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Oito vilas representarão o Brasil no prêmio “Melhores Vilas Turísticas” da ONU Turismo

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O Brasil será representado por oito vilas turísticas no prêmio “Melhores Vilas Turísticas” da ONU Turismo. A premiação, instituída em 2021, constitui uma importante oportunidade para promover os destinos nacionais e projetar ainda mais o país internacionalmente. O resultado será anunciado durante a reunião da Assembleia Geral da ONU Turismo, que ocorrerá de 7 a 11 de novembro, na Arábia Saudita.

As vilas brasileiras selecionadas são: Antônio Prado (RS), Cocanha (SP), Conceição de Ibitipoca (MG), Delfinópolis (MG), Grão Mogol (MG), Leoberto Leal (SC), Linha Bonita (RS) e Piraí (SC). Destes, dois destinos seguirão para a etapa final e, caso um dos representantes brasileiros vença, integrará a rede de melhores vilas turísticas eleitas pela ONU Turismo, atualmente com 254 membros. O vencedor terá o reconhecimento da organização materializado pelo selo de boas práticas.

Conheça um pouco mais sobre os destinos:

ANTÔNIO PRADO (RS) – Fundada em 1886 como a última colônia oficial da imigração italiana no Rio Grande do Sul, Antônio Prado está situada na Serra Gaúcha, com clima temperado e paisagem marcada por vales, rios, matas e áreas produtivas. Seu centro histórico abriga o mais autêntico conjunto arquitetônico da imigração italiana no Brasil, com 48 edificações tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), integradas a um rico patrimônio imaterial. As políticas culturais promovem a valorização de saberes tradicionais, como o artesanato, com apoio institucional à comercialização e à formação de novos artesãos, fortalecendo a transmissão de conhecimentos intergeracionais.

COCANHA (SP) – A Vila Turística dos Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha caracteriza-se pelo desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária, fundamentado no uso sustentável dos recursos e no reconhecimento da história local. A comunidade trabalha pela promoção da cultura caiçara e pelo fomento ao turismo, incentivando a preocupação ambiental e a proteção dos fazeres e saberes tradicionais que conferem identidade ao seu povo. Instalada originalmente em local com exuberante cobertura vegetal e cercado por rica fauna e flora aquáticas, a comunidade de pescadores e maricultores artesanais possui um modo de vida baseado principalmente na pesca, utilizando meios de produção e trabalho frequentemente coletivos.

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CONCEIÇÃO DE IBITIPOCA (MG) – A vila de Conceição de Ibitipoca, situada na serra de mesmo nome, preserva rica história e destacada beleza natural. Seu nome, originário do tupi-guarani, evoca os sons que ecoam pelas montanhas, significando algo como “serra que explode”. Antigo caminho dos bandeirantes na época do ouro, a região ostenta um tesouro religioso: a Igreja Matriz da Imaculada Conceição, erguida no século XVIII. A acolhida calorosa, a preservação das tradições e o esforço da comunidade em prol do turismo sustentável consolidam a vila como um modelo de destino consciente.

DELFINÓPOLIS (MG) – O município de Delfinópolis, devido à sua extensa área rural e seus distritos adjacentes, valoriza e incentiva os valores rurais e culturais da chamada “Cultura Canastreira”, vinculada ao estilo de vida dos moradores da Serra da Canastra. Dentre os potenciais turísticos do município, destaca-se a gastronomia e a cultura canastreira, principalmente a produção do Queijo Canastra, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial pela UNESCO. Além da tradição do Queijo Canastra, Delfinópolis também se sobressai na produção de banana e soja. O município conta ainda com um grupo de artesãs, “Arteiras da Canastra”, que utiliza materiais naturais para a produção de artesanatos que retratam a cultura local.

GRÃO MOGOL (MG) – Possui belezas naturais e histórico-culturais que retratam séculos da história local. Para os que buscam qualidade de vida, simplicidade, tranquilidade e autenticidade, o município é um destino recomendado. Grão Mogol apresenta uma extensa produção agrícola, que se integra a um ambiente rural característico da região. Hospedagens rurais com vivências do cotidiano do produtor, em meio à natureza, paisagens do cerrado e a gastronomia mineira completam o cenário do município. Grão Mogol representa singeleza, raridade e calmaria em um ambiente rico em histórias, desde o período diamantífero até as tradições intergeracionais preservadas atualmente.

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LEOBERTO LEAL (SC) – Leoberto Leal, pequena cidade situada na região da Grande Florianópolis e com economia baseada na agricultura familiar, convida à imersão no autêntico interior catarinense, onde a tradição se entrelaça com a exuberância da natureza. A cidade revela-se um portal para experiências únicas, convidando os visitantes a explorar a Rota Caminho do Louvor, uma jornada de fé que conecta santuários em meio a paisagens inspiradoras. Ao final de cada dia, chalés aconchegantes propiciam o descanso em meio à natureza, proporcionando noites tranquilas. Leoberto Leal celebra a harmonia entre tradição, fé e ecoturismo, oferecendo vivências genuínas.

LINHA BONITA (RS) – Localizada no alto das montanhas da Serra Gaúcha, com estradas sinuosas, é cercada pela beleza da Mata Atlântica. Foi fundada por imigrantes italianos que buscaram no Brasil uma oportunidade para superar a fome e a pobreza que dominavam a Europa. Ali, as famílias receberam pequenos lotes ao longo de uma estrada principal – a Linha –, onde precisaram construir, com forte espírito comunitário, as condições de sobrevivência que transformariam o futuro daquele lugar. Seus descendentes permanecem cultivando o amor pela Linha Bonita, onde cultura, ruralidade, histórias e memórias se mantêm vivas e, desde 1980, são compartilhadas com turistas por meio de roteiros que oferecem uma imersão profunda nas raízes de Gramado.

PIRAÍ (SC) – Cercada por montanhas e vastos arrozais, a região destaca-se por suas belas paisagens. Possui estradas rurais que permitem pedalar, caminhar e observar a diversidade da flora e fauna locais. É conhecida por seus rios, cachoeiras e piscinas de água natural, além de diversos atrativos e atividades para conexão com a natureza. A região ainda preserva sua tradição da colonização alemã, com construções em estilo enxaimel que datam do século XIX, além da tradicional Festa do Colono, realizada anualmente com o objetivo de preservar as tradições do campo e da cultura germânica.

Fonte: Ministério do Turismo

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Instituída Política Nacional de Educação Ambiental Escolar

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O Ministério da Educação (MEC) instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental Escolar (Pneae) por meio da Portaria nº 734, de 25 de setembro de 2026. A política estabelece diretrizes para as redes de ensino da educação básica relacionadas à educação ambiental e às ações de prevenção, adaptação e mitigação dos impactos das mudanças climáticas. 

A Pneae foi anunciada durante a 30ª Conferência das Partes (COP30), realizada em Belém (PA), em novembro de 2025. Os objetivos incluem assegurar a transversalidade da educação ambiental nos currículos escolares e promover a formação continuada dos profissionais da educação e da comunidade escolar sobre o tema. 

A política também prevê ações para apoiar as redes de ensino na implementação de diretrizes, protocolos e orientações relacionadas à prevenção, à mitigação e à adaptação às mudanças do clima, ao enfrentamento da perda de biodiversidade e à educação voltada à percepção de riscos e vulnerabilidades diante de desastres socioambientais. 

A Pneae poderá ser implementada pelas redes de ensino que fizerem a adesão. Além disso, a iniciativa é voltada também a ações com foco em redes localizadas em regiões com maiores riscos e vulnerabilidades climáticas e socioambientais, considerando as especificidades desses territórios. 

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A operacionalização será realizada por meio de programas e ações integrados, organizados em seis eixos estruturantes: 

  • Coordenação Federativa; 
  • Formação; 
  • Reconhecimento, Valorização e Compartilhamento de Saberes e Práticas; 
  • Educação Popular e Ação Climática; 
  • Prevenção e Adaptação a Riscos e Emergências Socioambientais e Climáticas; 
  • Monitoramento e Avaliação. 

Para a execução da política, haverá uma Rede de Governança Executiva composta por coordenadores Estaduais e Distrital de Educação Ambiental Escolar, agentes de Governança de Educação Ambiental Escolar e agentes Territoriais de Educação Ambiental. 

Entre as atribuições da rede, estão apoiar gestores escolares e das redes de ensino na elaboração e implementação de Protocolos Escolares para Emergência Climática, Planos de Adaptação Climática da Infraestrutura Escolar e Planos Escolares para Prevenção, Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)

Fonte: Ministério da Educação

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