NACIONAL

MEC participa do Fórum de Reitores das Universidades do BRICS

O ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, ao lado do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, participa da abertura do Fórum de Reitores das Universidades do BRICS+, nesta sexta-feira, 6 de junho, no Rio de Janeiro. O encontro visa à cooperação acadêmica e científica entre as principais universidades dos paísesmembros do BRICS, composto por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e países parceiros. A agenda, que ocorre até sábado, 7 de junho, soma-se a uma série de encontros estratégicos do BRICS Educação para impulsionar a internacionalização da educação superior, ampliando o diálogo intercultural e a construção coletiva de soluções para desafios globais comuns. 

Na abertura do evento, o Ministro Camilo Santana considerou o encontro uma oportunidade para o grupo reafirmar a força da educação superior como motor do desenvolvimento sustentável, da inovação e da cooperação entre os países-membros. E como propulsora de ensino, pesquisa e extensão, com olhos voltados à população e a um desenvolvimento que crie mais oportunidades e melhore a vida das pessoas. 

“Na nossa visão, o ensino superior deve ser autônomo, participativo e sensível às demandas de trabalhadores, estudantes e comunidades. O que nós queremos hoje é ampliar, cada vez mais, as oportunidades de acesso para que nossas crianças e nossos jovens transcendam as barreiras de desigualdade que ainda os mantêm longe das cadeiras da universidade e integrem essa rede que tanto nos orgulha”, pontuou. 

O que nós queremos hoje é ampliar, cada vez mais, as oportunidades de acesso para que nossas crianças e nossos jovens transcendam as barreiras de desigualdade que ainda os mantêm longe das cadeiras da universidade.” Ministro da Educação, Camilo Santana 

Santana destacou, ainda, que o BRICS está no mundo para somar e que, quando se trata de relações acadêmicas, diversidade é também um atributo de expandir o potencial e a qualidade. “Nossas universidades e institutos têm sido exemplos na defesa da democracia, do progresso da ciência e do desenvolvimento social e economicamente sustentável do nosso país. Este é o compromisso do Governo do Presidente Lula, que reafirmamos neste espaço de debate tão qualificado: o da luta por uma educação superior pública, gratuita e de qualidade, comprometida com as grandes causas do país e da humanidade”, finalizou. 

Leia Também:  Evento destaca valorização dos profissionais da educação

O fórum é realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tendo como principal sede o Museu do Amanhã considerado um ícone da inovação e sustentabilidade na capital carioca. O evento conta com a organização da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), do Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Ensino do Estado do Rio de Janeiro (FRIPERJ), com o apoio do governo federal e da Prefeitura do Rio de Janeiro. 

O reitor da UFRJ, Roberto de Andrade Medronho, afirmou que o encontro tem dois sentidos: Congregar a potência que são os países do BRICS e ampliar as relações com os países membros do grupo e com o sul global. Essa é uma política de estado do presidente Lula, que esteve recentemente na China e destacou que as soluções têm que ser globais e que o BRICS é um dos grandes esteios desse processo. Hoje, o fortalecimento do BRICS, o fortalecimento da cooperação entre nossas universidades, para nós, é uma honra muito grande, concluiu. 

O encontro é uma oportunidade estratégica para o fortalecimento de parcerias bilaterais e multilaterais, a formulação de agendas comuns de cooperação e a promoção do Rio de Janeiro como um polo global de conhecimento, ciência e inovação. O fórum é parte da agenda educacional e está inserido no pilar social do BRICS, chamado “People-to-People” (P2P), o qual fortalece a cooperação entre os paísesmembros por meio da sociedade civil e outros atores não governamentais. 

Participam do encontro mais de 100 instituições. Dentre as 71 brasileiras, 45 são universidades federais; duas são Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs); duas são Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets). Além de 47 instituições dos países membros do BRICS. O objetivo é fortalecer os vínculos institucionais no ensino superior, incentivar parcerias estratégicas em pesquisa e inovação e promover o intercâmbio de conhecimento entre os países participantes. 

Leia Também:  Belém (PA) recebe voos extras para atender aumento da demanda para o Círio de Nazaré

O encontro também contou com os seguintes palestrantes convidados: o diretor de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Rui Opperman, e o pesquisador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Eduardo Carvalho Souza. 

A edição de 2025 representa um passo importante para a consolidação do Brasil como articulador de redes internacionais de ensino superior. A expectativa é reunir mais de 300 participantes, incluindo reitores e seus representantes, autoridades governamentais, especialistas em educação e ciência, além de membros da comunidade acadêmica dos países membros e parceiros do BRICS+. 

Temáticas Durante os dois dias de encontro, serão realizadas uma série de debates, os quais são uma oportunidade de ampliar o conhecimento mútuo e as parcerias, bem como intensificar a cooperação. Serão discutidos temas importantes, como: cooperação acadêmica e científica entre as universidades dos países BRICS+; desafios globais comuns; parcerias estratégicas (universidades, governos, setor privado e terceiro setor); inteligência artificial e o papel das universidades; políticas linguísticas no espaço BRICS+; inovação e sustentabilidade; transição energética e descarbonização; BRICS+ no contexto da dinâmica mundial; saúde e educação; segurança financeira; combate à pobreza; normatização no espaço BRICS+; e  assinatura de acordos.  

Agenda Na quinta-feira, 5 de junho, ocorreu o Fórum de Reitores das Universidades do Brasil, Rússia e Belarus, na UFRJ. O encontro culminou com a adesão de 27 universidades brasileiras à Liga de Universidades Brasileiras, Russas e Belarussas e a assinatura de seis Memorandos de Entendimento. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC) 

 

Fonte: Ministério da Educação

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

NACIONAL

MME publica diretrizes para temporadas de acesso da PNAST

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta segunda-feira (27/4), as diretrizes que regulamentam as Temporadas de Acesso dentro da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST). A portaria estabelece critérios claros para o cadastramento de agentes interessados, o cálculo das capacidades disponíveis nos pontos de conexão e as regras de classificação em casos de processos competitivos, quando há mais de um interessado no mesmo ponto.

Além de definir a destinação das receitas obtidas nessas disputas, a publicação prevê que as Temporadas de Acesso podem ser utilizadas como uma etapa preliminar para leilões de energia e de reserva de capacidade, utilizando a margem de escoamento como um dos principais filtros de seleção.

Os agentes que desejarem acessar a rede básica de forma permanente ou aumentar seu montante de uso contratado devem realizar o cadastramento junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Esse processo ocorrerá em períodos específicos, com instruções publicadas no site do ONS com pelo menos trinta dias de antecedência. Após o fechamento das inscrições, o órgão terá até quinze dias para validar as solicitações. Para garantir o rigor técnico, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o ONS desenvolverão, em conjunto, uma nota técnica detalhando a metodologia e os critérios para calcular a capacidade disponível em cada ponto da rede durante as temporadas.

Leia Também:  Belém (PA) recebe voos extras para atender aumento da demanda para o Círio de Nazaré

A portaria prevê também que os resultados obtidos em cada Temporada de Acesso servirão de subsídio para que a EPE identifique as reais necessidades de expansão do sistema de transmissão, orientando os estudos para o Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE). Na prática, a configuração da rede para o cálculo da capacidade disponível levará em conta os empreendimentos vencedores de leilões de geração realizados até o fechamento do período de cadastro, garantindo segurança jurídica. Caberá ao ONS enviar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propostas de ajustes nas regras da rede para atender ao que foi definido nesta portaria.

Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão

Instituída em dezembro de 2025, a PNAST foi elaborada pelo MME em articulação com agentes do setor e diferentes órgãos do Governo do Brasil. A política surge como uma resposta ao expressivo avanço das fontes renováveis – especialmente eólica e solar – e ao crescimento acelerado do Ambiente de Contratação Livre (ACL) a partir de 2019.

Leia Também:  Evento destaca valorização dos profissionais da educação

Além disso, nos últimos anos, a fila de acesso tem sido fortemente pressionada por solicitações de conexão de grandes empreendimentos industriais, como projetos de hidrogênio de baixo carbono e data centers, que demandam cargas elevadas, frequentemente na ordem de centenas ou até milhares de megawatts, concentradas em regiões específicas. A nova forma de contratação desburocratiza e racionaliza o acesso às redes de transmissão, dando mais transparência e previsibilidade aos interessados e ao planejamento setorial.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


Instagram Twitter Facebook YouTube Flickr LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA