POLICIAL
Principal executor de jovem decapitado em Sinop é condenado a 20 anos de reclusão
O autor do homicídio do jovem capixaba Flávio Marques Ferreira, assassinado há dois anos em Sinop, foi condenado nesta semana, em tribunal do júri, a 20 anos e seis meses de reclusão. Beacil Lopes do Nascimento Neto, de 28 anos, está preso em Cuiabá, na Penitenciária Central do Estado.
Conhecido como ‘Matemático’, Beacil foi condenado por homicídio duplamente qualificado, corrupção de menor e por integrar organização criminosa.
O crime, investigado pela Divisão de Homicídios da Delegacia da Polícia Civil em Sinop, foi cometido com requintes de crueldade e motivado porque a vítima, supostamente, pertenceria a uma facção rival à dos executores.
Flávio era natural do Espírito Santo e foi visto a última vez pela família no dia 21 de agosto de 2021. O pai do jovem procurou a Polícia Civil e relatou que o filho foi visto com vida próximo do alojamento da empresa onde trabalhava.
A equipe da Divisão de Homicídios apurou que na mesma data em que a vítima desapareceu, os autores do crime divulgaram um vídeo mostrando Flávio já morto e com a cabeça decapitada. O pai da vítima recebeu as imagens.
Localização do corpo
No dia 30 de agosto de 2021, a equipe de investigação, com apoio Polícia Militar, localizou o corpo de Flávio em uma mata, na estrada que liga Sinop à cidade de Cláudia, uma região conhecida como ‘pé de galinha’. A vítima estava com pés e mãos amarrados, já em estado de decomposição. O crânio foi encontrado a poucos metros do corpo.
No decorrer da investigação, a Polícia Civil identificou e indiciou os autores do crime – Beacil Neto e mais duas pessoas, entre elas um adolescente. O menor foi apreendido quatro meses após o crime e cumpriu medida socioeducativa estabelecida pela Vara da Infância de Sinop. O outro adulto está foragido e ainda não foi julgado pelos crimes.
O principal o autor do homicídio fugiu para Cuiabá. Em diligências para localizar Beacil, uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital apreendeu na residência dele uma arma de fogo utilizada por ele e conduziu a esposa para esclarecimentos. Em outubro de 2021, ele acabou preso por uma equipe da Força Tática, na cidade de Várzea Grande, onde ia participar de uma festa.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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