NACIONAL

MME e EPE divulgam estudo para expansão da transmissão de energia no Acre com solução inovadora de armazenamento

O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgaram o estudo técnico “Soluções para aumento da confiabilidade no atendimento às cargas de Feijó e Cruzeiro do Sul”, que apresenta alternativas de planejamento voltadas ao reforço da confiabilidade do suprimento de energia nesses municípios do Acre. O estudo propõe o fortalecimento do circuito de transmissão, promovendo maior resiliência operacional do sistema e assegurando a continuidade do fornecimento de energia elétrica, mesmo em casos de falhas decorrentes de eventos climáticos.

Como solução de curto prazo, o planejamento prevê a implantação de um Sistema de Armazenamento de Energia por Baterias (SAEB), com capacidade de 100 MW / 200 MWh e tecnologia grid-forming (formador de rede), na Subestação Cruzeiro do Sul. Em situações de faltas ou intervenções para manutenção no sistema de transmissão existente, o SAEB será capaz de suprir, por até duas horas, toda a demanda máxima local, atendendo mais de 200 mil pessoas na região. A iniciativa, uma das primeiras de grande porte no âmbito do Sistema Interligado Nacional (SIN), possibilitará resposta automática a contingências, assegurando o fornecimento emergencial de energia elétrica. O investimento estimado para essa solução é de aproximadamente R$230, 5 milhões. 

Leia Também:  Esquema de benefícios irregulares é desarticulado no Maranhão

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que esse estudo reforça o compromisso do Governo do Brasil em garantir segurança energética a todas as regiões brasileiras. “A solução proposta pela EPE, além de inovadora e aguardada no setor elétrico, demonstra o potencial do Brasil como destino de investimentos e assegura o fornecimento de energia mesmo em situações de contingência, reduzindo a dependência de geração térmica a diesel por alternativas mais modernas e sustentáveis”, afirmou.  

O estudo também recomenda a construção de aproximadamente 640 km de novas linhas de transmissão em 230 kV, conectando Tucumã a Feijó, além do reforço da ligação existente, com o objetivo de garantir a confiabilidade estrutural do atendimento. O projeto prevê o aproveitamento de estruturas já existentes em trechos sensíveis, minimizando impactos socioambientais, especialmente em áreas de Terra Indígena. O investimento estimado para essa etapa é de aproximadamente R$694,7 milhões. 

De acordo com o secretário nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, Gustavo Ataide, o estudo evidencia a capacidade do planejamento energético brasileiro de integrar soluções de curto e longo prazo. “A aplicação pioneira da tecnologia grid-forming em larga escala reforça a inovação na expansão da transmissão, enquanto o uso de infraestrutura existente demonstra o compromisso com a redução de impactos socioambientais”, pontuou. 

Leia Também:  Governo lança Política Nacional Integrada da Primeira Infância

As medidas apresentadas no estudo atendem a uma demanda estratégica do MME para enfrentar os desafios de confiabilidade no atendimento local. Serão realizados estudos complementares para a implementação de novo circuito.  

Acesse o estudo completo aqui

 

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


Instagram Twitter Facebook YouTube Flickr LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

NACIONAL

Belém sedia 4ª reunião do Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários

Belém (PA) sediou, nos dias 18 e 19 de maio, a 4ª reunião do Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários (FPTA), promovida pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O encontro reuniu representantes do poder público, do setor produtivo e de trabalhadores para discutir segurança da navegação, qualificação profissional e os desafios da navegação interior na Amazônia.

Entre os principais assuntos discutidos estiveram o combate à violência contra aquaviários, a modernização da formação profissional da categoria e os avanços da iniciativa BR dos Rios, voltada ao fortalecimento do transporte hidroviário no país.

Durante o encontro, foram apresentados dados sobre os desafios da segurança fluvial na Amazônia, incluindo o registro de 128 ataques a embarcações no Rio Solimões entre 2020 e 2022, além da vulnerabilidade operacional dos cerca de 22 mil quilômetros de hidrovias navegáveis da Bacia Amazônica.

Os debates técnicos também abordaram a revisão da grade curricular e a criação de novas funções na formação de fluviários, propostas apresentadas pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior (Abani). A programação contou ainda com o “Papo de Bordo”, espaço voltado à troca de experiências sobre os desafios e oportunidades da navegação na região.

Leia Também:  Novo Pronacampo: videoconferência orienta sobre adesão

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, o Fórum é fundamental para fortalecer o diálogo entre os diferentes segmentos ligados à navegação interior. “Esse tipo de espaço aproxima as instituições do setor, permite o alinhamento de estratégias e contribui para a construção de soluções conjuntas, voltadas ao desenvolvimento da infraestrutura hidroviária brasileira”, afirmou.

Visitas técnicas
No segundo dia da programação, os participantes realizaram visitas ao Estaleiro Rio Maguari e ao Centro de Instrução Almirante Brás de Aguiar (Ciaba), referência nacional na formação de profissionais aquaviários.

As atividades permitiram o acompanhamento da realidade operacional do setor e dos processos de formação da mão de obra especializada, voltada à navegação interior.

Sobre o Fórum
Instituído pela Portaria 185, de 11 de março de 2025, o Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários busca fortalecer o diálogo entre poder público, setor produtivo e trabalhadores do transporte aquaviário, além de promover a organização, a qualificação profissional e a valorização da categoria.

Durante os dois dias do encontro, participaram representantes da Marinha do Brasil, da Casa Civil da Presidência da República, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Petrobras, da Transpetro, da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior (Abani) e de entidades representativas dos trabalhadores do setor aquaviário.

Leia Também:  Prouni tem 440 mil inscrições no segundo semestre de 2025

As próximas reuniões estão previstas para agosto e novembro deste ano, garantindo a continuidade dos debates e o acompanhamento das ações voltadas ao desenvolvimento do setor.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos 

Fonte: Portos e Aeroportos

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA