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Descubra as riquezas naturais brasileiras que são Patrimônio da Humanidade

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O Brasil, com sua vasta extensão territorial e biodiversidade exuberante, abriga oito Patrimônios Naturais da Humanidade reconhecidos pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Os locais, de importância inestimável ao planeta e às gerações futuras, oferecem ótimas condições para a prática do ecoturismo e do turismo responsável.

A fim de proteger esses verdadeiros tesouros da natureza, a Unesco elege periodicamente áreas que se destacam por sua beleza, singularidade e relevância ecológica. No Brasil, a lista inclui não apenas paisagens cênicas, mas também ecossistemas importantes para a manutenção da vida, reunindo uma rica variedade de fauna e flora.

Conhecer esses patrimônios é uma oportunidade única de se conectar com o meio ambiente, vivenciar experiências autênticas e, ao mesmo tempo, contribuir para a sua conservação, mediante a adoção de práticas de turismo consciente.

 Embarque em uma jornada pelos recantos mais incríveis do nosso país:

• Complexo de Conservação da Amazônia Central (AM): santuário de cerca de 6 milhões de hectares que engloba o Parque Nacional do Jaú, o Parque Nacional de Anavilhanas, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Essencial para a preservação da Floresta Amazônica e lar de várias espécies animais e vegetais.

• Reservas de Mata Atlântica na Costa do Descobrimento (BA e ES): a região histórica, que marcou a chegada dos portugueses ao Brasil, guarda oito áreas de preservação entre os estados da Bahia e do Espírito Santo, totalizando 112 mil hectares de Mata Atlântica de valor científico e ecológico excepcional.

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• Ilhas Atlânticas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas (PE e RN): reconhecidas pela Unesco em 2001, as ilhas abrigam uma enorme biodiversidade. A visitação em Noronha exige uma taxa de preservação ambiental. Já o Atol das Rocas, único do tipo no Atlântico Sul, tem acesso restrito a expedições científicas.

• Complexo de Áreas Protegidas do Pantanal (MT e MS): inscrito em 2000 na lista de patrimônios, o complexo, embora represente apenas 1,3% do Pantanal, é vital para o maior sistema inundado contínuo de água doce do mundo. A região engloba o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e as Reservas Particulares de Proteção Natural de Acurizal, Penha e Dorochê.

• Parques Nacionais da Chapada dos Veadeiros e das Emas (GO): juntos, os parques abrigam o Cerrado brasileiro, somando quase 400 mil hectares. A Chapada dos Veadeiros, um dos destinos de ecoturismo mais procurados do Brasil, encanta com suas cachoeiras e praias de água doce, que sustentam uma rica diversidade de fauna e flora.

• Reservas de Mata Atlântica do Sudeste (SP e PR): apesar do nome, as reservas se estendem pelos estados de São Paulo e do Paraná, abrangendo 25 áreas protegidas da Serra da Juréia à Ilha do Mel. Com cerca de 470 mil hectares, a região se destaca por suas serras litorâneas, dunas e ilhas costeiras.

• Parque Nacional do Iguaçu (PR): o mais antigo Patrimônio Natural do Brasil (1986) é o lar das famosas Cataratas do Iguaçu. Esta área de quase 200 mil hectares é a maior remanescente de Mata Atlântica e possui um dos parques nacionais mais visitados do país, conservando grande biodiversidade e quedas d’água de tirar o fôlego.

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PATRIMÔNIO MISTO – Paraty e Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro, são reconhecidos desde 2019 como o único Patrimônio Misto do Brasil, celebrando tanto a riqueza natural quanto a importância cultural da região. O local abriga o Parque Nacional da Serra da Bocaina, o Parque Estadual da Ilha Grande, a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu. A parte cultural envolve sítios arqueológicos com vestígios de ocupação humana de quatro mil anos e a preservação de tradições locais.

TURISMO RESPONSÁVEL – Conhecer os cenários deslumbrantes do Brasil é um privilégio que vem acompanhado de um compromisso: o de preservar e valorizar estes patrimônios naturais e culturais. O Ministério do Turismo atua de forma contínua para fomentar um turismo sustentável e responsável, por meio de políticas públicas e programas estruturantes.

O Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027 prevê ações voltadas à adoção de práticas sustentáveis no setor, à valorização de comunidades locais e à integração da produção regional à cadeia produtiva do turismo. Iniciativas como o ecoturismo e o turismo de base comunitária são fundamentais para garantir que as gerações futuras também possam viver experiências transformadoras em harmonia com o meio ambiente.

Por Lívia Albernaz 

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

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Educação como caminho para construir uma nova vida

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Para chegar às aulas no Campus Laranjal do Jari, do Instituto Federal do Amapá (Ifap), Rosa Alves saía de casa às 6h30 da manhã. Moradora de Monte Dourado (PA), precisava atravessar o rio em pequenas embarcações, conhecidas como catraias, e seguir a pé até o local onde estudava. A rotina exigia disposição, mas a formação no Ifap representava uma oportunidade de construir a autonomia que buscava para si e para os filhos. 

Anos antes, ela havia vivido uma situação que marcou seus planos para o futuro. No meio da noite, depois de ser expulsa da casa onde morava de favor, ficou sem ter para onde ir e se abrigou no banco de uma praça, com o filho nos braços. Ao recordar esse momento, ela lembra da decisão de buscar condições mais dignas para cuidar da própria família. “Eu ia ter meu emprego, eu ia ter a minha casa, eu ia ter o meu carro, eu ia cuidar dos meus filhos”, contou. 

 Assista ao vídeo:

Criada pela mãe ao lado de três irmãos, Rosa construiu uma trajetória em que os estudos e o trabalho abriram novas possibilidades. Em 2008, foi aprovada em um concurso da prefeitura de Laranjal do Jari (AP) e começou a trabalhar no ano seguinte. A chegada do instituto federal trouxe outra perspectiva: a oportunidade de fazer um curso técnico. “Eu me animei e falei: ‘acho que aqui é o meu ponto de partida’”, recorda. Ela se inscreveu, passou e iniciou a formação. 

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Além do deslocamento diário entre a cidade em que morava e a que trabalhava, Rosa acompanhou os desafios do início das atividades no instituto federal. As aulas aconteciam em uma sala alugada, enquanto professores e estudantes construíam juntos a rotina de ensino.  

A conclusão do curso técnico em secretariado executivo do Ifap marcou uma nova etapa. Rosa também havia sido aprovada em um concurso público do instituto e recebeu uma notícia especial no dia da formatura: seria nomeada para trabalhar na instituição em que estudava. “Exatamente no dia da formatura, o reitor informou que eu seria nomeada. Foi uma alegria imensa”, lembrou. 

A formação técnica e o ingresso como servidora se somaram a outro projeto que ela já vinha preparando. Rosa pediu licença do trabalho na prefeitura, foi a Macapá (AP) e prestou vestibular para administração. Ao tomar posse no instituto, começou também a realizar o desejo de cursar a graduação, com o apoio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

O sonho de estudar administração – Rosa guarda na memória a emoção de entrar na sala de aula da faculdade. Sentada ao fundo, ela conta que chorou ao perceber que havia chegado a uma etapa pela qual tanto esperava. “Eu lembro que chorei porque eu estava realizando o meu maior sonho. O maior sonho da minha vida era fazer administração”, contou. 

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O acesso aos estudos passou a fazer parte também da trajetória de seu filho. Ele concluiu um curso técnico na área de redes, prestou concurso público junto com a mãe e se tornou seu colega de trabalho no Campus Macapá do Ifap. 

Para Rosa, acompanhar essa conquista é uma das realizações proporcionadas pela educação. Sua história reúne o esforço para continuar estudando, a entrada no serviço público e a possibilidade de ver o filho construir o próprio caminho. “Sempre penso que a educação é o nosso passaporte do amanhã”, afirmou. 

As mudanças também proporcionaram experiências novas para a família. Rosa conta com carinho sobre a primeira viagem que conseguiu fazer com os três filhos. Foram cerca de dez dias juntos, uma experiência que até então não haviam tido. 

Ao olhar para o percurso, Rosa reconhece nos estudos uma contribuição para as condições de vida que construiu. Da travessia do rio para frequentar as aulas até a chegada à graduação, a educação esteve presente nas oportunidades que permitiram seguir seus planos e compartilhar novas experiências com os filhos. “A educação me proporcionou tudo o que eu tenho hoje”, pontuou. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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