NACIONAL
“Porto Seco trará desenvolvimento e geração de emprego a Pernambuco”, defende ministro Silvo Costa Filho
Nesta sexta-feira (20), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou do 1º Encontro de Lideranças em prol da Transnordestina e da Plataforma Porto Seco, em Agrestina (PE). O evento reuniu prefeitos e representantes de 23 municípios na sede do Consórcio de Municípios do Agreste e Mata Sul de Pernambuco (COMAGSUL) para discutir estratégias que impulsionem a logística integrada na região, com foco no potencial ferroviário e na interiorização do desenvolvimento.
Durante o encontro, Costa Filho reforçou o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento regional e destacou a importância de projetos que promovem a interiorização do crescimento econômico. “Estamos discutindo projetos estruturantes que vão transformar a realidade do Agreste pernambucano. A Transnordestina, o porto seco, a duplicação da BR-423, a conclusão da BR-104 e a requalificação da BR-232 são iniciativas que fortalecem a logística e impulsionam o desenvolvimento”, afirmou.
O projeto em debate propõe a utilização dos ramais da Ferrovia Transnordestina para o escoamento de cargas, integrando a região do Agreste aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE). A iniciativa também contempla a implantação de uma plataforma de porto seco — uma estrutura alfandegada voltada à armazenagem, transporte e desembaraço aduaneiro — com potencial para impulsionar as operações de importação e exportação diretamente a partir do interior do estado.
Soluções logísticas para o Agreste pernambucano
A ampliação da Ferrovia Transnordestina — uma das obras prioritárias do Novo PAC — foi um dos principais temas debatidos durante o 1º Encontro de Lideranças em prol da Transnordestina e da Plataforma Porto Seco, realizado em Agrestina (PE). Com aproximadamente 1.753 km de extensão, a ferrovia visa interligar os estados do Nordeste aos principais complexos portuários da região, como Suape (PE) e Pecém (CE), promovendo a integração logística e o desenvolvimento regional.
Aliada a esse avanço ferroviário, a proposta de implantação de uma plataforma de porto seco no Agreste pernambucano é tida como solução complementar e estratégica. Esses terminais intermodais funcionam como recintos alfandegados fora das zonas portuárias, facilitando a armazenagem, movimentação e o desembaraço aduaneiro de cargas.
“Investir em infraestrutura é fundamental para gerar emprego, renda e oportunidades para quem mais precisa. Esse é o compromisso do Governo Federal com o interior de Pernambuco”, concluiu o ministro.
Por estarem próximos aos polos produtivos, esses terminais contribuem para a redução de custos logísticos, agilização de processos, geração de empregos e melhor distribuição das mercadorias no mercado interno. Integrado à Transnordestina, o porto seco ampliará a eficiência no escoamento da produção regional, descongestionando os grandes portos e consolidando um novo eixo de desenvolvimento sustentável no interior nordestino.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Saúde no Tapajós: como acessar os serviços do Navio Abaré
Para garantir assistência a ribeirinhos, indígenas e quilombolas da bacia do rio Tapajós, o Navio Hospital Escola Abaré atua como uma Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF) itinerante. Administrado pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), instituição vinculada ao Ministério da Educação (MEC), o navio leva atendimento médico, odontológico e preventivo gratuito aos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro (PA).
Como funciona o acesso – Devido ao seu grande porte, o Abaré não consegue atracar em todas as vilas. Por isso, ele para nas chamadas “comunidades polos”. Para quem mora em áreas de igarapés ou comunidades menores adjacentes, é necessário se deslocar de rabeta, canoa ou barco a motor até o polo mais próximo. As datas exatas de chegada são divulgadas com antecedência pelos agentes comunitários de saúde (ACS) de cada região.
O atendimento ocorre por triagem e demanda espontânea, com até 24 consultas por especialidade em um dia. Em alguns casos, para evitar superlotação, parte das consultas acontece em terra firme, nos postos de saúde ou nos centros comunitários locais.
Documentos obrigatórios – Para passar pela triagem e ser inserido no Sistema Único de Saúde (SUS), é preciso apresentar documento de identidade oficial com foto (RG), CPF, cartão do SUS, caderneta de vacinação (fundamental para crianças, adolescentes e idosos), caderneta da gestante (para mulheres em pré-natal) e exames anteriores (caso faça acompanhamento de doenças crônicas).
Horários de funcionamento – O navio divide seus atendimentos entre rotina e urgência. Os atendimentos de rotina (consultas médicas e odontológicas) ocorrem em dois turnos. Pela manhã, das 8h às 12h; à tarde, das 14h às 18h. Além disso, o navio mantém plantão 24 horas por dia para estabilização de casos urgentes, enquanto estiver ancorado no polo.
Serviços 100% gratuitos – A embarcação oferece desde a atenção primária até procedimentos de média complexidade, como:
- Consultas médicas e de enfermagem: foco no acompanhamento de hipertensão, diabetes, saúde da criança e, dependendo da expedição, especialistas como infectologistas e ginecologistas.
- Exames laboratoriais e raio-X: hemogramas, testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e exames de fezes com resultados no mesmo dia.
- Saúde da mulher: acompanhamento pré-natal completo e exame preventivo do câncer de colo de útero (Papanicolau).
- Pequenas cirurgias: retirada de cistos e biópsias com anestesia local, sem precisar ir à cidade.
- Odontologia (Abaré Sorriso): extrações, restaurações, limpeza, aplicação de flúor e distribuição de kits de higiene bucal para crianças.
- Vacinas e remédios: atualização do calendário vacinal e entrega de medicamentos receitados nas consultas, diretamente na farmácia do navio.
Calendário de expedições – O cronograma do Abaré é definido anualmente e prevê cerca de sete expedições entre fevereiro e outubro, durando de 10 a 20 dias cada. Como as águas ditam o ritmo da Amazônia, as viagens são planejadas em parceria com as secretarias locais para garantir que a saúde chegue a quem precisa o ano inteiro. Consulte as próximas expedições:
4 a 8 de agosto – Expedição Odontológica (Região de Tapajós/Santarém)
18 a 27 de agosto – Região de Tapajós/Santarém
28 de agosto a 1º de setembro – Região de Aveiro
2 a 6 de setembro – Região de Belterra
22 de setembro a 1º de outubro – Região de Tapajós/Santarém
2 a 6 de outubro – Região de Aveiro
7 a 11 de outubro – Região de Belterra
Entre novembro e janeiro, não são realizadas expedições, considerando o período de estiagem. Para mais informações, é preciso acompanhar as atualizações pelo site ou enviar e–mail para [email protected].
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Ufopa
Fonte: Ministério da Educação
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