POLÍTICA NACIONAL
Projeção de imagens no Senado marca Outubro Rosa
O Congresso recebe, na noite desta terça-feira (1º), uma projeção com fotos de mulheres e frases sobre prevenção ao câncer de mama para marcar o Outubro Rosa. A iniciativa do Senado neste mês pretende conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer de colo do útero.
O câncer de mama é o tipo mais comum em mulheres em todo o mundo. No Brasil, a campanha abarca também o câncer de colo uterino, terceiro tipo mais incidente na população feminina do país, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
— Já é uma tradição no Senado a série de ações que envolvem tanto o público interno como o público externo em prol da troca de informações, da prevenção e de todas as ações de acolhimento para as pessoas vítimas de câncer de mama. Mais uma vez, o Senado Federal cumpre a sua tradição de buscar qualidade de vida, esclarecimento, informação em relação àqueles aspectos importantes para todos e para todas — afirmou Ilana Trombka, diretora-geral do Senado.
Informe-se para se cuidar
Para a campanha deste ano, o Inca preparou um folheto com orientações atualizadas sobre o câncer de mama e outro sobre o câncer de colo uterino. O material indica a amamentação como fator de proteção contra o câncer de mama assim como a vacina do HPV, especialmente antes do início da vida sexual, como meio de prevenir o câncer de colo uterino.
O Ministério da Saúde e o Inca indicam que o diagnóstico precoce é feito por meio dos exames periódicos de mamografia, para o câncer de mama, e de papanicolau, para o câncer de colo de útero. A Lei 11.664, de 2008, dispõe sobre a efetivação de ações de saúde que assegurem a prevenção, a detecção e o tratamento desses cânceres no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A descoberta do câncer na fase inicial permite um tratamento menos agressivo e aumenta as chances de sobrevivência. Hábitos saudáveis, como boa alimentação, prática regular de exercícios físicos e abstenção do fumo são outros hábitos que podem ajudar na prevenção de doenças, inclusive do câncer.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 66/2026, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que proíbe a penhora, o leilão e outras formas de expropriação de imóveis indispensáveis à preservação de bens tombados ou de patrimônios culturais imateriais reconhecidos pelo poder público.
A vedação vale sempre que o ato puder:
- comprometer a continuidade, a integridade ou a autenticidade do bem cultural;
- alterar o uso do espaço de forma incompatível com sua função cultural; e
- descaracterizar social, simbólica, econômica ou funcionalmente a prática protegida.
A regra vale para execuções fiscais, trabalhistas, cíveis ou administrativas, contra entes públicos ou privados. O projeto busca proteger o chamado “espaço cultural essencial”, o imóvel público ou privado com função indispensável para a manutenção desses bens tombados.
Se já houver processo judicial ou administrativo de penhora ou leilão sobre um desses bens, o juiz ou a autoridade competente é obrigado a suspender a ação de forma imediata.
A medida pode ser determinada de ofício ou a pedido do Ministério Público, do órgão de proteção ao patrimônio cultural ou de entidade representativa da comunidade envolvida.
A suspensão não impede a apuração da dívida. O projeto determina que sejam priorizadas soluções alternativas, como negociação, parcelamento ou compensação. Qualquer decisão que afaste a suspensão deverá ser expressamente fundamentada, sob pena de nulidade.
Exceções
O projeto admite exceções à proibição, porém somente se forem cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos:
- parecer técnico favorável do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou de órgão cultural competente;
- estudo de impacto cultural, social e econômico, com participação da comunidade;
- autorização expressa do Poder Legislativo correspondente — Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara Municipal —, conforme o nível de reconhecimento do bem.
O estudo de impacto cultural deverá avaliar a historicidade da prática, os vínculos sociais e identitários com o espaço, a possibilidade real de continuidade em outro local e os impactos sobre trabalho e renda. A ausência de qualquer requisito torna o ato nulo.
Alternativas à expropriação
O poder público deverá priorizar saídas que preservem o espaço cultural, como a renegociação de dívidas, a transferência da gestão do imóvel para associações ou cooperativas da comunidade e a celebração de convênios ou parcerias voltadas à sustentabilidade do bem protegido.
Lindbergh Farias citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro — sede do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecido por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil —, como exemplo do problema que o projeto busca resolver.

Para a relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) o projeto assegura, na prática, a continuidade das manifestações culturais. “A eventual alienação ou descaracterização desses espaços não representa apenas uma mudança de titularidade patrimonial, mas pode implicar a ruptura de vínculos históricos, sociais e simbólicos que sustentam determinadas práticas culturais”, disse.
Sâmia Bomfim afirmou que as alternativas propostas pelo projeto, como a renegociação de dívidas, a gestão compartilhada e a celebração de parcerias, oferecem uma perspectiva equilibrada entre a proteção do patrimônio cultural e a viabilidade econômica dos espaços envolvidos, buscando o diálogo e o consenso.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
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