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Ministério da Educação realiza Workshop de Dados do Pé-de-Meia

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O Ministério da Educação (MEC) promoveu, nesta semana, em Brasília (DF), o Workshop de Dados do Pé-de-Meia, com o intuito de dar transparência às informações do programa. O encontro reuniu os principais atores envolvidos no tratamento de dados do Pé-de-Meia, com o objetivo de alinhar estratégias e superar desafios técnicos. Além disso, buscou construir de forma coletiva e validar Nota Técnica Conjunta sobre os tratamentos dos dados do programa, para publicação das informações no Portal da Transparência. O workshop ocorreu nos dias 21 e 22 de julho, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 

Na agenda do workshop, foi feito um alinhamento dos conceitos centrais do processo de elegibilidade do programa, visando garantir que todos os participantes compartilhassem o mesmo entendimento para as discussões posteriores. As atenções se voltaram para a apresentação das soluções atuais sobre múltiplas matrículas e a busca por consenso sobre o tratamento desses casos na base de dados, que será divulgada conforme o calendário proposto. 

Segundo Marisa Costa, diretora de Incentivos a Estudantes da Educação Básica e diretora do Pé-de-Meia, a preocupação inicial do MEC foi garantir a qualificação no processo operacional da política pública, adotada pelo governo federal como uma resposta à sociedade sobre a proteção das trajetórias dos estudantes do ensino médio. “Com as experiências adquiridas em 2024, evoluímos para outras perspectivas, considerando que o Pé-de-Meia é um programa educacional. Além disso, entendemos a importância de darmos visibilidade sobre os dados do Pé-de-Meia, assim, estimulamos os estudos e pesquisas sobre o programa”, afirmou.  

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O incremento de parcerias com outras áreas como a Diretoria de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica (Dimam) do MEC, a Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape) do MEC, além da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), acelerando o processo de organização dos dados para o Portal da Transparência, em cumprimento às atividades do plano de trabalho com a Controladoria-Geral da União (CGU), também foi destacado pela diretora. 

Na abertura do evento, Flávia de Holanda Schmidt, representante da CGU, reforçou que a publicação das informações no Portal da Transparência atende a um requisito legal e trará benefícios no médio prazo. “Tornará mais acessível a identificação dos beneficiários, das cidades envolvidas e demais dados relevantes, além de facilitar o trabalho do MEC e das redes. É um trabalho sensível e articulado com o órgão gestor do programa”, ressaltou. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Cacique Raoni, de 94 anos, passa a receber cuidados paliativos em casa

Liderança indígena enfrenta câncer no aparelho digestivo após complicações que exigiram transferência de emergência para São Paulo

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O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma pouco diferenciado no trato digestivo e passou a receber cuidados paliativos em casa, em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) pelo Instituto Raoni.

A liderança indígena vem sendo acompanhada por equipes médicas, com assistência domiciliar organizada pela família, pelo Instituto Raoni, por serviços públicos de saúde e profissionais parceiros.

O diagnóstico ocorreu após uma série de complicações de saúde enfrentadas pelo cacique ao longo de 2026. Em junho, Raoni precisou ser transferido em caráter de emergência para São Paulo depois de apresentar uma obstrução intestinal grave provocada pelo tumor.

Na capital paulista, ele foi atendido no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde passou por uma gastroenteroanastomose, procedimento realizado para restabelecer a passagem dos alimentos e melhorar as condições de alimentação e conforto do paciente.

Após novos exames, foi confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado. Considerando a idade de Raoni, suas condições clínicas e os riscos relacionados a tratamentos mais agressivos, as equipes médicas recomendaram a adoção de cuidados paliativos.

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Foco no conforto e na qualidade de vida

Segundo o Instituto Raoni, os cuidados paliativos não representam a interrupção da assistência médica. A proposta é controlar dores e outros sintomas, prevenir complicações e garantir alimentação, hidratação, acompanhamento médico e de enfermagem, fisioterapia e, principalmente, qualidade de vida.

De volta a Mato Grosso, Raoni passou a ser acompanhado em casa, próximo da família. O atendimento também considera aspectos culturais e espirituais da tradição Mẽbêngôkre.

Como pajé, o cacique recebe ainda o acompanhamento de pajés de sua confiança. De acordo com o instituto, o cuidado busca respeitar a cultura, a língua, as escolhas e as referências espirituais de Raoni durante o tratamento.

Histórico de internações

A liderança indígena enfrentou outras complicações ao longo do ano. Em julho, recebeu alta após permanecer cerca de um mês internado em decorrência de obstrução intestinal e pneumonia por aspiração, além de ter passado por procedimentos para tratar complicações digestivas.

Agora, segundo o Instituto Raoni, a prioridade é garantir conforto, convivência com a família e proximidade com seu povo, após décadas de atuação na defesa dos povos indígenas, dos territórios e da floresta.

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A família e o instituto também pediram respeito à privacidade de Raoni e às decisões familiares neste momento. Novas informações sobre o estado de saúde do cacique deverão ser divulgadas oficialmente mediante autorização.

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