NACIONAL
Brasil e Tanzânia consolidam cooperação educacional
O Ministério da Educação (MEC) do Brasil recebeu, na quinta-feira, 16 de abril, a delegação da República Unida da Tanzânia, chefiada pelo Embaixador John Stephen Simbachawene. O objetivo da reunião foi aprofundar o diálogo acerca da cooperação educacional entre as duas nações, com o intuito de avançar na discussão sobre a negociação de eventuais documentos bilaterais que abordem a mobilidade acadêmica e o desenvolvimento da educação profissional e tecnológica nos dois países, bem como segurança alimentar.
O encontro ocorreu na sede do MEC, em Brasília (DF), e contou com a presença de representantes da Assessoria de Assuntos Internacionais do Gabinete do Ministro (AI/GM), das secretarias de Educação Superior (Sesu), de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi).
A discussão tratou do interesse de ambas as partes na intensificação da participação de discentes tanzanianos no Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G). Foi enfatizado o caráter aberto e dinâmico do programa, sugerindo-se uma veiculação mais abrangente dos editais na Tanzânia — incluindo-se o período de pré-inscrições na chamada pública atualmente em vigor, com prazo final em 9 de maio — para que as instituições federais de ensino superior (Ifes) brasileiras continuem a acolher e em maior quantidade novos estudantes tanzanianos. Desde 2024, doze estudantes tanzanianos ingressaram em universidades brasileiras pelo PEC-G, um número que vem crescendo a cada ano.
Foram articuladas sugestões concretas de intercâmbio, tais como a intermediação com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), para a recepção de graduandos em ciências agrárias — valendo-se dos cursos já ministrados em língua inglesa para estudantes nigerianos — e, similarmente, com universidades federais brasileiras que tenham interesse em receber um docente de língua swahili, visando o enriquecimento da diversidade cultural e linguística na comunidade acadêmica.
Alimentação escolar e fomento à sustentabilidade – A reunião celebrou a parceria no âmbito da Coalizão Global para a Alimentação Escolar, salientando a relevância da participação de ambos os países na formulação e implementação de políticas de alimentação. A Tanzânia, ao participar do encontro da coalizão em setembro de 2025, em Fortaleza (CE), demonstrou o interesse em colaborar mutuamente para assegurar que todas as crianças tenham acesso a refeições nutritivas, propiciando o avanço educacional e o desenvolvimento sustentável.
Em outro eixo de cooperação, foi reforçada a aliança estratégica da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2025 (COP30), e o assessor especial para Assuntos Internacionais, Felipe Heimburger, estendeu o convite formal ao Ministério da Educação da Tanzânia para aderir à Rede África-Brasil-América Latina e Caribe (BRALAC) sobre Políticas de Educação para a Sustentabilidade e a Resiliência Climática, proposta pelo MEC, no âmbito da Agenda de Ações, com o objetivo de apoiar países africanos, latinos e caribenhos no aprimoramento e no desenvolvimento de políticas e práticas educacionais de enfrentamento à mudança do clima, além de fortalecer os sistemas de ensino diante de emergências ambientais.
Visita técnica – Na manhã desta sexta-feira, 17 de abril, a delegação tanzaniana realiza uma visita técnica ao Instituto Federal de Brasília (IFB) Campus Planaltina, reconhecido por sua especialização em agricultura, agroecologia e biotecnologia. A comitiva será recebida pelo pró-reitor, o diretor e o corpo docente do IFB. A visita será acompanhada por equipes da Assessoria Internacional do MEC, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase) e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI/GM)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Publicação debate intersetorialidade na educação integral
O Ministério da Educação (MEC) lança, nesta quarta-feira, 17 de junho, a obra “Pensar a Educação Integral desde a Perspectiva da Intersetorialidade: sujeitos, saberes e territórios”. O livro, que integra as ações do Programa Escola em Tempo Integral, busca fortalecer o debate nacional sobre o uso da articulação entre universidades, sistemas de ensino, organismos governamentais e redes de colaboração territorial para garantir a efetiva implementação dessa modalidade de ensino. A divulgação será realizada em transmissão ao vivo, no canal do MEC no Youtube, a partir das 9h (horário de Brasília), durante a III Reunião Técnica da Cátedra Unesco – Cidade que Educa e Transforma”.
A publicação parte da compreensão de que a educação integral não se limita à ampliação da jornada escolar, mas pressupõe a articulação entre diferentes políticas públicas, saberes e atores sociais, promovendo experiências educativas conectadas às realidades dos territórios. Ao longo de seus capítulos, o livro aborda temas como: territórios educativos; educação infantil; educação popular; educação ambiental; participação social; contextos indígenas; e memória cultural, de modo a contribuir para a qualificação do debate nacional sobre educação integral e intersetorialidade.
O material reúne pesquisadores, gestores e educadores de diferentes regiões do país e apresenta reflexões, estudos e experiências relacionadas à construção de políticas públicas integradas. A obra é resultado de um processo de cooperação entre o MEC, a Universidade Federal da Fronteira Sul (Uffs), a Cátedra Unesco – Cidade que Educa e Transforma, além de diversas instituições parceiras.
No evento, especialistas de diferentes áreas do governo federal e de organizações parceiras participaram de um debate sobre a integração entre educação, cultura, ciência, tecnologia, assistência social e demais políticas públicas que contribuem para a formação integral dos estudantes. Ao longo do dia, a programação segue com outras mesas de discussão.
O evento é destinado a gestores estaduais, municipais e distritais de educação; integrantes da Rede Nacional de Articuladores do Programa Escola em Tempo Integral (Renapeti), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); bem como a pesquisadores; membros de universidades e instituições parceiras; profissionais da educação; estudantes de graduação e de pós-graduação; e organizações da sociedade civil.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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