NACIONAL
Em audiência na Câmara, ministério detalha benefícios da concessão da hidrovia do Rio Madeira
O secretário nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), Otto Luiz Burlier, representou o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) nesta terça-feira (2), em audiência pública na Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, da Câmara dos Deputados. A sessão foi convocada para esclarecer os impactos do Decreto 12.600/2025, que inclui o Rio Madeira no Programa Nacional de Desestatização (PND), além de apresentar à sociedade o modelo de concessão proposto pelo governo federal. Também participou o superintendente de Estudos e Projetos Hidroviários da Antaq, Eduardo Queiroz, que detalhou o escopo de serviços que passarão a ser obrigatórios para a futura concessionária.
O objetivo da concessão é garantir a navegabilidade segura e sustentável do rio. Para isso, a empresa vencedora ficará responsável por realizar serviços de mapeamento e monitoramento do fundo do rio (hidrografia), auxílio à navegação, gestão do tráfego e dragagens (se preciso). O contrato irá prever ainda a realização de derrocamento (retirada de pedras), quando necessário, e apoio direto aos órgãos de segurança pública na região.
Durante sua participação, Burlier assegurou que o modelo de concessão protege a navegação social. “Não haverá qualquer cobrança de tarifas para ribeirinhos, pequenas embarcações ou para a pesca artesanal. O modelo prevê a cobrança exclusivamente para grandes embarcações de carga”, afirmou o secretário, respondendo a uma das principais preocupações levantadas.
Ganhos da iniciativa
Durante a apresentação, o secretário destacou os principais ganhos com a concessão. Do ponto de vista logístico, o projeto visa aumentar a eficiência no escoamento da produção e reduzir o custo do transporte, ampliando a competitividade da região. Já no aspecto social, um dos grandes destaques apresentados foi a garantia de operação e manutenção das Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), estruturas vitais para o dia a dia das comunidades ribeirinhas. Segundo o modelo proposto, a concessão desonera o orçamento público, permitindo que os recursos sejam direcionados para outras áreas, além de estimular a geração de emprego e renda local.
“O Brasil ainda usa pouco suas hidrovias. Por isso, precisamos não apenas otimizar as que já operam hoje, mas também viabilizar novas rotas com potencial para movimentar produtos e garantir o abastecimento da população. Temos uma visão voltada para o crescimento do agronegócio e de toda a economia brasileira, o que demonstra como o modal hidroviário pode contribuir decisivamente para o desenvolvimento do país”, destacou o secretário.
“Precisamos não apenas otimizar as [hidrovias] que já operam hoje, mas também viabilizar novas rotas com potencial para movimentar produtos e garantir o abastecimento da população” Otto Luiz Burlier
Já na questão ambiental, Burlier reforçou que a hidrovia é um modal de menor impacto e essencial para a descarbonização da logística nacional. Segundo os dados apresentados, o modal aquaviário é até 60% mais barato que o rodoviário e polui 80% menos. Para ilustrar a capacidade de carga, Burlier citou que um comboio padrão com 16 barcaças equivale a mais de 1.200 caminhões retirados das estradas. Recentemente, o rio registrou a operação de um comboio com 36 barcaças, o que equivale ao transporte realizado por mais de 2.500 caminhões.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Mutirões do INSS e MPS ultrapassam 22 mil atendimentos em todo o país
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Ministério da Previdência Social seguem ampliando os atendimentos com mutirões aos fins de semana para acelerar a análise de pedidos e reduzir a fila de espera. Nos dias 25 e 26 de abril, as ações somaram 22.837 atendimentos antecipados. A mobilização focou em perícia médica e avaliação social, etapas fundamentais para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais.
As atividades ocorreram em diversas unidades e mobilizaram servidores do INSS e peritos médicos em todas as regiões do país.
Nordeste
Com mobilização em todos os estados, a região registrou o maior volume: 9.562 atendimentos. O Ceará liderou com 2.975, seguido por Pernambuco (1.310), Paraíba (1.083) e Maranhão (1.065). Também se destacaram o Piauí (799), Sergipe (750), Bahia (672), Alagoas (491) e Rio Grande do Norte (417).
“Eu estava aguardando a perícia médica para conseguir a minha aposentadoria devido a amputação da minha perna por conta de diabetes. Hoje em dia tenho 63 anos, sempre trabalhei e contribuí para o INSS. Graças a esse mutirão maravilhoso consegui fazer a perícia”, disse Lucicleide Quitino, 63 anos.
Sudeste
A região somou 5.109 atendimentos, com destaque para São Paulo (2.653) e Rio de Janeiro (1.643). Minas Gerais contabilizou 803 atendimentos, enquanto o Espírito Santo registrou 10.
Norte
A região totalizou 3.673 atendimentos. O Pará liderou com 1.197, seguido pelo Amazonas (1.075) e Rondônia (654). Também foram registrados atendimentos no Acre (470), Amapá (270), Roraima (5) e Tocantins (2).
Centro-Oeste
A força-tarefa beneficiou 2.495 pessoas na região. O Distrito Federal concentrou 1.626 atendimentos, seguido por Mato Grosso do Sul (613), Mato Grosso (117) e Goiás (139).
Após passar pelo perito médico e pelo assistente social durante o mutirão em Campo Grande (MS), Maria de Fátima Alfonso agradeceu pelo atendimento: “Eu saio daqui com a perícia e a avaliação feitas e, em breve, tenho certeza de que vou passar a receber meu benefício”, comentou.
Sul
Ao todo, 1.998 atendimentos foram realizados. O Paraná concentrou a maior parte, com 1.843, seguido pelo Rio Grande do Sul (99) e Santa Catarina (56).
Édson Ferreira da Silva, atendido na APS Ponta Grossa, destacou a qualidade do serviço prestado: “Fui muito bem atendido e fiquei bastante satisfeito com a perícia realizada”. O segurado Altemar Coneglian, atendido na APS Maringá, ressaltou a importância da iniciativa: “Gostei muito do atendimento e da oportunidade de participar do mutirão de antecipação de perícia.”
Texto: INSS
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