NACIONAL

Santos encerra 6ª edição das Caravanas da Inovação Portuária com foco em regulação e tecnologia

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o HUB Brasil Export, promoveu nesta terça-feira (9), em Santos (SP), o encerramento da 6ª edição das Caravanas da Inovação Portuária. O evento reuniu lideranças, especialistas e startups no Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos, no maior complexo portuário da América Latina.

A programação incluiu debates sobre políticas de fomento à pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D&I), governança em ecossistemas abertos, gestão portuária inteligente e compras públicas de soluções tecnológicas, além da rodada de apresentação de startups, que levou soluções voltadas diretamente aos desafios logísticos e operacionais dos portos brasileiros.

Durante o encontro, o diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do MPor, Tetsu Koike, reforçou que a inovação precisa estar conectada ao mercado e à transformação real do setor. Para ele, a inovação no setor portuário exige visão estratégica e capacidade de antecipar desafios. “Inovação não é invenção, inovação é mercado, é desbravar o desconhecido, pensar no futuro, modelar e realizar esse futuro”, destacou.

Koike destacou ainda que a atividade portuária é competência da União, e, por isso, a inovação precisa estar sustentada por uma política pública nacional, com regras e diretrizes bem definidas. ” uma política estruturada, cada porto acaba seguindo seu próprio caminho, e o que o Ministério constrói agora é uma base comum para garantir segurança jurídica, previsibilidade e planejamento de longo prazo”, afirmou.

O diretor também lembrou que setores como energia, telecomunicações, petróleo e gás, rodoviário, ferroviário e aviação civil já possuem políticas nacionais consolidadas, enquanto o setor portuário ainda avançava nesse processo.

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Nesse contexto, o lançamento do hub de inovação no Porto de Santos foi apresentado como uma ferramenta estratégica para apoiar a estruturação dessa política, aproximando governo, autoridade portuária, startups e empresas de tecnologia.

Ainda dentro da agenda de inovação, o coordenador de Inovação e Transformação Digital da Secretaria Nacional de Portos, Carlos Tiego, destacou a importância do Sistema de Avaliação de Maturidade da Inovação Portuária (Sanip), ferramenta criada para medir, de forma objetiva, como a inovação está estruturada nos portos públicos. Segundo ele, ainda não existe um diagnóstico preciso sobre esse nível de maturidade. “Sem esse mapeamento, fica difícil tanto para os portos priorizarem ações quanto para o governo formular políticas públicas mais eficientes”, afirmou.

Tiego explicou que o Sanip avalia a inovação de forma ampla, indo além da tecnologia. “O sistema analisa governança, pessoas, cultura, processos, tecnologia, parcerias e ecossistemas, permitindo identificar onde cada porto está e para onde pode evoluir”, destacou. Para ele, a inovação precisa ser vista como investimento. “Quando não se mede, a inovação acaba sendo tratada como custo, e não como um investimento que gera resultado”, completou.

Segundo o coordenador, a consolidação desses dados vai apoiar tanto a gestão das autoridades portuárias quanto a atuação do Ministério. “O Sanip vai orientar os portos sobre seus pontos fortes e desafios e ajudar o MPor a desenhar políticas públicas mais adequadas para cada realidade”, concluiu.

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A expectativa do MPor é que a Política Nacional de Inovação Portuária seja estruturada e formalizada até março do próximo ano. A construção envolve grupos de trabalho, articulação técnica e missões internacionais no âmbito do programa Navegue Simples, conforme o Decreto nº 12.078. Após a publicação no Diário Oficial da União, a política passará a orientar programas, projetos e ações permanentes de inovação no setor.

Pessoas, dados e consenso
A superintendente de ESG e Inovação da Antaq, Cristina Castro, destacou que a inovação também depende da dimensão humana dentro das organizações e da construção de ambientes mais colaborativos. Segundo ela, “a qualidade de vida e bem-estar são importantes, assim como valorizar o capital humano nas organizações”, reforçando que a inovação é um processo coletivo.

Já o diretor de Operações da Autoridade Portuária de Santos, Beto Mendes, chamou atenção para a necessidade de fortalecer o ambiente regulatório para viabilizar avanços no setor. O diretor afirmou que “é necessário consenso no sistema regulatório, o que é um desafio para lidar com a complexidade dos dados e simplificar as relações”.

Porto de Santos e economia nacional
Responsável por cerca de 25% de toda a movimentação da balança comercial brasileira, o Porto de Santos foi destacado como o principal motor do comércio exterior nacional, reunindo infraestrutura logística, operações portuárias e integração com os principais fluxos de importação e exportação do país.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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NACIONAL

Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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