NACIONAL
UFFS lança documentário sobre práticas de Educação Integral
A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), lançou o documentário Entre o inédito e o viável: práticas da escola em tempo integral na Região Sul. A produção reúne experiências exitosas do programa Escola em Tempo Integral, desenvolvido pelo MEC, em seis escolas públicas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e já está disponível no canal @uffseducacaointegral no YouTube.
A iniciativa é fruto do projeto Formação Continuada do Programa Escola em Tempo Integral – Região Sul – 2025, promovido pela UFFS em parceria com o MEC. O objetivo é valorizar e divulgar experiências pedagógicas que dialogam com os territórios e fortalecem a construção de uma educação pública integral, inclusiva e transformadora.
Selecionadas entre mais de 40 propostas inscritas por meio de edital, as seis experiências retratadas no documentário representam a diversidade e o compromisso das redes de ensino da região. A produção audiovisual foi orientada por professores coordenadores do projeto nos três estados.
Experiências retratadas – No Paraná, o Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana (Chopinzinho) e a Escola Municipal Aroldo de Freitas (Pinhais) apresentaram projetos que integram educação, cultura e sustentabilidade. Em Santa Catarina, a Escola Básica Municipal Encano Central (Indaial) e a Escola do Campo em Tempo Integral Bela Vista (Nova Itaberaba) se destacaram pelo envolvimento comunitário e currículo articulado com o território.
Coordenador regional em Santa Catarina do projeto de formação da UFFS, o professor Alexandre Matiello trabalhou na produção do vídeo da Escola Básica Municipal Encano Central, de Indaial (SC). Ele compartilha que a visita à escola foi marcante. “Nós vimos que aquele projeto de educação integral está alicerçado num diálogo intenso com a comunidade. Todos os esforços que a gente viu lá dependiam de um coletivo, que tinha um espírito de engajamento bastante peculiar”, afirma.
Segundo Matiello, o nível de integração entre docentes e gestores da unidade mostra como a escola é um projeto prioritário na vida deles. “Eles estão ali ensinando e se envolvendo com esse projeto porque acreditam, não é simplesmente um ofício, uma profissão, é algo que eles fazem com muito encantamento. Um envolvimento que vai para além das horas de expediente”, reporta.
Para o professor, o fato de se tratar de uma escola antiga na região intensificou o comprometimento também das famílias que se dedicam ao projeto de forma voluntária. “A gente vê as crianças muito felizes, porque é uma escola que oferece oportunidades de aprendizado, principalmente em relação à natureza, à cultura e à participação. Ela também tem um grêmio estudantil, o que é raro em uma escola de ensino do primeiro fundamental”, completa.
No Rio Grande do Sul, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Dona Augusta (Campo Bom) e a Escola Municipal de Ensino Fundamental Vidal de Negreiros (Santa Cruz do Sul) abordaram práticas inspiradoras de aprendizagem ativa e em contato com a natureza.
A produção do documentário contou com o acompanhamento dos coordenadores regionais da UFFS nos processos de filmagem, garantindo sensibilidade e fidelidade à realidade das escolas retratadas.
Segundo os coordenadores, as experiências traduzem o potencial transformador da Educação Integral quando há articulação entre escola, comunidade e gestão pública, ampliando o tempo, os espaços e os modos de aprender.
Tempo integral – O Programa do MEC Escola em Tempo Integral fomenta a criação de matrículas em tempo integral (igual ou superior a 7h diárias ou 35h semanais) em todas as etapas e modalidades da educação básica. A medida proporciona a ampliação da jornada de tempo na perspectiva da educação integral e a priorização das escolas que atendem estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. O governo federal fornece assistência técnica e financeira considerando propostas pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
PDDE Equidade: prazo de adesão é ampliado até 10 de junho
O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até 10 de junho o prazo de adesão ao Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade (PDDE Equidade). O anúncio foi feito nesta terça-feira, 2 de junho, durante webinário promovido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), com transmissão pelo canal do MEC no YouTube.
Durante o evento, que reuniu gestores e representantes de redes de ensino de diversas regiões do Brasil, a equipe técnica do MEC respondeu dúvidas acerca do processo de adesão ao programa. A transmissão faz parte de uma série de webinários realizada com o objetivo de auxiliar estados, municípios e o Distrito Federal no preenchimento das informações e na utilização do sistema.
“A gente sabe que o processo de adesão pode ser cheio de dúvidas, é um sistema novo para muita gente. Então, temos feito o possível para responder as dúvidas com maior brevidade”, explicou o coordenador-geral de Equidade Educacional do MEC, Caio Callegari. Após o encerramento do primeiro ciclo de adesões, o MEC realizará um segundo ciclo para novas escolas elegíveis.
Em 2026, o PDDE Equidade contará com investimento de cerca de R$ 378,2 milhões, que serão distribuídos para aproximadamente 30 mil escolas públicas. A iniciativa destina recursos financeiros suplementares para as escolas públicas de educação básica, a fim de promover a melhoria das condições de oferta, da infraestrutura e da qualidade do ensino em contextos de maior vulnerabilidade social e educacional.
O programa é uma iniciativa do MEC em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Regulamentado pela Resolução nº 8, de 7 de maio de 2026, o PDDE Equidade tem como objetivo fortalecer a equidade educacional nas redes estaduais, municipais e do Distrito Federal.
Mudanças – Em 2026, o programa manteve sua estrutura geral de funcionamento da descentralização orçamentária, mas adequou rotas, incluindo maior precisão na categorização da natureza da despesa; redução de desafios com a prestação de contas; aperfeiçoamento de critérios de elegibilidade e priorização de cada subprograma e eixo; e fortalecimento e monitoramento da política.
Um dos ajustes nos critérios de elegibilidade diz respeito à ampliação do acesso institucional – incluindo Unidades Executoras (UEx) consorciadas e, também, a articulação com políticas estruturantes do MEC, como a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e o Novo Pronacampo.
Em relação aos critérios de priorização, houve ajustes como a consideração do histórico de atendimento pelo programa, a fim de garantir que mais escolas, sobretudo aquelas que nunca receberam o recurso, sejam priorizadas, e a inclusão de indicador de priorização por vulnerabilidade educacional. Muitas dessas mudanças visam fortalecer o potencial redistributivo dos recursos, facilitar o recebimento dos repasses pelas escolas e qualificar a articulação de políticas de educação com equidade do MEC.
Contudo, o programa não mudou seus eixos principais: modelo de adesão; papéis e responsabilidades das escolas, redes e demais órgãos envolvidos; e valores repassados por escolas.
Em decorrência da boa alocação de recursos no ano passado, com mais de 92% da execução financeira, o PDDE Equidade manteve seu orçamento de R$ 378,2 milhões, que serão distribuídos da seguinte maneira em 2026:
- PDDE Água, Campo e Agroecologia: R$ 93,0 milhões;
- PDDE Diversidades (considerando os eixos de educação bilíngue de surdos; educação de jovens e adultos; educação escolar indígena; educação escolar quilombola; educação para as relações étnico-raciais): R$ 84,9 milhões;
- PDDE Sala de Recursos Multifuncionais: R$ 200,3 milhões.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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