POLICIAL
Polícia Civil prende líder de facção criminosa apontado como mandante de homicídio de jovem em Tabaporã
O suspeito de 32 anos estava com mandado de prisão decretado pela Vara Única de Tabaporã pelo crime de homicídio e teve a ordem de prisão cumprida pelos policiais do município com apoio da equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
As investigações conduzidas na Delegacia de Tabaporã iniciaram no dia 08 de abril após o registro do desaparecimento da vítima Deivid Kauan de Souza Lima, 19 anos, e de sua companheira no município de Sorriso. Segundo informações, as vítimas foram abordadas por criminosos por suspeitas de fazerem parte de uma facção criminosa rival.
Posteriormente, a jovem foi liberada, porém Deivid Kauan continuava desaparecido, sendo iniciado um intenso trabalho das forças policiais para localização do jovem, que teve o corpo localizado, no dia 17 abril em uma região de mata a aproximadamente 17 quilômetros do centro de Tabaporã.
Segundo as investigações, o jovem teve a morte decretada por uma facção criminosa, por pertencer a outro grupo criminoso, instalado na cidade de Sorriso e por atuar com o comércio de entorpecentes em Tabaporã, sem a devida autorização da organização criminosa local.
Durante o trabalho investigativo, quatro envolvidos na morte e ocultação de cadáver do jovem foram presos, até que os policiais chegassem ao mandante do crime, que estava foragido desde a data dos fatos e foi localizado e preso nas margens do Lago do Manso.
O delegado de Tabaporã, Bruno Palmiro, que presidiu as investigações e coordenou a operação, elogiou a eficiência e o profissionalismo da equipe envolvida. “A prisão do mandante do crime representa um passo importante na busca por justiça para a vítima e seus familiares. A colaboração entre as unidades policiais foi essencial para o sucesso da operação”, disse o delegado.
Após ter o mandado cumprido, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da justiça para responder pelo crime de homicídio. As investigações relacionadas ao caso continuam em andamento, para esclarecer todos os detalhes do ocorrido e identificar outros possíveis envolvidos.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Tabaporã, conta com o apoio da população para fornecer informações que possam colaborar com as investigações.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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