POLICIAL
Associação criminosa envolvida em fraudes por meio de cadastros de clientes é alvo de operação da Polícia Civil
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (28.5) a Operação Off-Road, tendo como alvo uma associação criminosa envolvida em fraudes realizadas por meio de acessos a dados cadastrais de clientes de grandes lojas.
Na operação, realizads por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão contra investigados pelos crimes de estelionato, receptação e associação criminosa. Dentre as ordens judiciais, 13 são cumpridas na cidade de Rondonópolis, duas em Cuiabá, uma em Lucas do Rio Verde e uma em Sorriso.
O cumprimento dos mandados conta com apoio das equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e das Delegacias de Lucas do Rio Verde e Sorriso.
As investigações realizadas pela Derf Rondonópolis identificaram o grupo criminoso que, de maneira fraudulenta, conseguia acesso a dados cadastrais de clientes de grandes lojas de revenda de pneus e insumos agrícolas, realizando compras em nome desses clientes e vendendo esses produtos de origem ilícita no comércio de Rondonópolis.
Após as compras em nome dos clientes, o grupo criminoso mandava entregar os produtos em endereços de seus integrantes. Em um dos crimes foi realizada a “compra” de pneus em uma loja de Sinop, que foram retirados em lojas parceiras na cidade de Rondonópolis.
Ao serem notificados para realizar os pagamentos das notas fiscais emitidas, as vítimas tomavam conhecimento de compras realizadas em seus nomes, sem autorizações.
Os criminosos que retiraram esses pneus em Rondonópolis foram identificados, bem como outros comparsas que foram responsáveis pelo transporte e guarda da mercadoria. Os pneus adquiridos por meio da fraude foram localizados em uma borracharia em Rondonópolis, que vendia os produtos subtraídos.
Com base nas investigações e com a identificação dos integrantes da associação criminosa, o delegado da Derf Rondonópolis, Fábio Nahas, representou pelos mandados de busca e apreensão, que foram deferidos pela Justiça.
As investigações seguem em andamento para análise de novas provas e identificação de outros possíveis envolvidos.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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