NACIONAL

Espírito Santo teve 6,3 mil aprovados no Sisu 2026

O estado do Espírito Santo teve 6.392 pessoas aprovadas na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026. De acordo com levantamento do MEC, o Espírito Santo registrou 71.156 inscrições, considerando que cada candidato pôde escolher até dois cursos. Entre as opções, o curso de bacharelado em Medicina, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), foi o mais concorrido. O resultado individual do Sisu foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), na quinta-feira, 29 de janeiro, e está disponível para consulta no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.  

Confira abaixo a lista dos 10 cursos mais concorridos no ES: 

Instituição 

Campus 

Grau 

Turno 

Curso 

Inscrições 

Aprovados 

UFES 

Centro Universitário Norte do Espírito Santo – CEUNES 

Bacharelado 

Integral 

Medicina 

5.706 

60 

IFES 

Campus Vila Velha 

Bacharelado 

Integral 

Biomedicina 

2.136 

40 

UFES 

SEDE 

Bacharelado 

Integral 

Psicologia 

2.950 

60 

UFES 

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – CAMPUS THOMAZ TOMAZZI 

Bacharelado 

Integral 

Enfermagem E Obstetrícia 

1.775 

60 

IFES 

Campus Itapina 

Bacharelado 

Integral 

Medicina Veterinária 

582 

20 

UFES 

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – CAMPUS THOMAZ TOMAZZI 

Bacharelado 

Integral 

Fisioterapia 

1.494 

52 

UFES 

SEDE 

Bacharelado 

Integral 

Direito 

3.273 

120 

UFES 

SEDE 

Bacharelado 

Noturno 

Educação Física 

2.071 

80 

UFES 

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – CAMPUS THOMAZ TOMAZZI 

Bacharelado 

Integral 

Nutrição 

1.283 

50 

UFES 

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – CAMPUS THOMAZ TOMAZZI 

Bacharelado 

Integral 

Odontologia 

1.494 

60 

Pé-de-Meia Licenciaturas – No total, 492 candidatos foram aprovados em cursos presenciais de licenciatura no Espírito Santo, que possibilita receber bolsas do Pé-de-Meia Licenciaturas. O programa oferta um incentivo financeiro de R$ 1.050, sendo R$ 700 com saque imediato e R$ 350 como poupança, com saque após o ingresso como professor em uma rede pública de ensino. Para participar, o estudante precisa ter obtido nota média igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ser aprovado, se matricular no curso e se inscrever, posteriormente, no Pé-de-Meia Licenciaturas.  

Leia Também:  Relação entre os países permite diversos avanços, inclusive no turismo, diz embaixador do Brasil na China durante participação no Salão do Turismo

Brasil – Ao todo, o processo seletivo do Sisu 2026 teve 271.789 candidatos aprovados, sendo 129.386 na ampla concorrência, 124.064 na modalidade de cotas e 18.339 por meio de ações afirmativas das próprias instituições de educação superior. Com isso, 99,14% das mais de 274 mil vagas ofertadas foram preenchidas na chamada regular. Esta edição é a maior da história do programa em relação ao número de instituições públicas de educação superior participantes — foram 136. 

Nesta edição, o Sisu recebeu inscrições de mais de 1,8 milhão de candidatos, que concorreram a mais de 274 mil vagas para 7,3 mil cursos disponíveis em 587 municípios. O número de inscritos cresceu 39% em relação a 2025, quando mais de 1,3 milhão de pessoas participaram da seleção.  

Confira a tabela abaixo com o número de aprovados, considerando a unidade da Federação (UF) da sede da instituição de educação superior.  

UF das instituições de ensino superior 

Número de aprovados 

AC  

                                            990   

AL  

                                        7.345   

AM  

                                        2.970   

AP  

                                        1.454   

BA  

                                      23.477   

CE  

                                      14.505   

DF  

                                        2.190   

ES  

                                        6.392   

GO  

                                        5.660   

MA  

                                        8.877   

MG  

                                      33.778   

MS  

                                        6.365   

MT  

                                        7.780   

PA  

                                        2.490   

PB  

                                      21.863   

PE  

                                      16.850   

PI  

                                      11.324   

PR  

                                        9.788   

RJ  

                                      30.533   

RN  

                                      14.076   

RR  

                                            800   

RS  

                                      12.319   

SC  

                                        7.621   

SE  

                                        6.395   

SP  

                                      14.686   

TO  

                                        1.261   

Total  

                                    271.789  

Leia Também:  Perícia Médica Federal antecipa atendimentos em Curvelo (MG) para reduzir tempo de espera dos segurados do INSS

Cronograma – O sistema de inscrições do Sisu 2026 ficou aberto de 19 a 23 de janeiro no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Todos os estudantes selecionados dentro das vagas disponíveis, tanto na chamada regular quanto por meio da lista de espera, deverão realizar a matrícula no período indicado em edital da instituição.   

Certificação – Em 30 de janeiro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) começou a disponibilizar, na Página do Participante, a declaração de atendimento às condições para a certificação de conclusão do ensino médio. O documento permitirá a pré-matrícula em instituições de educação superior de candidatos do Programa Universidade para Todos (Prouni), do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que, além de alcançarem os critérios para certificação do ensino médio por meio do Enem, também se enquadrarem nos pré-requisitos e prazos estabelecidos pelas instituições de ensino.     

Sisu – O Sistema de Seleção Unificada foi instituído pela Portaria Normativa nº 2, de 26 de janeiro de 2010, e atualmente está regulamentado pela Portaria Normativa nº 21, de 5 de novembro de 2012. O Sisu reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de educação superior do Brasil que aderiram ao processo seletivo vigente. A maioria das instituições participantes é da rede federal de educação superior, com destaque para universidades e institutos federais.  

  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)   

Fonte: Ministério da Educação

Propaganda

NACIONAL

Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

Leia Também:  Novo contrato de concessão do Galeão será assinado nesta quinta-feira

As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

Leia Também:  Perícia Médica Federal antecipa atendimentos em Curvelo (MG) para reduzir tempo de espera dos segurados do INSS

Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA