POLÍCIA FEDERAL

FICCO/GO atua no combate ao tráfico de drogas no estado

Goiânia/GO. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO) deflagrou, nesta quinta-feira (6/8), a segunda fase da Operação Vulcano, em continuidade às investigações que apuram a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e com crimes violentos.

Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na cidade de Corumbá de Goiás/GO. As medidas têm como objetivo aprofundar a coleta de elementos probatórios relacionados aos fatos investigados e identificar possíveis integrantes do grupo criminoso.

As investigações identificaram a atuação de uma organização criminosa voltada à comercialização de entorpecentes, à cobrança de dívidas ilícitas e à imposição de sanções internas a integrantes.

A FICCO/GO é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, pela Polícia Militar de Goiás, pela Polícia Civil de Goiás e pela Polícia Penal de Goiás.

Comunicação Social da Polícia Federal em Goiás
Contato: (62) 3240-9607 / 99216-6260
E-mail: [email protected]

 

Fonte: Polícia Federal

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PF cumpre 25 mandados e investiga suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões envolvendo acordo entre MT e a Oi

Investigação apura suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e uso de informação privilegiada; ex-governador Mauro Mendes está entre os alvos da operação.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Heritage, com o objetivo de investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e uso indevido de informações privilegiadas relacionado a um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.

Ao todo, estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

Entre os alvos da operação está o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que teve sua residência alvo de buscas realizadas por agentes da Polícia Federal. Conforme as informações divulgadas, também são investigados um procurador do Estado, secretários e um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Além das buscas, a Justiça determinou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, o bloqueio e a indisponibilidade de bens até o limite aproximado de R$ 316 milhões, além da proibição de saída do país, com recolhimento de passaportes, e a vedação de contato entre os investigados.

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Segundo a investigação, o caso teve origem na análise de um acordo celebrado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi, envolvendo a restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária. A Polícia Federal aponta indícios de que a operação financeira teria sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos.

Ainda conforme a apuração, o esquema teria utilizado uma estrutura financeira composta por fundos de investimento em cascata e empresas interpostas para ocultar a origem, a movimentação e a destinação dos recursos.

Os fatos investigados podem, em tese, configurar os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada, além de outras infrações que eventualmente sejam identificadas durante o andamento das investigações.

A Operação Heritage segue em andamento, e os investigados terão a oportunidade de apresentar suas versões no decorrer da apuração. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre o conteúdo das buscas nem sobre eventuais denúncias futuras.

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