POLICIAL
Polícia Civil localiza reservatório clandestino de combustível furtado de locomotivas em Alto Araguaia
Um reservatório clandestino de combustível oriundo de furtos ocorridos nas locomotivas de uma empresa, no município de Alto Araguaia (415 km ao sul de Cuiabá), foi descoberto pela Polícia Civil, na quarta-feira (15.03).
As diligências foram realizadas após novas informações do local, alvo da operação “Descarrilamento”, deflagrada em novembro de 2022, e resultou na apreensão de um tanque de reservatório enterrado com aproximadamente 150 litros de combustível.
A área fica nas margens da Rodovia BR 364, sendo o combustível subtraído dos trens da empresa de logística Rumo. No local haviam duas pessoas, e ao serem entrevistadas, afirmaram que não tinham conhecimento dos fatos.
Conforme apurado, a chácara está estrategicamente em frente ao complexo logístico e ferroviário de Alto Araguaia, região com grande circulação de trens carregados com combustível e toneladas de grãos.![]()
As investigações apontam que os envolvidos utilizavam o terreno de forma provisória para guardar o combustível furtado dos trens, para depois fazerem a distribuição e venda ilegal no comércio.
Os furtos eram cometidos com a utilização de galões com capacidade entre 20 e 50 litros, bem como depois de subtraído o combustível era levado e armazenado na área, em um reservatório maior, para em seguida ser repassado aos receptadores.
O tanque com o combustível foi apreendido e encaminhado para perícia, bem como os responsáveis pela propriedade responderão inquérito pelos crimes de furto, receptação, comercialização ilegal de combustível e organização criminosa.
A operação “Descarrilamento”
Deflagrada pela Polícia Civil no mês de novembro de 2022, em Alto Araguaia, para cumprimento de 32 mandados judiciais, entre prisões e busca e apreensão.
A ação objetivou desarticular uma organização criminosa atuante em crimes de furto e receptação de combustíveis e grãos da empresa de logística Rumo, e contou com a participação de mais de 90 policiais civis.
Os produtos eram subtraídos de vagões de trens, que ficavam estacionados ao longo da via-férrea, entre os municípios de Alto Araguaia e Alto Taquari.
Fonte: PJC MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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