NACIONAL

Barco movido a hidrogênio verde começa a operar em Belém (PA)

O primeiro barco totalmente movido a hidrogênio verde da América Latina já está navegando nos rios de Belém (PA). O “BotoH2”, desenvolvido pela Itaipu Binacional em parceria com o Itaipu Parquetec, foi lançado nesta quarta-feira (12.11), durante a COP30, na Ilha do Combu. A embarcação será utilizada na coleta seletiva das ilhas da região, aliando inovação tecnológica, sustentabilidade e inclusão social. O projeto integra o conjunto de iniciativas apoiadas pela Itaipu para a Conferência Mundial do Clima, com investimentos voltados ao legado estrutural do evento.

A apresentação do barco reuniu a diretoria da Itaipu e autoridades como o ministro do Turismo, Celso Sabino, que esteve ao lado do diretor-geral brasileiro da usina, Enio Verri; do diretor-geral paraguaio, Justo Zacarias Irún, e do diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, Irineu Colombo.

O ministro do Turismo destacou o impacto positivo da iniciativa para o futuro da Amazônia. “Uma embarcação movida a hidrogênio verde navegando na nossa capital mostra que é possível conciliar desenvolvimento, conservação e turismo sustentável na Amazônia. Esse é o caminho que queremos fortalecer para o futuro”, afirmou o ministro.

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Enio Verri ressaltou que o “BotoH2” simboliza a transição energética conduzida pela Itaipu, que atualmente investe em biogás, biometano, petróleo verde e energia solar. “Não há lugar melhor para fazer esse lançamento do que em um encontro como esse, em que 194 países estão presentes, refletindo sobre o nosso futuro”, frisou Verri.

Já o diretor-geral paraguaio da Itaipu Binacional, Justo Zacarias, apontou o caráter inovador da embarcação. “Temos que reconhecer e parabenizar pelo enorme grão de areia que Itaipu colocou aqui na COP30”, afirmou. Irineu Colombo, do Itaipu Parquetec, lembrou que o lançamento coroa quase duas décadas de pesquisas sobre hidrogênio verde. “Hoje somos parâmetro para quem quiser vender soluções para o Brasil”, comentou Colombo.

PARCERIA – O protótipo do “BotoH2” foi concebido como um modelo replicável para outras regiões do Brasil e da América Latina. Além da coleta seletiva, o barco poderá ser utilizado no transporte de passageiros, no turismo sustentável e projetos sociais em comunidades ribeirinhas.

O barco ficará sob responsabilidade da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa da Universidade Federal do Pará (Fadesp/UFPA), que vai monitorar o abastecimento com hidrogênio verde – produzido pela própria universidade – e utilizar a embarcação em ações de pesquisa e educação ambiental, além de apoiar cooperativas de catadores na coleta seletiva de Belém.

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TECNOLOGIA – Com 1,5 tonelada, 9,5 metros de comprimento e 3 metros de largura, a embarcação é construída em alumínio e possui capacidade de carga de até 9 toneladas. O sistema de propulsão combina motor a hidrogênio e painéis solares fotovoltaicos, com um banco de baterias integrado. A embarcação é silenciosa e livre de emissões poluentes, tendo água pura como único subproduto do motor.

Por Cléo Soares

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Saúde no Tapajós: como acessar os serviços do Navio Abaré

Para garantir assistência a ribeirinhos, indígenas e quilombolas da bacia do rio Tapajós, o Navio Hospital Escola Abaré atua como uma Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF) itinerante. Administrado pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), instituição vinculada ao Ministério da Educação (MEC), o navio leva atendimento médico, odontológico e preventivo gratuito aos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro (PA).  

Como funciona o acessoDevido ao seu grande porte, o Abaré não consegue atracar em todas as vilas. Por isso, ele para nas chamadas comunidades polos. Para quem mora em áreas de igarapés ou comunidades menores adjacentes, é necessário se deslocar de rabeta, canoa ou barco a motor até o polo mais próximo. As datas exatas de chegada são divulgadas com antecedência pelos agentes comunitários de saúde (ACS) de cada região.  

O atendimento ocorre por triagem e demanda espontânea, com até 24 consultas por especialidade em um dia. Em alguns casos, para evitar superlotação, parte das consultas acontece em terra firme, nos postos de saúde ou nos centros comunitários locais.  

Documentos obrigatóriosPara passar pela triagem e ser inserido no Sistema Único de Saúde (SUS), é preciso apresentar documento de identidade oficial com foto (RG), CPF, cartão do SUS, caderneta de vacinação (fundamental para crianças, adolescentes e idosos), caderneta da gestante (para mulheres em pré-natal) e exames anteriores (caso faça acompanhamento de doenças crônicas).  

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Horários de funcionamentoO navio divide seus atendimentos entre rotina e urgência. Os atendimentos de rotina (consultas médicas e odontológicas) ocorrem em dois turnos. Pela manhã, das 8h às 12h; à tarde, das 14h às 18h. Além disso, o navio mantém plantão 24 horas por dia para estabilização de casos urgentes, enquanto estiver ancorado no polo.  

Serviços 100% gratuitosA embarcação oferece desde a atenção primária até procedimentos de média complexidade, como:  

  • Consultas médicas e de enfermagem: foco no acompanhamento de hipertensão, diabetes, saúde da criança e, dependendo da expedição, especialistas como infectologistas e ginecologistas. 
  • Exames laboratoriais e raio-X: hemogramas, testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e exames de fezes com resultados no mesmo dia. 
  • Saúde da mulher: acompanhamento pré-natal completo e exame preventivo do câncer de colo de útero (Papanicolau). 
  • Pequenas cirurgias: retirada de cistos e biópsias com anestesia local, sem precisar ir à cidade. 
  • Odontologia (Abaré Sorriso): extrações, restaurações, limpeza, aplicação de flúor e distribuição de kits de higiene bucal para crianças. 
  • Vacinas e remédios: atualização do calendário vacinal e entrega de medicamentos receitados nas consultas, diretamente na farmácia do navio.  
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Calendário de expediçõesO cronograma do Abaré é definido anualmente e prevê cerca de sete expedições entre fevereiro e outubro, durando de 10 a 20 dias cada. Como as águas ditam o ritmo da Amazônia, as viagens são planejadas em parceria com as secretarias locais para garantir que a saúde chegue a quem precisa o ano inteiro. Consulte as próximas expedições:  

4 a 8 de agosto Expedição Odontológica (Região de Tapajós/Santarém) 

18 a 27 de agosto Região de Tapajós/Santarém 

28 de agosto a 1º de setembro Região de Aveiro 

2 a 6 de setembro Região de Belterra 

22 de setembro a de outubro Região de Tapajós/Santarém 

2 a 6 de outubro Região de Aveiro 

7 a 11 de outubro Região de Belterra  

Entre novembro e janeiro, não são realizadas expedições, considerando o período de estiagem. Para mais informações, é preciso acompanhar as atualizações pelo site ou enviar email para [email protected]. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Ufopa 

Fonte: Ministério da Educação

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