POLÍCIA FEDERAL
Operação Klerotorion apura prática de crimes de corrupção eleitoral durante as eleições municipais de 2020, em Tarauacá/AC
Rio Branco/AC – Nesta quarta-feira (25/5), a Polícia federal e o Ministério Público Eleitoral deflagraram a operação KLEROTORION, para apurar crimes de corrupção eleitoral ativa e passiva, associação criminosa e peculato ocorridos durante as eleições municipais de 2020 em Tarauacá/AC.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas casas dos investigados, com a participação de aproximadamente 16 policiais federais.
As investigações tiveram início em agosto de 2021, ocasião em que a Polícia Federal descobriu um esquema de compra de votos operado por associação criminosa formada por um vereador, dois ex-secretários de saúde e um servidor público municipal.
Os candidatos ao pleito eleitoral de 2020, ora investigados, negociaram votos com eleitores para os cargos de prefeito(a) e vereador(a), ambos da cidade de Tarauacá/AC. A trama delituosa era concretizada pelos candidatos quando entregavam aos eleitores vantagens diversas como dinheiro, passagens rodoviárias, gêneros alimentícios, dentre outros. Durantes as diligencias policiais, verificou-se que parte dos recursos utilizados na compra de votos era oriunda do cofre público, o que também caracteriza o crime de peculato.
O nome da operação faz menção à máquina de justiça utilizada pelos gregos que sorteavam os candidatos que assumiriam posições de autoridade em Atenas. A prática impedia que forças econômicas e religiosas exercessem influência sobre a escolha dos representantes do povo acarretando o monopólio do poder político.
Os envolvidos poderão responder pelos delitos de corrupção eleitoral, associação criminosa e peculato, ambos do Código Penal.
Comunicação Social da Polícia Federal no Acre
Fone: (68) 3212-1200 / 3212-1211/ 3212-1213
E-mail: [email protected]
POLÍCIA FEDERAL
FICCO/RO deflagra operação contra grupo criminoso envolvido em furtos de cargas de grãos no Rio Madeira
Porto Velho/RO. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou, nesta sexta-feira (28/8), a Operação Piratas do Madeira 2, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no furto e na receptação de cargas de grãos transportadas em balsas pelo Rio Madeira.
Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão domiciliar nos municípios de Porto Velho/RO, Ariquemes/RO e Umuarama/PR, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens, valores, veículos, embarcações, imóveis, semoventes e participações societárias, até o limite de R$ 1,2 milhão. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho do Tribunal de Justiça de Rondônia e atingem 29 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas.
A ação conta com o apoio do NUFAC/GAECO do Ministério Público de Rondônia, da Superintendência da Polícia Federal no Paraná e da Polícia Civil de Rondônia.
As investigações apontam que o grupo criminoso atuava de forma organizada em três núcleos: executores, responsáveis por abordar as balsas em pequenas embarcações e subtrair os grãos; atravessadores, que adquiriam e escoavam as cargas; e receptadores, incluindo empresas do setor agroindustrial e seus sócios, que compravam os produtos por valores abaixo dos praticados no mercado.
Segundo a investigação, os criminosos organizavam o ensaque, transporte e armazenamento das cargas e posteriormente as reinseriam no mercado com aparência de legalidade, inclusive mediante a emissão de notas fiscais com descrição falsa dos produtos.
São investigados os crimes de organização criminosa, furto qualificado em continuidade delitiva, receptação qualificada, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. De acordo com empresas vítimas, foram registradas 257 ocorrências de furtos em barcaças entre 2022 e 2025.
A operação é a segunda fase da investigação sobre os chamados “Piratas do Madeira”. A primeira fase, deflagrada em junho de 2025, teve como alvo o núcleo responsável pela execução dos furtos. Nesta etapa, as ações são direcionadas aos integrantes responsáveis pela intermediação e receptação das cargas.
A investigação também identificou que o grupo criminoso estaria submetido a regras de uma facção criminosa que controla atividades ilícitas naquela região do Rio Madeira.
A FICCO/RO é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Penal Estadual, Polícia Militar e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), com atuação integrada no combate ao crime organizado em Rondônia.
Comunicação Social da PF em Rondônia
[email protected]
Fonte: Polícia Federal
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