NACIONAL
MEC inaugura Campus Várzea Grande do IFMT
Nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, o ministro da Educação, Camilo Santana, inaugurou o Campus Várzea Grande do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). A obra teve um investimento total de R$ 17,2 milhões, dos quais R$ 9,7 milhões foram custeados com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Atualmente, o IFMT possui 19 campi e oferta 281 cursos que atendem mais de 29,5 mil estudantes.
“Eu tenho muito orgulho de ter universidades e institutos federais de qualidade aqui no estado de Mato Grosso, criados pelo governo do presidente Lula. Estamos investindo R$ 620 milhões só em obras aqui no estado — são três novos campi: Água Boa, Canarana e Colniza, e um novo campus da Universidade Federal de Mato Grosso em Lucas do Rio Verde”, ressaltou Santana.
Durante a cerimônia, também foi assinado o termo de posse do reitor do IFMT, Julio Cezar dos Santos, reeleito para o período de 2025-2029. Servidor da instituição desde 2010, ele foi eleito reitor pela primeira vez em 2020, empossado em abril de 2021 e reeleito em 2024.
Ao tomar posse, Santos afirmou que o propósito do IFMT é ofertar educação profissional e tecnológica de qualidade para transformar a sociedade. “Nossa missão é receber os estudantes e transformar a vida deles, saindo daqui profissionais, empreendedores, cientistas, pesquisadores. É gente que vai transformar a vida de mais gente”, destacou.
Consolidação – O Campus Várzea Grande foi incluído na ação de consolidação do Novo PAC, uma vez que funcionava desde 2015 em um prédio cedido pela prefeitura. A unidade está estrategicamente localizada na região do Chapéu do Sol, uma área em forte expansão urbana. Atualmente, o campus do IFMT, que agora passa a ter uma sede própria, conta com 29 servidores técnico-administrativos em educação e 65 professores, além de atender mais de 1,6 mil estudantes, em 12 cursos: cursos técnicos integrados ao ensino médio em logística; edificações e informática para internet; e cursos superiores de tecnologia em Gestão Pública e Tecnologia em Inteligência Artificial.
Entre os projetos de extensão desenvolvidos pelo Campus Várzea Grande destacam-se as iniciativas de cunho cultural, como o projeto Pauta Viva e o Coral, que exercem papel fundamental na integração entre a instituição e a comunidade externa, especialmente no território do Chapéu do Sol.
Medicina – Na cerimônia, Santana ainda assinou, ainda, a portaria que autoriza o aumento das vagas do curso de medicina da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) de 40 para 80 vagas. A medida demonstra o compromisso do MEC com a formação médica de qualidade, em áreas com intensa desigualdade na taxa desses profissionais. A UFR demonstrou possuir as condições necessárias para ampliar a oferta de vagas anuais em seu curso de medicina, a partir de investimentos do MEC no corpo docente e na infraestrutura da universidade, que concentra R$ 15,85 milhões em investimentos do Novo PAC.
“Nós estamos dobrando as vagas de medicina nas nossas universidades federais. Nós temos uma parceria com o governo do estado de Mato Grosso, que vai entregar o prédio, e nós vamos equipar o futuro Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso. A Ebserh [Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares] já está autorizada a fazer o estudo técnico para criação do hospital, para garantir a atenção do SUS à população local”, afirmou o ministro.
As novas vagas serão ofertadas a partir do segundo semestre de 2026, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de processo seletivo próprio da UFR. O curso é ofertado desde 2014 no campus Rondonópolis da UFMT. Seis turmas já foram formadas com mais de 200 novos médicos.
Novo PAC – O Novo PAC prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,4 bilhão. Deste montante, já foram investidos R$ 993 milhões. Essa ação visa à melhoria e à ampliação da infraestrutura das unidades existentes. As prioridades do investimento na consolidação são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula, laboratórios, quadras poliesportivas e unidades (campi ou reitorias) em instalações próprias.
Para a consolidação do IFMT, são R$ 47,6 milhões de investimento. Entre 2023 e 2025, foram repassados R$ 30,9 milhões. Ainda estão previstos outros R$ 8,9 milhões. Já para expansão, estão sendo investidos R$ 75 milhões, para a construção e aquisição de equipamentos dos novos campi em Água Boa, Colniza e Canarana.
Agenda – A cerimônia de inauguração do Campus Várzea Grande faz parte de uma série de agendas que Santana cumpriu nos municípios de Várzea Grande e Cuiabá (MT). Durante o evento, também houve a entrega da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) e dos vales-computadores do programa Mais Professores para o Brasil.
Dando continuidade aos compromissos, o ministro e a comitiva do MEC seguiram para o campus de Cuiabá da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde foi realizada uma visita técnica às obras de construção do Centro de Vivências.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Ensino médio público avança e reprovação cai 62% em três anos
Mais estudantes brasileiros estão avançando e concluindo o ensino médio na rede pública. Entre 2022 e 2025, a reprovação caiu 62%, o abandono escolar diminuiu 61% e a distorção idade-série, indicador que mede o atraso escolar, foi reduzida em 28%, evidenciando avanços na permanência e no sucesso escolar dos estudantes. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%. Os dados fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), e divulgada nesta sexta-feira, 26 de junho.
Os novos dados do Censo Escolar 2025 permitem calcular as taxas de rendimento escolar. Todos os indicadores apontam uma trajetória de melhoria do ensino médio público observada desde 2023, período em que o MEC ampliou e implementou programas estruturantes como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Pé-de-Meia, lançado no início de 2024, é outra política que está contribuindo para a evolução dos indicadores educacionais.
“Os resultados demonstram que mais estudantes estão conseguindo permanecer na escola, avançar de série e concluir seus estudos no tempo adequado. O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica. Observamos, ainda, uma melhoria simultânea nos indicadores de abandono, repetência e atraso escolar no Brasil”, afirma o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Outros importantes indicadores educacionais também mostram progresso no ensino médio na rede pública. O Enem registrou um aumento de 46% nas inscrições realizadas por concluintes de escola pública, de 2022 a 2025.
Além disso, nesse período, mais estudantes têm conseguido permanecer no ensino médio. “Um resultado novo, produzido pelo Inep, observa o que aconteceu com os estudantes que deveriam voltar à escola no ano seguinte e indica que a taxa de não-retorno ao ensino médio caiu 28% entre 2022 e 2025, o que significa que mais jovens permaneceram estudando. Esse avanço faz bastante diferença: se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio – ou seja, um número muito grande de jovens, que poderia estar fora da escola, mas seguiu estudando”, explica Manuel Palacios, presidente do Inep.
Pnad – Dados apurados por outras instituições de pesquisa também corroboram a melhoria no ensino médio da rede pública. Mais estudantes estão em sala de aula, conforme os dados da Pnad Contínua Educação 2025, recentemente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há aumento na taxa ajustada de frequência escolar líquida entre os jovens, que passou de 76,8% em 2024 para 80,6% em 2025, maior valor da série histórica desde 2016.
Com isso, de 2024 a 2025, a proporção de jovens de 15 a 17 anos fora do ensino médio caiu de 23,2% para 19,4%. A redução equivale a 16,3%, registrada em apenas um ano, e supera a observada nos quatro anos anteriores: de 2019 a 2022, a proporção de jovens fora do ensino médio caiu de 28,6% para 24,7%, ou seja, uma queda de 13% em quatro anos.
Ações integradas – Entre as iniciativas que contribuíram para a melhoria do ensino médio na rede pública está o Pé-de-Meia. A poupança do ensino médio já beneficiou 7,2 milhões de estudantes e tem contribuído para melhorar a frequência às aulas, reduzir a evasão escolar e ampliar as taxas de aprovação no ensino médio. O programa oferece incentivo financeiro para os estudantes que frequentam as aulas, passam de ano, concluem a educação básica e fazem o Enem, principal porta de acesso à educação superior.
Para o ministro da Educação, o Pé-de-Meia é o carro-chefe nessa recuperação da educação básica brasileira. “É o programa educacional mais importante da última década e um dos mais relevantes das últimas duas décadas por enfrentar a desigualdade de oportunidades. O jovem mais vulnerável precisa ter as mesmas chances de concluir os estudos que qualquer outro estudante. O Pé-de-Meia não é apenas uma transferência de renda. É uma política educacional para melhorar a permanência e o desempenho dos estudantes”, defende Leonardo Barchini.
Os avanços observados no ensino médio também dialogam com ações desenvolvidas em outras etapas da educação básica. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, por exemplo, está associado à elevação do índice de alfabetização das crianças de 36%, em 2021, para 66%, em 2025. O fortalecimento da aprendizagem nos anos iniciais tende a gerar impactos positivos ao longo de toda a trajetória escolar.
Outro destaque é a expansão da educação em tempo integral. O percentual de matrículas nessa modalidade passou de 15,1%, em 2021, para 25,8%, em 2025, alcançando 8,8 milhões de estudantes da rede pública. No período, foram fomentadas mais de 1,8 milhão de novas matrículas por meio da política, ampliando as oportunidades de aprendizagem e permanência dos estudantes na escola.
Pela primeira vez, a educação em tempo integral alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa 1 em cada 4 estudantes na modalidade. Para Barchini, mais tempo na escola significa mais oportunidades de aprendizagem, proteção social e desenvolvimento para os jovens. “O próximo grande passo da educação brasileira é ampliar a oferta de educação em tempo integral. Precisamos avançar simultaneamente em equidade e qualidade. Esse é o desafio da próxima década”, afirma o ministro.
Também é fator relevante o desenvolvimento da infraestrutura tecnológica das redes de ensino. Por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, o número de escolas com conexão voltada para fins pedagógicos cresceu 43,7%, passando de 66,8 mil unidades, em 2023, para 100 mil em 2026. A iniciativa já beneficiou cerca de 24 milhões de estudantes e amplia as possibilidades de acesso a recursos educacionais digitais.
O fortalecimento do Enem foi outra prioridade do MEC. Segundo o ministro Barchini, o trabalho não termina na conclusão do ensino médio. “Queremos que esses jovens também ingressem no ensino superior ou na educação profissional”, defende. Principal porta de entrada para a educação superior, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para participantes que atendam aos critérios estabelecidos e passou a contar com inscrição pré-preenchida para concluintes da rede pública.
O Enem também passa a ser utilizado, de forma inédita em 2026, como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, ampliando seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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