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Integração, inovação e investimento: os pilares que fizeram a Secretaria Executiva de Portos e Aeroportos avançar na elaboração de políticas públicas

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Cumprindo a função de atuar transversalmente entre as secretarias do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), e prestar apoio direto ao ministro de Estado, a Secretaria Executiva aplicou, ao longo de 2025, um modelo de gestão que prezou pela dinâmica e pela intersetorialidade. Trabalhando em compasso com as secretarias nacionais de Aviação Civil, de Portos e de Navegação e Hidrovias, foi possível tirar entregas do papel e consolidar projetos que são importantes para o desenvolvimento do setor logístico nacional.

O ano de 2025 consolidou-se como um marco na atração de capital privado e na modernização regulatória, pilares que sustentam práticas promotoras de integração, inovação e investimentos. No âmbito do Investimento, a gestão focou na segurança jurídica para alavancar recursos recordes, resultando na aprovação de projetos pelo regime REIDI (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura) e na emissão de debêntures incentivadas.

Já a Inovação teve lugar com as ações do seis Grupos de Trabalho do programa “Navegue Simples” e a realização de seis “Caravanas da Inovação“, disseminando a cultura de modernização nos portos públicos e nos terminais privados do país. A Integração entre as pastas finalísticas e outros órgãos da administração pública foi fortalecida, unindo players do setor e facilitando o diálogo entre público e privado.

Recorde em Debêntures e REIDI

A Secretaria Executiva atuou como um facilitador para destravar investimentos em infraestrutura. O balanço financeiro do ano aponta para um volume massivo de recursos alavancados através de mecanismos de incentivo fiscal.

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No âmbito do REIDI, a pasta aprovou projetos que somam um valor total de investimentos de R$ 10,73 bilhões em 2025. Este montante representa um salto significativo em relação aos anos anteriores, superando os R$ 10,22 bilhões de 2024 e consolidando uma curva de crescimento contínua desde 2019. Entre os principais beneficiados está o Terminal Graneleiro da Babitonga (SC), com investimento de R$ 2,2 bilhões, e o Terminal Multimodal de Grãos e Fertilizantes no Porto de Santos (SP), com aporte de R$ 2,5 bilhões.

Ainda mais expressiva foi a emissão de debêntures incentivadas. O mecanismo de financiamento atingiu o valor recorde de R$ 13,4 bilhões em projetos enquadrados em 2025. O setor aéreo liderou essa frente, com o Bloco de 11 Aeroportos do Brasil S.A. projetando R$ 9,1 bilhões em investimentos em obras. Do total de debêntures, a aviação captou R$ 10,3 bilhões, enquanto o setor portuário respondeu por R$ 3,1 bilhões.

Navegue Simples: Desburocratizar para descomplicar

Respondendo a uma demanda histórica do setor por menos burocracia, a Secretaria Executiva avançou com o programa Navegue Simples. Definido como um programa estratégico permanente, ele focou em medidas de desburocratização e simplificação das outorgas portuárias para melhorar a eficiência operacional e fortalecer a integração digital no setor marítimo. O programa visa acelerar processos administrativos, tornando-os mais ágeis, seguros e transparentes.

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Em 2025, o Navegue Simples atacou gargalos críticos como o aprimoramento dos processos para instalações portuárias privadas fora do porto organizado, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); simplificação na destinação de espaços físicos em águas da União e a revisão dos processos de arrendamento em Portos Organizados, envolvendo a Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) e a Secretaria Especial do Programa de Parcerias e Investimentos (Seppi) da Casa Civil.

Caravanas para inovar e avançar

Complementando o esforço regulatório, a Secretaria Executiva levou a estratégia de modernização para a ponta da operação por meio das Caravanas da Inovação Portuária. Inspirada no modelo das Caravanas Federativas, e realizada em parceria com a Antaq e o Hub de Inovação Brasil Export, a iniciativa itinerante percorreu seis complexos portuários estratégicos, tanto públicos como privados: Suape (PE), Salvador (BA), Itaqui (MA), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ) e Santos (SP) entre fevereiro e dezembro de 2025 envolvendo os ecossistemas locais de inovação.

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Mais do que fóruns de debate, as caravanas funcionaram como fóruns para conectar desafios reais dos portos públicos a soluções de automação, gestão de dados e logística integrada.

Ao fomentar a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) regionalmente, a pasta garantiu que a cultura da inovação não ficasse restrita aos gabinetes em Brasília, mas se tornasse uma ferramenta prática para ganhos operacionais e ambientais em toda a costa brasileira.

Sustentabilidade e Economia Verde: O Legado da COP30

Na pauta ambiental, a Secretaria Executiva posicionou o Brasil como protagonista da transição ecológica global, utilizando a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), como palco para transformar conceitos em métricas de gestão. O ano de 2025 marcou a virada de chave para a “Economia Verde” no setor, onde a descarbonização e a responsabilidade social deixaram de ser diferenciais para se tornarem requisitos estruturantes das políticas públicas voltadas ao setor logístico nacional.

Um dos marcos foi o lançamento do IDA-Navegação (Índice de Desempenho Ambiental da Navegação). Desenvolvido em parceria com a Infra S.A., o instrumento inova ao mensurar a performance das embarcações por meio de 39 indicadores distribuídos em quatro dimensões: físico-química, biológico-ecológica, sociocultural e econômico-operacional. A ferramenta visa induzir a modernização da frota e aumentar a transparência do setor aquaviário.

Na conferência mundial, também foi anunciada a criação do Programa Nacional de Descarbonização de Portos (PND-Portos) e do Programa Nacional de Descarbonização da Navegação (PND-Navegação). A portaria que institui as iniciativas foi assinada pelo secretário executivo, Tomé Franca, durante um ato oficial, como parte da programação do MPor na COP30. Os programas são instrumentos centrais para a implementação da Política de Sustentabilidade do Ministério e visam reduzir progressivamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE), incentivar a eficiência energética e modernizar as infraestruturas portuárias e da navegação nacional.

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No setor aéreo, a descarbonização ganhou força de lei com a implementação do ProBioQAV (Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação), instituído pela Lei do Combustível do Futuro (nº 14.993/24). A medida estipulou metas para as companhias aéreas, que deverão reduzir suas emissões em 1% a partir de 2027, escalando para 10% até 2037.

Para viabilizar esse cenário, a Secretaria Executiva articulou a regulamentação do programa junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de fomentar a infraestrutura de distribuição, com expectativa de oferta de SAF (Sustainable Aviation Fuel) já nos aeroportos de São José dos Campos e Salvador.

Política de sustentabilidade

Toda a estratégia ambiental da pasta foi sistematizada através da Política de Sustentabilidade do MPor, que atuou em duas frentes para garantir a execução das ações. No setor público, a Secretaria Executiva liderou a elaboração da Agenda Anual de Sustentabilidade, instituiu o Comitê de Descarbonização do Transporte Marítimo e implementou a Taxonomia Sustentável Brasileira, um guia para orientar investimentos e financiamentos verdes.

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Ações que abriram portas para a diplomacia climática, resultando na assinatura de acordos internacionais estratégicos com países como a Noruega, Singapura, China e a Bélgica.

Na interface com o setor privado, o MPor consolidou o “Pacto pela Sustentabilidade”, um compromisso formal pela adoção de práticas ambientas, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) que culminou no reconhecimento de 36 empresas líderes durante a conferência climática entregando selos de reconhecimento que comprovaram excelência nestas ações.

Governança e Perspectivas para 2026

Além das metas econômicas, a Secretaria publicou guias fundamentais para a saúde corporativa do setor, abordando a prevenção ao assédio, ao capacitismo e ao etarismo, além de promover a equidade racial. Os materiais podem ser encontrados em associações, aeroportos, empresas aéreas e outras representações do setor logístico.

Para o campo dos seguros, foram apresentados o Guia Prático de Seguros e Capitalização para Contratos de Concessões e Parcerias Público-Privadas e o Diagnóstico de Seguros. As publicações foram realizadas em parceria com a Seppi, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) e a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). O material orienta a contratação e execução de seguros para garantir a previsibilidade e eficácia.

Para 2026, a Secretaria Executiva projeta a “2ª Onda do Programa Navegue Simples”, a realização de quatro Caravanas da Inovação, a implementação da identificação biométrica em portos e aeroportos, e a criação de novos corredores verdes internacionais.

Com um alicerce sólido construído em 2025, o Ministério prepara-se para um ano de consolidação, onde a eficiência regulatória e a responsabilidade ambiental caminharão juntas para impulsionar o desenvolvimento do Brasil.

Apresentação Coletiva de Imprensa

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Cacique Raoni, de 94 anos, passa a receber cuidados paliativos em casa

Liderança indígena enfrenta câncer no aparelho digestivo após complicações que exigiram transferência de emergência para São Paulo

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O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma pouco diferenciado no trato digestivo e passou a receber cuidados paliativos em casa, em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) pelo Instituto Raoni.

A liderança indígena vem sendo acompanhada por equipes médicas, com assistência domiciliar organizada pela família, pelo Instituto Raoni, por serviços públicos de saúde e profissionais parceiros.

O diagnóstico ocorreu após uma série de complicações de saúde enfrentadas pelo cacique ao longo de 2026. Em junho, Raoni precisou ser transferido em caráter de emergência para São Paulo depois de apresentar uma obstrução intestinal grave provocada pelo tumor.

Na capital paulista, ele foi atendido no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde passou por uma gastroenteroanastomose, procedimento realizado para restabelecer a passagem dos alimentos e melhorar as condições de alimentação e conforto do paciente.

Após novos exames, foi confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado. Considerando a idade de Raoni, suas condições clínicas e os riscos relacionados a tratamentos mais agressivos, as equipes médicas recomendaram a adoção de cuidados paliativos.

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Foco no conforto e na qualidade de vida

Segundo o Instituto Raoni, os cuidados paliativos não representam a interrupção da assistência médica. A proposta é controlar dores e outros sintomas, prevenir complicações e garantir alimentação, hidratação, acompanhamento médico e de enfermagem, fisioterapia e, principalmente, qualidade de vida.

De volta a Mato Grosso, Raoni passou a ser acompanhado em casa, próximo da família. O atendimento também considera aspectos culturais e espirituais da tradição Mẽbêngôkre.

Como pajé, o cacique recebe ainda o acompanhamento de pajés de sua confiança. De acordo com o instituto, o cuidado busca respeitar a cultura, a língua, as escolhas e as referências espirituais de Raoni durante o tratamento.

Histórico de internações

A liderança indígena enfrentou outras complicações ao longo do ano. Em julho, recebeu alta após permanecer cerca de um mês internado em decorrência de obstrução intestinal e pneumonia por aspiração, além de ter passado por procedimentos para tratar complicações digestivas.

Agora, segundo o Instituto Raoni, a prioridade é garantir conforto, convivência com a família e proximidade com seu povo, após décadas de atuação na defesa dos povos indígenas, dos territórios e da floresta.

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A família e o instituto também pediram respeito à privacidade de Raoni e às decisões familiares neste momento. Novas informações sobre o estado de saúde do cacique deverão ser divulgadas oficialmente mediante autorização.

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