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MME reúne ministros do Mercosul e amplia cooperação energética e mineral

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O Ministério de Minas e Energia (MME) sediou, nesta terça-feira (25/11), a IV Reunião de Ministros de Minas e Energia do Mercosul. O encontro foi realizado sob a presidência Pro Tempore Brasil do Mercosul. Estiveram presentes os ministros dos Estados Partes do Bloco e os ministros do Chile e da Colômbia, como Estados Associados, além da Organização Latino-americana e Caribenha de Energia (OLACDE).

Representando o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Gustavo Ataíde, destacou durante a abertura da reunião que ​​a integração energética e mineral é essencial para o futuro dos países da América do Sul. “A mensagem central deste encontro é integrar nossos mercados e garantir oferta de energia a preços acessíveis para os nossos povos, fortalecendo nossas economias, promovendo reindustrialização e garantindo soberania energética e desenvolvimento econômico sustentável”, destacou Ataíde.

Durante a reunião foi aprovada a Declaração dos Ministros de Energia e Minas dos Estados Partes do Mercosul e do Chile sobre a Integração Regional de Energia e Minerais, na qual reconheceram o papel estratégico do setor energético e mineral como vetor estruturante da integração regional e elemento essencial para o fortalecimento da segurança energética, da resiliência dos sistemas e do desenvolvimento sustentável de nossos povos.

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Na declaração ministerial, o bloco ressaltou os avanços obtidos na integração gasífera e elétrica, o fortalecimento da cooperação em biocombustíveis e Combustíveis de Aviação Sustentáveis (SAF, na sigla em inglês), o aprofundamento do diálogo sobre minerais estratégicos e a relevância da convergência regulatória para a consolidação de um mercado energético regional integrado, eficiente e competitivo.

Sob a presidência brasileira, o MME é responsável pelo Subgrupo de Trabalho-9 (Energia), o Subgrupo de Trabalho-15 (Mineração e Geologia) e o Grupo Ad Hoc de Biocombustíveis.

Acesse a íntegra da declaração, disponível em português e espanhol. 

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

Cacique Raoni, de 94 anos, passa a receber cuidados paliativos em casa

Liderança indígena enfrenta câncer no aparelho digestivo após complicações que exigiram transferência de emergência para São Paulo

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O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma pouco diferenciado no trato digestivo e passou a receber cuidados paliativos em casa, em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) pelo Instituto Raoni.

A liderança indígena vem sendo acompanhada por equipes médicas, com assistência domiciliar organizada pela família, pelo Instituto Raoni, por serviços públicos de saúde e profissionais parceiros.

O diagnóstico ocorreu após uma série de complicações de saúde enfrentadas pelo cacique ao longo de 2026. Em junho, Raoni precisou ser transferido em caráter de emergência para São Paulo depois de apresentar uma obstrução intestinal grave provocada pelo tumor.

Na capital paulista, ele foi atendido no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde passou por uma gastroenteroanastomose, procedimento realizado para restabelecer a passagem dos alimentos e melhorar as condições de alimentação e conforto do paciente.

Após novos exames, foi confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado. Considerando a idade de Raoni, suas condições clínicas e os riscos relacionados a tratamentos mais agressivos, as equipes médicas recomendaram a adoção de cuidados paliativos.

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Foco no conforto e na qualidade de vida

Segundo o Instituto Raoni, os cuidados paliativos não representam a interrupção da assistência médica. A proposta é controlar dores e outros sintomas, prevenir complicações e garantir alimentação, hidratação, acompanhamento médico e de enfermagem, fisioterapia e, principalmente, qualidade de vida.

De volta a Mato Grosso, Raoni passou a ser acompanhado em casa, próximo da família. O atendimento também considera aspectos culturais e espirituais da tradição Mẽbêngôkre.

Como pajé, o cacique recebe ainda o acompanhamento de pajés de sua confiança. De acordo com o instituto, o cuidado busca respeitar a cultura, a língua, as escolhas e as referências espirituais de Raoni durante o tratamento.

Histórico de internações

A liderança indígena enfrentou outras complicações ao longo do ano. Em julho, recebeu alta após permanecer cerca de um mês internado em decorrência de obstrução intestinal e pneumonia por aspiração, além de ter passado por procedimentos para tratar complicações digestivas.

Agora, segundo o Instituto Raoni, a prioridade é garantir conforto, convivência com a família e proximidade com seu povo, após décadas de atuação na defesa dos povos indígenas, dos territórios e da floresta.

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A família e o instituto também pediram respeito à privacidade de Raoni e às decisões familiares neste momento. Novas informações sobre o estado de saúde do cacique deverão ser divulgadas oficialmente mediante autorização.

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