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Polícia Civil deflagra operação contra esquema de abastecimento clandestino de combustível em Pontes e Lacerda

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A Polícia Civil realizou nesta quarta-feira (2.7), a Operação “Rastro Tóxico”, com o objetivo de desarticular um esquema clandestino de abastecimento de combustíveis na cidade de Pontes e Lacerda, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão junto a um posto de combustível na região.

Conforme a investigação policial, havia diversas denúncias que apontavam a ação ilegal de um proprietário de um posto de combustível na cidade. Segundo apurado, o empresário vinha atuando descumprindo as normas legais no processo de armazenagem, transporte e comercialização de produto ou substância perigosa, estabelecidas no art. 60, da Lei nº 9.605/98 (de Crimes Ambientais).

Em posse das informações e demais diligências apuradas sobre o fato, foi realizada a ação policial, ocorrendo o flagrante delito. Ao chegar ao local, a equipe visualizou o investigado deslocando-se para os fundos do estabelecimento, aparentemente para conferir os drenos de resíduos do barracão anexo ao local, sendo acompanhado pelos policiais. Ao retornar, o investigado disse aos funcionários “limpa aquela areia lá”, levantando suspeita de que estivesse orientando seus colaboradores a eliminar vestígios do crime ambiental.

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Diante disso, parte dos policiais deslocou-se até a rua de trás do posto, por onde se dá acesso ao barracão. Nesse momento, foram flagrados o gerente do posto e um outro funcionário carregando uma bomba grande e diversos canos na caçamba de uma caminhonete Toyota Hilux, de propriedade do empresário. Na ocasião, foi feita a abordagem dos indivíduos, no momento em que saíam do barracão, interrompendo, assim, a tentativa de ocultação de provas.

Foram apreendidos um motor/bomba, utilizado para transferir combustível do posto ao barracão; conexões e tubulações diversas, empregadas no sistema de abastecimento clandestino; um container plástico cheio de óleo diesel; diversos documentos do escritório administrativo, com indícios de controle paralelo de movimentação de combustíveis; além do aparelho celular do investigado.

No local também foi observada a existência de um poço artesiano, instalado entre o posto e o barracão, com ligações diretas a ambos, sem registro de licenciamento ambiental conhecido; um sistema de escoamento e drenagem de líquidos, que direcionava o combustível derramado no abastecimento clandestino para uma caixa de gordura localizada na lateral do barracão, dentro de um campo de futebol, situado nos fundos do posto; além de um acesso livre aos tanques subterrâneos do posto, com presença de bombas de captação e mangueiras direcionadas, exclusivamente, ao barracão, permitindo que o combustível fosse comercializado sem registro nas bombas formais da praça do posto.

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Diante dos fatos, os três homens foram detidos e conduzidos até a delegacia para os devidos trâmites legais cabíveis, devendo responder por crimes ambientais. O estabelecimento foi embargado e todo o material apreendido foi encaminhado para análise e os laudos periciais a serem produzidos pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

A operação contou com apoio da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Polícia Ambiental e da Politec.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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