NACIONAL

Benefícios pagos pelas Entidades de Previdência Complementar ultrapassam R$ 100 bilhões em 2024

A Previdência Complementar pagou cerca de R$ 100,7 bilhões, de janeiro a dezembro de 2024, em benefícios de prestação única e continuada para aproximadamente 957 mil aposentados e beneficiários. Desse total, R$ 95,6 bilhões (95%) foram pagos aos aposentados que acumularam recursos nas entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) e R$ 5,1 bilhões (5%) foram pagos por planos comercializados pelas seguradoras e entidades abertas de previdência complementar (EAPC).

Os dados estão no Relatório Gerencial de Previdência Complementar (RGPC) do quarto trimestre de 2024, publicado pela Secretaria de Regime Próprio e Complementar, por intermédio do Departamento do Regime de Previdência Complementar, nesta sexta-feira (23). O documento apresenta as principais informações sobre as entidades fechadas e abertas de previdência complementar, com a finalidade de acompanhar e dar transparência à evolução dessas entidades e de seus planos de benefícios.

A dinâmica de pagamento de benefícios, observada especialmente nas EFPC, reforça o caráter previdenciário do setor. O mercado de pagamento de renda é uma característica desse segmento e é responsável pela ampliação da proteção social e manutenção do padrão de vida dos seus participantes no momento da aposentadoria.

O patrimônio das entidades de previdência complementar atingiu R$ 2,94 trilhões, o equivalente a 25% do PIB do Brasil. Desse total, as EFPC possuem R$ 1,22 trilhão de recursos financeiros investidos, sendo R$ 820 bilhões aplicados em Títulos Públicos Federais e o restante em outros ativos, demonstrando a importância da previdência complementar para a poupança de longo prazo no país.

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Rentabilidade – A rentabilidade acumulada das EFPC, no período de 2015 a 2024, foi da ordem de 169,5%, enquanto o segmento aberto alcançou o retorno de 123,8% no mesmo período. A diferença de rentabilidade entre os segmentos pode ser explicada pelas taxas de administração menores e pela finalidade não lucrativa do segmento fechado, bem como pela carteira de investimento mais diversificada e com um perfil de longo prazo, mais adequado ao objetivo de pagamento de benefícios previdenciários sob a forma de renda.

Resultado Financeiro – No quarto trimestre de 2024, o superávit acumulado das entidades fechadas de previdência complementar foi de R$ 22,17 bilhões em cerca de 443 planos e o déficit acumulado foi de R$ 32,05 bilhões em aproximadamente 283 planos. O baixo desempenho da bolsa de valores brasileira em 2024, de -10,36%, contribuiu para performance negativa da classe de ativos de renda variável do segmento. Na mesma direção, as curvas de juros nominais apresentaram alta no fechamento de 2024, com a taxa dos títulos de mais longo prazo atingindo máximas históricas, o que refletiu negativamente no resultado dos títulos públicos marcados a mercado. O déficit conjuntural ocasionado pelas oscilações de mercado, com consequente impacto no valor dos investimentos, não compromete os investimentos de longo prazo caraterísticos da previdência complementar e a capacidade de pagamento de benefícios pelo segmento.

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Servidores Públicos – Segundo dados do RGPC, 27 entidades administram 47 planos de previdência complementar para servidores públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, alcançando 1.139 patrocinadores. A cobertura previdenciária é de cerca de 231 mil servidores. Atualmente, 1.993 entes subnacionais (93% dos que possuem Regime Próprio de Previdência Social – RPPS) já aprovaram lei de instituição do RPC, dos quais 835 tiveram o convênio de adesão aprovado pela Previc e, portanto, possuem o RPC vigente.

Suplemento Especial: Avanços da Previdência Complementar Fechada – A cada trimestre o RGPC conta com um Suplemento, que aborda um tema específico e relevante para o segmento fechado de previdência complementar. Nesta edição, o documento apresenta os avanços recentes conquistados pelo setor em relação às normas editadas, à expansão das ações de educação financeira e previdenciária e aos estudos realizados.

Acesse esses e outros destaques na edição do Relatório Gerencial de Previdência Complementar do 4º trimestre de 2024.

Ascom/MPS

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Fonte: Ministério da Previdência Social

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NACIONAL

Perícia por telemedicina chega a 700 agências do INSS e amplia acesso ao serviço

A perícia médica por telemedicina já está disponível em 700 agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o país. A chamada Perícia Conectada permite que o segurado realize o atendimento à distância, com o uso de tecnologia, ampliando o acesso ao serviço e reduzindo o tempo de espera, especialmente em regiões com menor disponibilidade de médicos peritos.

O atendimento remoto está distribuído em agências localizadas em 678 municípios de todas as regiões. A distribuição das unidades reflete uma estratégia voltada à redução das desigualdades de tempo de espera em cada localidade. O Nordeste concentra a maior quantidade de pontos da modalidade, com 219 unidades, seguido pelo Sudeste, com 168, e pelo Sul, com 116. O Centro-Oeste conta com 94 unidades, enquanto o Norte soma 81.

A Perícia Conectada é uma iniciativa do Ministério da Previdência Social em parceria com o INSS que visa diminuir o tempo de espera do cidadão por uma perícia médica por meio do formato remoto. Os segurados são atendidos dentro de uma agência do INSS com apoio de servidores responsáveis pela intermediação do atendimento.

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As localidades são selecionadas quando ocorre uma ou mais das seguintes situações: ausência de perito médico lotado na agência, tempo de espera elevado para realização de perícia e necessidade de deslocamentos prolongados por parte do segurado para receber atendimento. Os mutirões de final de semana também utilizam o formato de maneira significativa.

Fonte: Ministério da Previdência Social

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