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Guia de Projetos de Infraestrutura de Apoio ao Turismo Náutico é lançado oficialmente no Salão do Turismo

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O Ministério do Turismo (MTur) lançou oficialmente nesta sexta-feira (22.08), em São Paulo (SP), o Guia de Projetos de Infraestrutura de Apoio ao Turismo Náutico, elaborado em parceria com o Laboratório de Transporte e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC).

A publicação é fruto de estudos desenvolvidos ao longo dos últimos anos e busca orientar prefeituras municipais e gestores públicos quanto à formulação de propostas do tipo nas diferentes regiões do país. O anúncio ocorreu no Núcleo do Conhecimento do 9º Salão do Turismo, promovido pelo MTur na capital paulista.

Durante a cerimônia de lançamento, representantes do setor destacaram a importância da iniciativa para impulsionar o segmento. Segundo Isabella Pozzeti, coordenadora-geral de Mobilidade e Conectividade Turística do Ministério do Turismo, o Guia funciona como um verdadeiro passo a passo.

“Ele orienta desde a escolha do tipo de projeto até o alinhamento com políticas de turismo já existentes. Detalha com quem conversar, quais etapas seguir e supre uma lacuna de conhecimento e recursos que muitos municípios enfrentam. É um roteiro para transformar vocação em realidade”, explica Isabella.

Na avaliação de André Hadlich, pesquisador do LabTrans/UFSC, o Guia de Projetos de Infraestrutura de Apoio ao Turismo Náutico representa uma ferramenta estratégica.

“O documento consolida boas práticas e metodologias para apoiar gestores na implementação de projetos estruturantes. Além disso, reúne nossa experiência de anos de pesquisa, com foco em apoiar municípios a planejarem melhor sua infraestrutura, atrair investimentos e desenvolver o turismo náutico de forma ordenada e inclusiva”, comenta Hadlich.

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EXPERIÊNCIAS – O lançamento também teve a participação de especialistas e gestores de diferentes regiões. Luis Sobrinho, consultor da InvestSP (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Oportunidades), apresentou a experiência local no desenvolvimento do turismo náutico e ressaltou o papel do guia como referência.

“São Paulo concentra grande potencial e já avançou em iniciativas de infraestrutura. Compartilhar essas experiências e alinhar com o guia é essencial para que outros municípios possam planejar de forma eficaz”, afirmou Sobrinho.

Já Yuri Benites, diretor de Turismo do Itaipu Parquetec (antigo Parque Tecnológico de Itaipu), destacou o case do Lago de Itaipu como exemplo de turismo náutico com característica binacional.

“Nosso desafio é potencializar o turismo náutico no lago, potencializando sua capacidade com projetos como o do Mirante do Lago. O guia fortalece essa perspectiva ao oferecer diretrizes para transformar projetos locais em oportunidades de desenvolvimento regional”, diz Benites.

AVANÇOS – Com o Guia, o Ministério do Turismo busca estimular investimentos, qualificar projetos e promover o ordenamento da atividade náutica. Os principais impactos esperados incluem:

•          Aproveitamento da vasta extensão de orlas marítimas, fluviais e lacustres do Brasil, com centenas de cidades já mapeadas pelo MTur ministério com vocação náutica;

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•          Apoio a cidades e regiões para estruturar projetos capazes de alavancar o turismo náutico;

•          Fortalecimento da economia local, com a criação de empregos e aumento de renda nas comunidades envolvidas.

O Guia será disseminado junto a estados, municípios e parceiros institucionais da ação, consolidando-se como instrumento estratégico para o futuro do turismo náutico brasileiro.

SALÃO – Com o tema “Diversidade, Inclusão e Sustentabilidade no Turismo”, o 9º Salão do Turismo reúne as 27 Unidades da Federação em uma grande vitrine de gastronomia, cultura, artesanato, experiências imersivas e oportunidades de negócios.

Promovido pelo Ministério do Turismo, o evento integra, também, a estratégia do Feirão do Turismo: Conheça o Brasil, fortalecendo a comercialização de destinos e produtos de todo o país, alinhado ao Plano Nacional do Turismo 2024-2027 e ao Programa de Regionalização, com foco na geração de emprego e renda no setor.

PARCERIA – O 9º Salão do Turismo: Conheça o Brasil, a maior mostra do turismo brasileiro, é organizado em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal de São Paulo. O evento conta, ainda, com o apoio do SESC, SENAC e do Sebrae Nacional, além de parceiros como Embratur, Itaipu Binacional, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Thais Rosa
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Nova CNH gera economia de R$ 9,6 bilhões para motoristas em oito meses

Mudanças nas regras reduziram custos e tempo para obtenção e renovação da carteira; medidas incluem digitalização, cursos gratuitos e renovação automática para bons condutores

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As mudanças recentes nas regras para obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já proporcionaram uma economia estimada de R$ 9,6 bilhões aos motoristas brasileiros em apenas oito meses. Os dados foram divulgados pelo Ministério dos Transportes nesta quinta-feira (10).

Segundo a pasta, o custo médio para obtenção da habilitação na categoria AB, que permite dirigir carros e motocicletas, passou a ser de aproximadamente R$ 1.256, uma redução de cerca de 50%. Além da economia financeira, o tempo médio necessário para conseguir a carteira também diminuiu 30%.

As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no fim de 2025 e alteraram de forma significativa o modelo tradicional de formação de condutores. Entre as mudanças está o fim da obrigatoriedade de realização de aulas exclusivamente em autoescolas.

Com a alteração, os candidatos podem realizar a preparação teórica por meio de cursos digitais gratuitos e fazer as aulas práticas com instrutores autônomos credenciados. De acordo com o Ministério dos Transportes, houve aumento de 12% na realização dos cursos teóricos após a implementação das novas regras.

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Outra mudança foi a redução da carga mínima de aulas práticas. O número, que anteriormente era de 25 horas, caiu para apenas duas horas. Também houve revisão de exigências consideradas burocráticas. Apesar das alterações, continuam obrigatórios os exames médicos, as provas teórica e prática e o registro biométrico dos candidatos.

O novo modelo também trouxe mudanças para a renovação da habilitação. Motoristas considerados bons condutores, sem infrações recentes e cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores, passaram a ter direito à renovação automática e gratuita em determinadas condições.

Segundo o Ministério dos Transportes, foram realizadas 1,7 milhão de renovações automáticas, resultando em uma economia de aproximadamente R$ 1,44 bilhão para os condutores.

A procura pela habilitação também cresceu. Entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados 7,3 milhões de requerimentos, alta de 216% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 2,3 milhões. Para o governo, o aumento está relacionado à redução dos custos e à maior facilidade para emissão da CNH.

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o conjunto de medidas reduziu de maneira significativa o custo para obter a primeira habilitação, que historicamente representa uma barreira de acesso, principalmente para a população de menor renda.

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As mudanças, porém, também provocaram críticas de entidades ligadas ao setor de autoescolas. As organizações apontam possíveis riscos à qualidade da formação dos novos motoristas e defendem a manutenção de exigências mínimas mais rigorosas.

O governo, por outro lado, argumenta que a padronização dos exames e a manutenção das provas obrigatórias garantem a segurança necessária durante o processo de habilitação.

Nos primeiros meses de implementação, apenas 13,2% dos novos habilitados realizaram as aulas práticas com instrutores autônomos. O Ministério dos Transportes informou ainda que houve redução de 77% nos registros de infrações entre novos condutores.

As medidas fazem parte de uma estratégia de modernização e redução da burocracia no processo de habilitação, com foco na diminuição dos custos para os motoristas e na ampliação do acesso à CNH.

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