NACIONAL

Brasil lança 5ª edição do plano para reduzir emissões de CO₂ no setor aéreo

O Brasil acaba de divulgar a 5ª edição do Plano de Ação para a Redução das Emissões de CO₂ na Aviação Civil Brasileira. O lançamento ocorreu durante a 42ª Assembleia da Organização Internacional da Aviação Civil (Oaci), que acontece entre os dias 23 de setembro a 3 de outubro, em Montréal, no Canadá.

O documento faz parte de esforços internacionais e do cumprimento das obrigações do Brasil junto à Oaci para a redução de emissões de CO₂ na aviação civil. A iniciativa do Governo Federal é coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, com participação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e de representantes do setor aéreo.

Para o ministro Silvio Costa Filho, o plano reforça o compromisso do país com políticas públicas alinhadas com a sustentabilidade e a descarbonização do setor. “O Ministério de Portos e Aeroportos está comprometido com a adoção de práticas sustentáveis que assegurem benefícios tanto para a preservação ambiental quanto para o fortalecimento da cadeia logística da aviação civil”, destacou o ministro Silvio Costa Filho.

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As projeções mostram que a aviação brasileira deve avançar em sustentabilidade nos próximos anos. Embora o total de emissões de gases de efeito estufa aumente até 2035, em razão da expansão do setor, o índice de Intensidade de Emissões aponta para uma trajetória de queda. Isso significa que, proporcionalmente, a aviação vai poluir menos, sinalizando ganhos de eficiência ambiental e um futuro mais sustentável.

Desafios
A nova edição do Plano de Ação para a Redução das Emissões de CO₂ na Aviação Civil Brasileira traz novidades importantes, como a incorporação da Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24), que estabelece o uso escalonado de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) no país, determinando que as operações domésticas passem a adotar 1% de SAF a partir de 2027, chegando a pelo menos 10% em 2037.

O documento também reforça o foco em programas regulatórios de impacto ambiental, como o Aeroportos Sustentáveis e o SustentAr, que promove e reconhece ações de sustentabilidade nas operações aéreas de empresas brasileiras, além de estimular medidas operacionais e inovações tecnológicas para aumentar a eficiência do setor.

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O documento destaca que o setor aéreo brasileiro vem registrando avanços consistentes em eficiência ambiental. Nos últimos 20 anos, o consumo de combustível cresceu, em média, 2,4% ao ano, na aviação doméstica, enquanto o Revenue Tonne-Kilometer (RTK), indicador que mede o volume de passageiros e cargas transportados por quilômetro, avançou a uma taxa média de 4,35% ao ano.

Histórico
A parceria entre os órgãos em assuntos relacionados à sustentabilidade começou em 2013, ano de lançamento da primeira edição do plano de ação. Desde então, ocorreram atualizações em 2016, 2019 e 2022, que aperfeiçoaram as metodologias de cálculo e incluíram novas medidas para a redução das emissões. O objetivo é contribuir com os esforços da Oaci para reduzir o impacto da aviação civil e cumprir as metas relativas às mudanças climáticas, além de sistematizar as medidas de mitigação em curso no Brasil.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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NACIONAL

Alexandre Silveira destaca biocombustíveis como solução estratégica durante abertura do pavilhão brasileiro na Alemanha

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou, nesta segunda-feira (20/4), da abertura do pavilhão brasileiro na Hannover Messe 2026, realizada no “Messegelände”, Hall 12, em Hannover, na Alemanha. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro integrou uma das principais agendas da participação do Brasil como País-Parceiro Oficial da maior feira industrial do mundo.

Durante a visita ao espaço brasileiro, o principal destaque foi a agenda no estande da Be8, empresa responsável pelo desenvolvimento do biocombustível Bevant. A iniciativa evidencia o avanço do Brasil na produção de combustíveis renováveis e reforça o papel estratégico do país na oferta de soluções sustentáveis para a descarbonização da matriz energética global.

Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira com biocombustíveis coloca o país em posição de liderança no cenário internacional.

“O Brasil reúne condições únicas para liderar a transição energética. Temos uma matriz limpa e tecnologia consolidada em biocombustíveis, que nos permite oferecer soluções eficientes, sustentáveis e competitivas para o mundo. É isso que estamos apresentando aqui, ao lado do presidente Lula”, disse Silveira. 

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A participação brasileira na feira evidenciou a força da matriz energética nacional, uma das mais limpas do mundo, e o potencial do país em liderar soluções com base em etanol e biodiesel. Ao longo da agenda, foi reforçada a capacidade do Brasil de oferecer alternativas eficientes para a redução de emissões, sem a necessidade de altos custos adicionais em adaptação tecnológica.

A agenda também reforçou o fortalecimento das relações entre Brasil e Alemanha, ampliando oportunidades de cooperação em áreas como inovação, indústria, energia e tecnologia. O diálogo entre governos e empresas destacou o interesse mútuo na construção de parcerias de longo prazo, com foco em investimentos, intercâmbio tecnológico e desenvolvimento sustentável.

 

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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