NACIONAL

MME e Vale Base Metals debatem mineração sustentável

O Ministério de Minas e Energia (MME) se reuniu com representantes da mineradora Vale Base Metals e do fundo saudita Manara Minerals, nesta sexta-feira (8/08), para debater caminhos para uma mineração ambiental e socialmente responsável. O encontro reforçou o alinhamento entre governo e empresas na busca por práticas sustentáveis no setor mineral, com foco em gerar impactos positivos para a sociedade.

Para a secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Ana Paula Bittencourt, o trabalho apresentado pela Vale demonstra compromisso com os ganhos sociais. “Quais são os ganhos para as pessoas? Claro que essas operações geram riqueza, mas existe o outro lado, que é o ser humano. Por isso, o ministro sempre questiona: qual o impacto disso para a sociedade? Como isso vai mudar a vida das pessoas? Ver essa responsabilidade na mineração é fundamental para nós”, ressaltou.

Segundo Ana Paula Bittencourt, o setor ainda enfrenta o desafio de comunicar a relevância dos impactos sociais e ambientais gerados pela mineração responsável e defende a criação de parcerias estratégicas para ampliar o conhecimento geológico, aumentar a produção mineral e construir um ambiente favorável a políticas públicas de grande impacto social.

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O fundo saudita Manara Minerals é sócio da Vale S.A. na Vale Base Metals (VBM) — unidade responsável pela produção de cobre e níquel, minerais críticos e estratégicos para a transição energética. Para o CEO da VBM, Shaun Usmar, a relação com o Brasil vai além do aspecto comercial. “Buscamos operações de alto nível, cada vez mais eficientes e com ampliação da capacitação, e isso passa pela sustentabilidade. Não é só investimento ou negócios, vai muito além disso e o governo brasileiro tem mostrado eficiência e o cuidado que nós precisamos ter”, destacou.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

Na Holanda, MME participa do principal congresso mundial sobre combustível sustentável de aviação

O Ministério de Minas e Energia (MME) participa, entre os dias 15 e 17 de junho, do SAF Global Congress, em Amsterdã, na Holanda, principal evento internacional dedicado ao combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês).

Representando a pasta, o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, apresentou os avanços da política brasileira para o setor e destacou as oportunidades para ampliar investimentos e fortalecer a cadeia de produção de combustíveis sustentáveis no país.

Ao longo do congresso, a comitiva brasileira participa de diversos painéis sobre o papel dos governos na criação de um ambiente favorável aos investimentos em SAF, destacando o potencial brasileiro para a expansão da produção do combustível e as oportunidades da América Latina para transformar vantagens competitivas em projetos em escala comercial. Além do MME, participaram da delegação brasileira instituições como Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e ApexBrasil.

Os debates reunem os principais atores globais do setor, incluindo representantes de governos, empresas, companhias aéreas e instituições financeiras.

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Em sua participação, o secretário destacou que o Brasil reúne condições únicas para se consolidar como um dos principais fornecedores de combustível sustentável de aviação no mundo, graças à experiência acumulada na produção de biocombustíveis, à diversidade de matérias-primas e ao ambiente regulatório construído nos últimos anos. “O Brasil tem vantagens competitivas que poucos países possuem. Estamos construindo um ambiente seguro para investimentos e dialogando com os principais agentes internacionais para transformar esse potencial em projetos concretos, geração de empregos e desenvolvimento sustentável”, afirmou Dutra.

Além das perspectivas para o mercado brasileiro, as discussões abordaram temas como os mecanismos de incentivo à produção de SAF, os desafios para redução de custos, as estratégias adotadas por diferentes países para cumprir metas de descarbonização da aviação e o papel da cooperação internacional na ampliação da oferta global do combustível. Também foram debatidas as oportunidades para fortalecer a integração entre os países da América Latina e ampliar a participação da região na transição energética do setor aéreo.

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Segundo estudos apresentados pelo MME durante o evento, o Brasil possui potencial para produzir até 9 bilhões de litros de SAF a partir das matérias-primas mapeadas no país, volume equivalente a cerca de 125% do consumo brasileiro atual de querosene de aviação fóssil, o que fortalece a posição do País como potencial exportador.

Além disso, projetos viabilizados em escala comercial podem elevar a oferta nacional para aproximadamente 3,6 bilhões de litros por ano até 2035, consolidando o país como um importante polo de investimentos para a indústria de combustíveis sustentáveis de aviação.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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