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Educação de jovens e adultos é tema de episódio do PodMEC

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Já está no ar o novo episódio do PodMEC Especialistas, que, dessa vez, tem como temática a educação de jovens e adultos (EJA). Publicado nesta segunda-feira, 14 de setembro, o programa focou o debate nos impactos de curto, médio e longo prazo que a modalidade de ensino gera na vida dos estudantes. Para conferir as conversas, basta acessar o canal do Ministério da Educação (MEC) no YouTube ou o perfil da pasta no Spotify. 

O programa foi apresentado pela secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo. Ela foi acompanhada pelo professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Daniel Vazquez, e pela consultora da Secadi e sócia-diretora da Metas Sociais, Fabiana de Felício. 

A EJA é destinada a pessoas a partir de 15 anos que não tenham concluído o ensino fundamental ou a partir de 18 anos que não tenham concluído o ensino médio. Na modalidade, são atendidos estudantes com os mais diferentes níveis de alfabetização, desde os que ainda não sabem ler e escrever até os que precisaram abandonar os estudos em algum momento.  

A depender das capacidades e habilidades dos alunos, eles serão encaixados em turmas do ensino fundamental ou do ensino médio. Nas aulas, como ficam reunidos jovens, adultos e idosos com trajetórias escolares e de vida diversas, as práticas pedagógicas são voltadas a adaptar os conteúdos, contextualizando-os no cotidiano dos estudantes. 

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No episódio, as principais temáticas debatidas foram o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), a superação do analfabetismo, as especificidades da EJA, a mobilidade social gerada pela modalidade de ensino e o uso de tecnologias como parte da inclusão social. 

PodMEC Especialistas – O PodMEC Especialistas é um videocast realizado pelo Ministério da Educação para aprofundar o debate sobre temas estratégicos da agenda educacional brasileira. A iniciativa reúne especialistas e gestores públicos para explicar políticas, programas e ações de forma qualificada, acessível e transparente.  

O programa já debateu a Educação em Tempo Integral, os Resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e os exames nacionais de Avaliação da Formação Médica (Enamed) e de Residência (Enare). Todo o conteúdo está disponível no canal oficial do MEC no YouTube e no perfil do ministério no Spotify.  

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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Cacique Raoni, de 94 anos, passa a receber cuidados paliativos em casa

Liderança indígena enfrenta câncer no aparelho digestivo após complicações que exigiram transferência de emergência para São Paulo

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O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma pouco diferenciado no trato digestivo e passou a receber cuidados paliativos em casa, em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) pelo Instituto Raoni.

A liderança indígena vem sendo acompanhada por equipes médicas, com assistência domiciliar organizada pela família, pelo Instituto Raoni, por serviços públicos de saúde e profissionais parceiros.

O diagnóstico ocorreu após uma série de complicações de saúde enfrentadas pelo cacique ao longo de 2026. Em junho, Raoni precisou ser transferido em caráter de emergência para São Paulo depois de apresentar uma obstrução intestinal grave provocada pelo tumor.

Na capital paulista, ele foi atendido no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde passou por uma gastroenteroanastomose, procedimento realizado para restabelecer a passagem dos alimentos e melhorar as condições de alimentação e conforto do paciente.

Após novos exames, foi confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado. Considerando a idade de Raoni, suas condições clínicas e os riscos relacionados a tratamentos mais agressivos, as equipes médicas recomendaram a adoção de cuidados paliativos.

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Foco no conforto e na qualidade de vida

Segundo o Instituto Raoni, os cuidados paliativos não representam a interrupção da assistência médica. A proposta é controlar dores e outros sintomas, prevenir complicações e garantir alimentação, hidratação, acompanhamento médico e de enfermagem, fisioterapia e, principalmente, qualidade de vida.

De volta a Mato Grosso, Raoni passou a ser acompanhado em casa, próximo da família. O atendimento também considera aspectos culturais e espirituais da tradição Mẽbêngôkre.

Como pajé, o cacique recebe ainda o acompanhamento de pajés de sua confiança. De acordo com o instituto, o cuidado busca respeitar a cultura, a língua, as escolhas e as referências espirituais de Raoni durante o tratamento.

Histórico de internações

A liderança indígena enfrentou outras complicações ao longo do ano. Em julho, recebeu alta após permanecer cerca de um mês internado em decorrência de obstrução intestinal e pneumonia por aspiração, além de ter passado por procedimentos para tratar complicações digestivas.

Agora, segundo o Instituto Raoni, a prioridade é garantir conforto, convivência com a família e proximidade com seu povo, após décadas de atuação na defesa dos povos indígenas, dos territórios e da floresta.

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A família e o instituto também pediram respeito à privacidade de Raoni e às decisões familiares neste momento. Novas informações sobre o estado de saúde do cacique deverão ser divulgadas oficialmente mediante autorização.

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