NACIONAL
Sistema do Movimento Turismo que Protege já está no ar
Um passo decisivo foi dado neste sábado (23) na luta pela proteção infantojuvenil no turismo brasileiro. Em um dos eventos mais importantes do setor, o Salão do Turismo em São Paulo, o Ministério do Turismo lançou oficialmente o sistema de cadastro online do Movimento Turismo que Protege. A nova plataforma digital permite que qualquer pessoa física ou jurídica, de qualquer parte do país, possa assinar a carta de apoio e se juntar a esta causa.
A adesão é simples e voluntária. Através de um cadastro único, realizado com CPF para pessoas físicas ou CNPJ para empresas, os apoiadores formalizam seu compromisso em promover práticas mais seguras e responsáveis, ajudando a construir uma barreira intransponível contra a exploração de crianças e adolescentes no contexto das atividades turísticas.
O lançamento representa a evolução de uma mobilização que vem crescendo e se consolidando desde sua criação. O movimento já agrega profissionais, grandes empresas, entidades do setor e órgãos públicos em uma corrente pelo bem.
A secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, destacou a importância da ferramenta como um elo fortalecedor das políticas já existentes. “O Movimento é uma política de suporte ao Código. Ele vem para somar e fortalecer a disseminação dos princípios do Código de Conduta Brasil, um instrumento essencial à prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo.”
Segundo Ana Carla, a intenção é ampliar o alcance da proteção para além dos prestadores de serviços turísticos tradicionais do Cadastur, envolvendo todos que fazem parte da cadeia do turismo, como taxistas, artesãos, artistas, associações do terceiro setor e da sociedade civil organizada.
A coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do MTur, Carolina Fávero, uma das vozes ativas na organização do Movimento, celebrou a iniciativa como um marco de engajamento e responsabilidade coletiva.
“O Salão do Turismo é uma vitrine do que o Brasil tem de melhor, e o melhor turismo é aquele que protege suas futuras gerações. Este sistema online não é apenas um cadastro, é um convite para que cada um de nós, profissionais e viajantes, se torne um agente ativo de proteção. É a tecnologia a serviço da ética e do cuidado.”
COMO FAZER PARTE DESTA MUDANÇA? – O Ministério do Turismo convida toda a sociedade a se tornar signatária da Carta de Compromisso.
Para participar, basta acessar o site do Movimento AQUI, preencher o formulário com seus dados e oficializar o apoio. Este gesto, embora simples, tem um impacto gigantesco, fortalecendo uma rede diversa e comprometida com a prevenção e a promoção de um turismo mais seguro e acolhedor para todos.
Ao se comprometer, você não apenas apoia uma causa, mas passa a integrar uma articulação nacional baseada no respeito aos direitos da infância e na responsabilidade social.
CÓDIGO DE CONDUTA – O Movimento Turismo que Protege está alinhado ao Código de Conduta Brasil, iniciativa do MTur, voltada à sensibilização de prestadores de serviços turísticos cadastrados no Cadastur para adoção de práticas de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes.
É possível também aderir ao Código clicando AQUI. No portal, também estão disponíveis um curso EAD, podcasts e o Manual do Multiplicador, que orienta sobre como agir em casos suspeitos e como ampliar o alcance das boas práticas de proteção.
Lembre-se: em casos de suspeita ou confirmação de exploração sexual de crianças e adolescentes, a denúncia é um dever de todos. Disque 100.
Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados
As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop.
A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.
A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação.
Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares.
Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná.
Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo.
O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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