NACIONAL
Ministério da Previdência Social lança a 2ª Edição do projeto Poupadores do Futuro
O Ministério da Previdência Social (MPS) lança, nesta quarta-feira (22), a 2ª edição do projeto Poupadores do Futuro. Durante o 46º Congresso Brasileiro de Previdência Complementar da Abrapp, que acontece em São Paulo, o MPS ofereceu palestra sobre a ação e realizou atendimentos para divulgar o projeto para as Entidades Fechadas de Previdência Complementar.
O projeto Poupadores do Futuro foi desenvolvido durante a 12ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), realizada entre os dias 12 e 18 de maio de 2025. De iniciativa do MPS, a ação conjunta, gratuita e presencial tem o objetivo de levar educação financeira a crianças e adolescentes em instituições de ensino públicas e privadas de todo o país. As entidades fechadas parceiras promovem oficinas com conteúdo de planejamento financeiro e previdenciário, apresentados de forma lúdica, prática e adaptada à realidade de cada público.
Na primeira edição, 12 Entidades Fechadas de Previdência Complementar levaram educação financeira e previdenciária a 5.361 estudantes de 51 instituições de ensino de diferentes regiões do país. A previsão para o próximo ano é de que 50 entidades participem do projeto. As ações educacionais realizadas pelas entidades participantes do projeto Poupadores do Futuro utilizaram em suas oficinas recursos como palestras, bate-papo interativo, apresentações teatrais, simulações e jogos interativos.
Neste ano, o Poupadores do Futuro foi instituído como ação permanente da Semana ENEF, reforçando o compromisso do MPS com a educação financeira e previdenciária das novas gerações.
As Entidades Fechadas de Previdência Complementar que tenham interesse em participar do projeto podem se inscrever por formulário clicando aqui.
NACIONAL
Cacique Raoni, de 94 anos, passa a receber cuidados paliativos em casa
Liderança indígena enfrenta câncer no aparelho digestivo após complicações que exigiram transferência de emergência para São Paulo
O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma pouco diferenciado no trato digestivo e passou a receber cuidados paliativos em casa, em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) pelo Instituto Raoni.
A liderança indígena vem sendo acompanhada por equipes médicas, com assistência domiciliar organizada pela família, pelo Instituto Raoni, por serviços públicos de saúde e profissionais parceiros.
O diagnóstico ocorreu após uma série de complicações de saúde enfrentadas pelo cacique ao longo de 2026. Em junho, Raoni precisou ser transferido em caráter de emergência para São Paulo depois de apresentar uma obstrução intestinal grave provocada pelo tumor.
Na capital paulista, ele foi atendido no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde passou por uma gastroenteroanastomose, procedimento realizado para restabelecer a passagem dos alimentos e melhorar as condições de alimentação e conforto do paciente.
Após novos exames, foi confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado. Considerando a idade de Raoni, suas condições clínicas e os riscos relacionados a tratamentos mais agressivos, as equipes médicas recomendaram a adoção de cuidados paliativos.
Foco no conforto e na qualidade de vida
Segundo o Instituto Raoni, os cuidados paliativos não representam a interrupção da assistência médica. A proposta é controlar dores e outros sintomas, prevenir complicações e garantir alimentação, hidratação, acompanhamento médico e de enfermagem, fisioterapia e, principalmente, qualidade de vida.
De volta a Mato Grosso, Raoni passou a ser acompanhado em casa, próximo da família. O atendimento também considera aspectos culturais e espirituais da tradição Mẽbêngôkre.
Como pajé, o cacique recebe ainda o acompanhamento de pajés de sua confiança. De acordo com o instituto, o cuidado busca respeitar a cultura, a língua, as escolhas e as referências espirituais de Raoni durante o tratamento.
Histórico de internações
A liderança indígena enfrentou outras complicações ao longo do ano. Em julho, recebeu alta após permanecer cerca de um mês internado em decorrência de obstrução intestinal e pneumonia por aspiração, além de ter passado por procedimentos para tratar complicações digestivas.
Agora, segundo o Instituto Raoni, a prioridade é garantir conforto, convivência com a família e proximidade com seu povo, após décadas de atuação na defesa dos povos indígenas, dos territórios e da floresta.
A família e o instituto também pediram respeito à privacidade de Raoni e às decisões familiares neste momento. Novas informações sobre o estado de saúde do cacique deverão ser divulgadas oficialmente mediante autorização.
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