NACIONAL
Ministério do Turismo apresenta panorama climático do setor e destaca ações de adaptação e sustentabilidade no SummitTour
O Ministério do Turismo participou, nesta sexta-feira (24.10), do SummitTour 2025, realizado em Foz do Iguaçu (PR). O evento, que segue até este sábado (25.10), reúne especialistas, gestores e lideranças do setor para debater inovação, sustentabilidade, tecnologia e cultura.
Durante a programação, a coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, apresentou um panorama da situação climática global e projeções quanto à emissão de gases de efeito estufa para as próximas décadas, destacando seus possíveis impactos sobre a biodiversidade e a atratividade turística.
Carolina Fávero também expôs os avanços do Plano Clima Setorial – Adaptação do Turismo, iniciativa que busca tornar o turismo brasileiro mais resiliente aos efeitos das mudanças climáticas, com foco na proteção de destinos, comunidades e ecossistemas.
Entre as ações em andamento, o destaque foi o mapeamento das comunidades indígenas que trabalham com turismo, reforçando a importância do turismo de base comunitária como estratégia de inclusão social, valorização cultural e conservação ambiental; e o fortalecimento da “economia azul”, voltada ao uso sustentável dos recursos hídricos e costeiros.
“A participação no SummitTour é uma oportunidade importante para mostrar iniciativas do Ministério do Turismo que dialogam diretamente com os desafios climáticos e a agenda da sustentabilidade no turismo. O evento reúne diferentes atores do setor e fortalece o debate sobre o futuro do turismo no Brasil”, ressaltou Carolina Fávero.
A apresentação também destacou as diretrizes da agenda climática do turismo brasileiro, que colocam o setor como protagonista nos eixos de mitigação, adaptação e regeneração. O objetivo foi fortalecer a visibilidade das ações e instrumentos do Ministério do Turismo voltados à sustentabilidade climática e à promoção de um turismo responsável, resiliente e regenerativo, consolidando o Brasil como referência regional em liderança climática e turismo sustentável.
ALINHAMENTO – O conteúdo apresentado está alinhado à Declaração de Baku, assinada por 70 países durante da COP29, em 2024; aos objetivos do Acordo de Paris e aos compromissos nacionais que serão levados à COP30 de 2025, dando protagonismo ao setor turístico e reafirmando o seu papel como agente de transformação climática e de desenvolvimento socioeconômico sustentável.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Governo Federal reforça ações para evitar impactos de nova seca na navegação da Amazônia
Após as secas históricas registradas em 2023 e 2024, o Governo Federal antecipou ações para reduzir os efeitos de uma possível nova estiagem na Amazônia em 2026. As medidas incluem planejamento de dragagens, manutenção hidroviária, reforço da sinalização náutica e avaliação permanente das condições de navegabilidade para evitar prejuízos ao transporte de passageiros, ao abastecimento de cidades e ao fluxo de cargas na região Norte.
Rios como o Amazonas e o Solimões registraram níveis críticos nos últimos anos, comprometendo a navegação e afetando diretamente a mobilidade e o abastecimento de municípios da região. Diante desse cenário, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) passaram a estruturar ações permanentes para períodos de seca.
O MPor, por meio da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), prepara o lançamento do Painel de Monitoramento das Hidrovias, ferramenta que permitirá acompanhar, em tempo real, as condições de navegabilidade em diferentes regiões do país. O sistema reunirá dados hidrológicos, informações operacionais e alertas estratégicos para apoiar decisões sobre dragagem, manutenção dos canais e operação logística durante eventos climáticos extremos.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a atuação antecipada é fundamental para reduzir impactos sociais e econômicos na Amazônia. “Estamos atuando de forma preventiva para reduzir os impactos de uma possível nova seca na região. Fortalecer o acompanhamento das hidrovias e preparar previamente as ações operacionais é fundamental para garantir abastecimento, mobilidade e segurança à população que depende dos rios no dia a dia”, afirmou.
Secas históricas e impactos no Norte
As secas registradas em 2023 e 2024 provocaram efeitos diretos no abastecimento e na mobilidade na região Norte. Municípios como Manacapuru, Tabatinga, Itacoatiara e Parintins (todos no Amazonas) registraram níveis críticos dos rios, afetando o transporte de alimentos, medicamentos e água potável, além de comprometer atividades econômicas como pesca e agricultura familiar.
Em Itacoatiara, o Rio Amazonas chegou a atingir 83 centímetros em 2024. Em Parintins, os níveis chegaram a 1,9 metro, menor marca registrada em 49 anos. Além das dificuldades logísticas, a estiagem provocou isolamento de comunidades ribeirinhas e indígenas e aumentou os desafios de abastecimento em municípios dependentes do transporte hidroviário.
Segundo especialistas, eventos climáticos extremos, associados ao aumento da temperatura global e à influência do fenômeno El Niño, têm ampliado os períodos de seca na Amazônia e aumentado os desafios para a navegação na região.
Monitoramento e planejamento
Para ampliar a atuação durante períodos críticos, o MPor e o Dnit vêm reforçando o planejamento das intervenções hidroviárias em pontos considerados estratégicos para a navegação. As ações incluem acompanhamento técnico contínuo das cotas dos rios, definição antecipada de trechos prioritários para dragagem e articulação com operadores logísticos da região Norte.
Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a atuação preventiva é essencial para reduzir prejuízos à população amazônica. “A Amazônia depende diretamente dos rios para garantir abastecimento, mobilidade e integração regional. Por isso, o governo federal vem atuando de forma preventiva, com acompanhamento contínuo das condições de navegabilidade e planejamento das ações necessárias para reduzir impactos à população e à logística da região”, afirmou.
O diretor de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões, destacou que a integração de dados e o acompanhamento técnico contínuo devem ampliar a rapidez das respostas operacionais em períodos críticos. “As secas dos últimos anos mostraram a importância de ampliar o acompanhamento técnico das hidrovias e antecipar respostas operacionais. Com maior integração das informações e monitoramento contínuo, será possível identificar pontos críticos com mais rapidez e fortalecer as ações voltadas ao transporte de passageiros, cargas e abastecimento das comunidades amazônicas”, destacou.
De acordo com o diretor do Dnit, Edme Tavares, o governo federal possui atualmente contratos permanentes de manutenção hidroviária, o que amplia a capacidade de atuação em comparação aos anos anteriores. “Hoje temos uma estrutura mais preparada para agir preventivamente. Os contratos em vigor permitem maior planejamento das intervenções necessárias para manter a navegabilidade e reduzir impactos logísticos e sociais na região amazônica”, concluiu.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
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