NACIONAL
Conheça uma cidade no oásis do sertão, em Alagoas, que une as águas do Velho Chico e a rica história do cangaço
Quando se pensa em Alagoas, a primeira imagem que costuma vir à mente é a das praias de águas cristalinas no badalado litoral do estado. De fato, o litoral alagoano é de tirar o fôlego, no entanto, o interior guarda um dos destinos mais fascinantes e históricos do Nordeste: a encantadora cidade de Piranhas. Localizada no sertão alagoano, às margens do imponente Rio São Francisco, o município é um verdadeiro oásis que convida os turistas a trocarem a água salgada pelo banho de água doce e conhecerem o famoso “Velho Chico” nos dias mais quentes da estação.
A grande estrela em Piranhas é a natureza esculpida pelo tempo e pelas águas. O passeio de catamarã ou de lancha pelos Cânions do Xingó é uma experiência imperdível para quem visita a região. Navegar por entre os imensos paredões de pedras alaranjadas, que contrastam de forma deslumbrante com o verde esmeralda do rio, cria um cenário impressionante até aos olhos mais céticos. Durante o trajeto, há paradas estratégicas para mergulho em piscinas naturais protegidas, que garantem diversão para famílias inteiras com um banho inesquecível.
Além da riqueza natural, a cidade respira cultura em cada esquina de seu Centro Histórico, reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Caminhar pelas ruas de pedra de Piranhas é como fazer uma viagem no tempo. Os casarões coloniais coloridos rendem fotos espetaculares e abrigam um clima boêmio perfeito para as noites. O município também é famoso por ser o principal ponto de partida da Rota do Cangaço. Por lá, os turistas podem seguir trilhas guiadas em meio à caatinga que recontam a história e os detalhes de Lampião e Maria Bonita.
Culinária – Depois de tantas descobertas e mergulhos, a culinária local se encarrega de conquistar os visitantes pelo paladar. A gastronomia ribeirinha ganha destaque com pratos fartos, frescos e cheios de identidade. A pituzada, feita com o pitu (um grande camarão de água doce típico da região), e as deliciosas moquecas de surubim ou tilápia são as estrelas dos restaurantes espalhados pela orla fluvial.
Além dos pescados, uma boa carne de sol com macaxeira e sucos de frutas nativas são ótimas pedidas. Assistir ao pôr do sol em um dos mirantes da cidade, saboreando essas delícias enquanto o céu muda de cor sobre o rio, é um ritual obrigatório.
Como chegar – Planejar a chegada a este paraíso sertanejo requer apenas um pouco de organização e promete recompensas imensas. Piranhas está localizada a cerca de duzentos e oitenta quilômetros da capital Maceió, com acesso por estradas que revelam as belezas da transição entre a zona da mata e o sertão.
Muitos turistas também optam por chegar a partir de Aracaju, capital do vizinho Sergipe. Independentemente da rota escolhida, o caminho leva o viajante a vivenciar um dos verões mais surpreendentes e autênticos que o interior do Brasil tem a oferecer.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte
De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.
Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.
“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.
O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.
Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda.
O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas.
Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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