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Case de sucesso do maior complexo turístico planejado em execução no Brasil será destaque no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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O Polo Turístico Cabo Branco, localizado em João Pessoa (PB) e considerado o maior complexo planejado em execução no país, será um dos cases de sucesso abordados durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, que será realizado nos dias 3 e de junho na capital paraibana.

O evento, promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com a ONU Turismo, vai discutir o protagonismo feminino no setor.

– Confira AQUI a programação completa do Fórum.
– Faça AQUI sua inscrição.

O Polo é um dos projetos catalogados no Portal de Investimentos do Ministério do Turismo, que reúne projetos para atrair investidores e grupos empresariais interessados em investir em diversos empreendimentos no país.

O Polo também consta do Guia de Investimentos em Turismo no Brasil, portfólio internacional elaborado em parceria com a ONU Turismo e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF).

O complexo fica numa área de 654 hectares e tem previsto um investimento total superior a R$ 2,3 bilhões. O Ministério do Turismo aportou quase R$ 100 milhões na construção de um centro de convenções na região, além de destinar recursos federais para a infraestrutura de acesso, iluminação pública e saneamento básico no entorno.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o complexo é um exemplo de como o planejamento público e o investimento privado podem fomentar a economia no setor.

“O Nordeste brasileiro é uma enorme fronteira de oportunidades. Investir no turismo nacional é uma decisão estratégica e interessante para os empresários. Para além do gigantesco impacto econômico, iniciativas como esta geram empregos para milhares de famílias na ponta, transformando a realidade local”, destaca.

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A programação do Fórum contará com a participação da CEO do Grupo Tauá Hotéis e Resorts, Lizete Ribeiro, no painel ‘Ultrapassando Barreiras: Liderança Feminina e Direitos das Mulheres no Turismo’, no dia 3 de junho, às 16h30.

A rede comandada pela executiva inaugurou, em março deste ano, o primeiro resort em operação no Polo Cabo Branco. Fruto de um investimento de R$ 700 milhões, a unidade gerou mais de 1.400 empregos na sua construção e outras mil vagas formais na fase de operação.

Também estarão presentes no painel Ana Carolina Medeiros, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional); Marina Rolim Cartaxo, presidente do movimento Ela Soma; e Maria Júlia Baracho, empresária do setor de turismo rural e proprietária do Engenho Triunfo e do Hotel Fazenda Triunfo, em Areia (PB).

Infraestrutura

O Polo Turístico Cabo Branco soma 708 mil metros quadrados de área construída, fazendo fronteira com o Parque das Trilhas, a maior reserva ambiental urbana de Mata Atlântica do país. O plano diretor do empreendimento organiza os lotes entre os setores hoteleiro, de animação, comércio e serviços.

Atualmente, além do resort do Grupo Tauá, o complexo conta com outros quatro empreendimentos privados em fase de implantação: Ocean Palace Jampa Eco Beach Resort, Amado Bio & Spa Hotel, Acquaí Parks & Resort e Holanda’s Gold Resort Club.

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A interligação do complexo será feita por meio do Boulevard dos Ipês, uma avenida de 700 metros. Em 20 mil metros quadrados de área construída, a via pública vai reunir projetos de urbanização, paisagismo, escola de gastronomia, museu, anfiteatro e mirante.

Ao todo, a consolidação dos negócios prevê a criação de até 18 mil empregos.

Investimentos

Atualmente, o Ministério do Turismo possui 124 contratos de repasse para obras de infraestrutura na Paraíba, representando R$ 161,1 milhões em recursos do Governo do Brasil. Do total, 22 obras estão em andamento e somam R$ 43,7 milhões em repasses. Desde 2021, ao pasta já registrou a conclusão de 611 obras no Estado, totalizando R$ 444,1 milhões em investimentos.

Para acompanhar os novos empreendimentos, o órgão investe R$ 1 milhão na capacitação profissional de trabalhadores na Paraíba, por meio do Programa de Qualificação Profissional e Inserção Produtiva no Turismo.

O aporte viabiliza a formação gratuita de 1.320 pessoas para atuar no Polo Cabo Branco e outras rotas turísticas locais, com turmas geridas pelo governo estadual em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Cajazeiras.

Serviço
Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
• Data: 3 e 4 de junho de 2026
• Local: Centro de Convenções de João Pessoa
• Endereço: Rodovia PB-008, Km 5, Polo Turístico Cabo Branco, João Pessoa (PB)
• Programação: confira aqui.
• Inscrições: neste link.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Egressa da escola técnica à reitora do IFS: professora transforma oportunidades em compromisso com a educação pública

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A educação pode mudar o rumo de uma história. Para a professora Ruth Sales, essa transformação começou ainda na infância, em uma família de poucos recursos, em Aracaju (SE), onde os estudos eram tratados como um caminho para conquistar novas oportunidades. Décadas depois, a menina que ingressou na antiga Escola Técnica Federal de Sergipe se tornaria professora da instituição e chegaria à reitoria, consolidando uma trajetória marcada pela formação acadêmica, pela dedicação ao ensino público e pelo compromisso com a inclusão social. “Meu pai sempre dizia que o melhor que ele poderia nos proporcionar era a educação. Em casa, podíamos não ter roupa nova, mas tínhamos livros”, recorda. 

Em uma família de sete filhos, o incentivo aos estudos vinha acompanhado da compreensão de que as conquistas exigiam esforço. O pai que enfrentou dificuldades para concluir a própria formação, insistia na importância da educação e estimulava os filhos a buscarem oportunidades. A experiência deixou marcas na trajetória de Ruth, que aprendeu, desde cedo, a valorizar cada possibilidade de aprender. 

A aprovação na instituição foi uma de suas primeiras grandes conquistas. Mais do que o aprendizado técnico, a experiência ampliou seus horizontes e contribuiu para suas escolhas profissionais e pessoais. “A minha aprovação na antiga Escola Técnica Federal de Sergipe, foi a minha primeira grande conquista. A escola foi fundamental não apenas para minha formação técnica, mas também para minha formação cidadã, e o impulso para todas as minhas conquistas posteriores”, afirma. 

 Assista ao vídeo:

Da formação técnica à docência – Depois do curso técnico em química, Ruth ingressou na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde se graduou em química industrial. Durante a graduação, aproximou-se da docência e escolheu disciplinas optativas da área de licenciatura. Antes mesmo de concluir o curso, foi aprovada no mestrado em química da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador. Posteriormente, concluiu o doutorado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo. 

Em 1996, após atuar como professora substituta na UFS, ingressou na Escola Técnica Federal de Sergipe, instituição onde havia estudado. O retorno, agora como educadora, deu novo significado à relação construída com a escola. “Foi uma caminhada de muito sacrifício, estudo e renúncia, mas também de muitas oportunidades. Foi ali que me formei, fiz escolhas e encontrei a direção que queria dar à minha vida”, conta. 

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Como professora, ministrou disciplinas da área de química, como química analítica e análise instrumental, além de atividades de iniciação à pesquisa. Ao longo dos anos, acompanhou as transformações da instituição e a ampliação de sua missão educacional. 

Para Ruth, um dos diferenciais da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica está na combinação entre conhecimento técnico e desenvolvimento humano. “Os institutos federais formam profissionais diferenciados porque articulam a educação profissional à formação humana”, destaca. 
 
Pioneirismo e representatividade – A trajetória de Ruth também foi marcada pela conquista de espaços de liderança em um ambiente no qual as mulheres enfrentavam barreiras para ocupar posições de decisão. Ela se tornou a primeira mulher a assumir a reitoria da instituição em Sergipe, conforme relato, após construir uma carreira acadêmica e profissional na própria Rede Federal. “Quando uma mulher dizia que queria ser reitora, havia risadinhas e questionamentos. Eu precisava provar todos os dias que tinha capacidade para ocupar aquele lugar”, relata. 
 
A experiência reforçou o compromisso com a ampliação das oportunidades para outras mulheres. Durante sua gestão, Ruth manteve a atenção voltada a iniciativas de inclusão social e qualificação profissional, entre elas o programa Mulheres Mil, que promove a formação profissional de mulheres em situação de vulnerabilidade social. 
 
Ela participou da elaboração de projetos e continuou acompanhando as ações do programa como pró-reitora e reitora. O trabalho inclui o contato com comunidades indígenas e quilombolas e com mulheres de diferentes realidades sociais. “Faço questão de participar das aulas inaugurais, visitar as comunidades e estar perto das mulheres. Quero continuar trabalhando por elas, independentemente do lugar em que eu esteja”, afirma. 
 
Uma rede que amplia horizontes – Ao comparar a época de estudante com a realidade atual, Ruth destaca a ampliação das oportunidades de formação, pesquisa e intercâmbio para os alunos dos institutos federais. Segundo ela, os estudantes de hoje podem vivenciar experiências acadêmicas desde os primeiros anos de formação, descobrindo possibilidades que antes pareciam distantes. 

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Para a professora, conhecer oportunidades como as quais são ofertadas pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica pode ser o primeiro passo para descobrir novos caminhos profissionais e pessoais. “Conheçam a Rede Federal de Educação! Quando vocês chegam, descobrem oportunidades que nem imaginavam existir”, aconselha. 

Após oito anos à frente da reitoria, Ruth encerra um ciclo de gestão sem se afastar dos princípios que orientaram sua trajetória. Convidada a assumir uma função na área de desenvolvimento social da instituição, pretende continuar contribuindo para a elaboração de projetos, a ampliação de oportunidades e o fortalecimento das ações de inclusão. 

Mesmo diante das responsabilidades administrativas, ela afirma que nunca deixou de acompanhar os estudantes nem de trabalhar para viabilizar iniciativas que beneficiassem a comunidade acadêmica. “Tenho 30 anos de Rede Federal e sinto que tudo o que fiz pela instituição foi uma forma de retribuir um pouco do muito que recebi. Nunca abandonei o contato com os estudantes nem o trabalho com projetos”, afirma. 

Na Semana dos Professores, a história de Ruth Sales mostra como a educação pública pode acompanhar e transformar uma trajetória inteira: da formação técnica à universidade, da sala de aula à gestão institucional. A ex-aluna que encontrou na antiga escola técnica o impulso para construir o futuro tornou-se professora da instituição e passou a contribuir para a formação de novas gerações. 

Sua caminhada reafirma o papel dos educadores na construção de oportunidades e na transformação social. Afinal, como demonstra sua própria história, ensinar também é abrir caminhos para que outras pessoas descubram até onde podem chegar. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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