganham significado especial no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um divisor de águas ao criar mecanismos específicos de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Para Barbudo, entretanto, duas décadas depois o desafio é avançar principalmente na capacidade de antecipar a atuação do Estado.

A avaliação do deputado é de que a violência contra a mulher precisa ser enfrentada em todas as etapas: desde o assédio e as primeiras manifestações de agressividade e controle até situações de ameaça concreta à vida.

Isso exige, segundo ele, proteção à vítima, condições para romper situações de dependência, responsabilização de quem tem dever de garantir segurança e uma resposta mais efetiva do sistema de Justiça diante de agressores que representem risco.

“Eu tenho um pacote de projetos de lei para a defesa da mulher. Precisamos transformar essas propostas em leis para que nossas mulheres tenham a proteção devida do Estado” – afirmou.

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