NACIONAL

Governo federal propõe ressarcir este ano todos os aposentados vítimas de descontos indevidos

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, participou nesta terça-feira (25) da audiência de conciliação, realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a proposta para o ressarcimento das vítimas de descontos associativos ilegais em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Foi proposto um calendário para que todos os aposentados e pensionistas atingidos pelas fraudes sejam ressarcidos até o final do ano, que passará por validação do STF e da Presidência da República.

A efetivação dos pagamentos depende ainda da homologação do acordo de conciliação aberto pelo STF no âmbito da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 1236), proposta pela AGU, com o objetivo de garantir rapidez e segurança jurídica ao procedimento de ressarcimento.

Após a sessão, Queiroz destacou mais uma vez o empenho do governo federal em proteger os segurados que foram vítimas dos descontos indevidos. “Essa foi a missão principal dada pelo presidente Lula. Desde então, pude presenciar um governo completamente debruçado sobre esse tema”, afirmou o ministro da Previdência Social.

Além do acordo, o ministro reiterou as ações que já foram tomadas para ressarcir aposentados e pensionistas vítimas do esquema de fraudes. “O governo se preocupou, primeiramente, em tranquilizar cerca de 27 milhões de aposentados e pensionistas que não tinham sofrido nenhum tipo de desconto. Depois, comunicamos aproximadamente 9 milhões de aposentados e pensionistas de que eles haviam sido descontados em algum valor durante um determinado período”.

Leia Também:  PREVBarco é reinaugurado e amplia acesso à Previdência Social para comunidades isoladas de Rondônia e Mato Grosso

Outra medida importante destacada pelo ministro foi a parceria com os Correios, que permitiu ampliar o atendimento aos aposentados e pensionistas que ainda não consultaram o INSS para identificar se houve descontos associativos indevidos em seus benefícios. Embora existam aproximadamente 100 milhões de acessos ao INSS por mês – sendo cerca de 92 milhões pelo aplicativo Meu INSS e de 6 a 7 milhões pelo telefone 135 – há 2%, ou seja, cerca de 2 milhões de acessos feitos presencialmente nas agências do INSS.

“Os Correios têm uma capilaridade maior que o INSS, com 5.272 agências em todo o Brasil. Eles treinaram rapidamente seus funcionários para realizar um atendimento específico voltado aos aposentados e pensionistas. Hoje, mais de 1 milhão de pessoas já foram aos Correios e receberam esse atendimento presencial, podendo acessar as informações necessárias”, afirma Queiroz.

A audiência de conciliação foi convocada pelo ministro do STF Dias Toffoli, relator da ADPF 1236. A conciliação foi solicitada pela AGU com o propósito de resguardar a proteção dos direitos dos beneficiários do INSS e fazer o ressarcimento de forma célere.

Leia Também:  "Brasil é um dos principais players mundiais e oferece bons projetos para investidores", afirma Silvio Costa Filho

Também participaram da audiência o defensor público-geral federal, Leonardo Magalhães; o subprocurador-geral da República; Nicolao Dino; e o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Jr.

Cronograma

Até o momento, o INSS recebeu 3,4 milhões de pedidos de ressarcimento, de acordo com números apresentados na audiência pela autarquia. A contestação aos descontos indevidos continua aberta e pode ser feita por meio dos canais oficiais do INSS, como o aplicativo Meu INSS e a Central 135, além do atendimento presencial nas agências dos Correios em todo o País.

O presidente do INSS, Gilberto Waller, anunciou que a partir da segunda quinzena de julho será possível fazer a contestação por meio do atendimento nos PREVBarcos, unidades flutuantes da Previdência Social, que deverão atender à população quilombola e indígena.

Fonte: AGU (com informações do MPS)

Fonte: Ministério da Previdência Social

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

NACIONAL

MEC abre adesão ao Sisu+ para instituições públicas

O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quarta-feira, 29 de abril, o Edital nº 29/2026 que estabelece o cronograma e os procedimentos para adesão das instituições públicas de educação superior ao Sisu+ 2026, etapa complementar inédita do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A iniciativa tem como objetivo ampliar a ocupação de vagas eventualmente disponíveis após a etapa regular do processo seletivo. 

Podem aderir ao Sisu+, exclusivamente, as instituições públicas e gratuitas de educação superior que participaram da etapa regular do Sisu 2026. A formalização ocorre por meio da assinatura eletrônica de termo aditivo ao termo de adesão da etapa regular, via sistema Sisu Gestão. 

Etapa complementar – O Sisu+ não é um novo processo seletivo, mas uma extensão da etapa regular do Sisu 2026. A iniciativa é realizada após o encerramento de convocações da lista de espera e a conclusão de eventuais processos seletivos próprios das instituições. 

As vagas ofertadas pelas instituições nessa etapa devem estar formalmente classificadas como disponíveis, seja por desistência, não confirmação de matrícula ou encerramento de todos os prazos previstos. 

Para os candidatos, o Sisu+ também amplia as possibilidades de escolha no âmbito do mesmo processo seletivo. Contudo, poderão participar da etapa complementar apenas os candidatos que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026. 

Leia Também:  Aeroporto de Mossoró entra em nova fase de obras com investimentos de quase R$ 70 milhões

Nessa nova etapa, será permitido atualizar informações socioeconômicas, alterar modalidades de concorrência e escolher até duas opções de curso, independentemente das opções indicadas durante a etapa regular realizada em janeiro. 

Por integrar o mesmo processo seletivo do Sisu 2026, o Sisu+ observará as mesmas regras gerais de elegibilidade aplicáveis aos candidatos. O sistema de inscrição do Sisu realizará automaticamente a seleção das edições do Enem que atendam simultaneamente a tais exigências, desconsiderando aquelas em que o candidato tenha participado como “treineiro” e/ou tenha obtido nota zero na prova de redação. 

Algumas instituições de educação superior podem estabelecer notas mínimas para determinadas áreas do conhecimento do Enem em seus cursos. Se a nota do candidato não atender a esses critérios, o sistema exibirá uma mensagem indicando não ser possível concorrer às vagas naqueles determinados cursos. 

Cronograma – De acordo com o edital do Sisu+, o período de adesão das instituições ocorrerá de 4 a 29 de maio. As inscrições dos candidatos e a divulgação dos resultados ocorrerão em etapa posterior, a ser detalhada em edital específico. 

Otimização de vagas – A criação do Sisu+ destaca a estratégia do MEC de aprimorar o modelo do Sisu, ampliando oportunidades de acesso à educação superior e garantindo maior eficiência na ocupação das vagas ofertadas pelas instituições públicas. 

Leia Também:  Aprendizagem em matemática é tema de audiência na Câmara

Com o modelo anual do Sisu, a etapa complementar passa a atuar de forma residual, voltada ao preenchimento das vagas eventualmente disponíveis após a etapa regular do processo seletivo, com o objetivo de ampliar as oportunidades de ingresso na educação superior pública. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA