NACIONAL

Movimentação no Porto do Rio de Janeiro cresce 27% no primeiro quadrimestre do ano

O Porto do Rio de Janeiro registrou crescimento expressivo na movimentação de cargas no primeiro quadrimestre de 2025. Entre janeiro e abril deste ano, foram movimentadas 5,4 milhões de toneladas, um crescimento de 27,48% em relação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Estatístico Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Entre os destaques do período estão carga conteinerizada, com 3,8 milhões de toneladas, um avanço de 21,92%. O granel sólido alcançou 774 mil toneladas (alta de 20,86%), enquanto o granel líquido apresentou o maior crescimento percentual do período: 74,98%, somando 540 mil toneladas. Já a carga geral chegou a 324 mil toneladas, aumento de 60,85%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os números confirmam o Porto do Rio de Janeiro entre os 10 mais importantes terminais do país.

Do total de cargas movimentadas entre janeiro e abril de 2025, 1,1 milhão de toneladas foram transportadas por cabotagem, o que representa 35,18% a mais do nos primeiros quatro meses do ano passado. Na navegação por longo curso, que inclui exportação e importação, foram 3,6 milhões de toneladas, 19,61% a mais do que em 2024. Vale destacar que a cabotagem refere-se à navegação entre portos dentro do mesmo país, e a navegação de longo curso é a realizada entre portos de países diferentes.

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Além de carga geral, conteinerizada, granéis sólidos e líquidos, o Porto do Rio de Janeiro atua também com produtos siderúrgicos, trigo concentrado de zinco e cargas de apoio offshore.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou que os números refletem a política de investimentos do Ministério de Portos e Aeroportos e a atenção que o governo tem dedicado ao setor nos últimos anos.

“Os bons resultados dos terminais brasileiros refletem a aplicação de recursos que estamos realizando no modal. O Brasil tem uma dívida histórica com a infraestrutura portuária, mas agora estamos revertendo esse cenário, com mais aportes, concessões de terminais e canais de navegação, e melhorias na infraestrutura. A economia brasileira passa pelos portos. É por eles que circulam alimentos, insumos e riquezas, gerando emprego, renda e desenvolvimento em todas as regiões.”

Investimentos

Desde abril deste ano, o Porto do Rio de Janeiro está pronto para receber embarcações com maior volume de carga, após a conclusão das obras de dragagem do canal principal, feitas pela PortosRio, responsável pela gestão portuária. A modernização vai elevar a capacidade operacional do terminal e fortalecer sua posição estratégica no cenário nacional.

Com um investimento de R$ 163 milhões, a profundidade do canal passou a ser de 15,3 metros, permitindo um aumento estimado de até 700 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por embarcação.

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Além da dragagem, o porto também passou por uma atualização dos sinais náuticos, possibilitando que embarcações com até 366 metros de comprimento realizem manobras com segurança, aumentando ainda mais a competitividade do terminal carioca.

Também em abril, o terminal RDJ11 foi leiloado em um certame promovido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Antaq. A licitação integra a primeira rodada de arrendamentos de 2025 do Governo Federal.

O terminal RDJ11 será destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos — com destaque para o concentrado de zinco — e carga geral, em especial produtos siderúrgicos. O projeto, arrematado pelo Consórcio Porto do Rio de Janeiro, vai receber investimento direto de R$ 6,80 milhões, com contrato de concessão de 10 anos.

O fluxo operacional previsto para o terminal inclui recepção rodoviária e ferroviária, armazenagem em pátio aberto e expedição aquaviária no caso da carga geral; e, para o granel sólido, operações de recepção aquaviária, armazenagem e posterior expedição por modal terrestre — rodoviário ou ferroviário.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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NACIONAL

Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados

As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop

A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.  

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação. 

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Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares. 

Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. 

Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo. 

O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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