NACIONAL
Amazonas adapta estratégias para recomposição das aprendizagens
A recomposição das aprendizagens tem mobilizado redes de ensino em todo o país e, no Amazonas, esse esforço vem sendo conduzido com o acompanhamento próximo do Ministério da Educação (MEC). Seguindo as orientações do Guia para Implementação da Recomposição das Aprendizagens, elaborado pelo MEC, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas tem articulado ações que buscam enfrentar os impactos da pandemia e garantir o direito à aprendizagem em um território de grande diversidade geográfica e social.
A coordenadora-geral de Gestão Estratégica da Educação Básica do MEC, Ana Valeria da Silva Dantas, afirma que o trabalho desenvolvido no Amazonas evidencia como as diretrizes do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens podem ser efetivamente colocadas em prática, mesmo em contextos desafiadores. “O compromisso do estado em reorganizar o currículo, investir na formação docente e ampliar o uso de tecnologias demonstra uma gestão estratégica sensível às especificidades do território. Essa mobilização conjunta entre MEC, redes locais e educadores é o que fortalece o caminho para garantir o direito à aprendizagem a cada estudante brasileiro”, diz.
Com apoio técnico das equipes do ministério, o estado reorganizou seu currículo e definiu um conjunto de expectativas de aprendizagem prioritárias para 2025. “O guia do MEC foi fundamental para orientar esse processo. A partir dele, conseguimos reconstruir as prioridades do currículo, de modo que sirva de base para toda a nossa atuação”, afirma Hemelly Areias, articuladora estadual da recomposição no Amazonas.
Essa reorganização está ancorada em um documento orientador que detalha estratégias pedagógicas adaptadas às diferentes realidades do estado. A proposta é que professores e gestores tenham material de apoio prático, que dialogue com os desafios concretos vividos nas escolas.
Para garantir que as ações cheguem às mais diversas regiões, o MEC tem atuado em articulação com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), fortalecendo a colaboração entre as redes estaduais e municipais. No Amazonas, cada município conta com profissionais locais responsáveis por acompanhar a implementação das ações de recomposição.
A secretária de Educação do Amazonas, professora Arlete Mendonça, destaca que essa parceria tem sido essencial: “Com uma extensão territorial singular e comunidades tão diversas, precisamos de estratégias coordenadas. O apoio do MEC tem sido decisivo para garantir que a educação de qualidade chegue a todos os cantos do estado”.
Entre os eixos definidos pelo Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, o estado tem avançado em avaliação, formação e materiais didáticos. Foram produzidos cadernos de avaliação diagnóstica e formativa alinhados ao novo currículo, além da organização de um acervo de materiais pedagógicos acessível aos professores.
A formação dos docentes é realizada de forma contínua, com oficinas presenciais e virtuais apoiadas pelo Centro de Mídias de Educação do Amazonas. “Estamos trabalhando com afinco para que as diretrizes do pacto se traduzam em ações práticas nas escolas. Essa é uma construção coletiva, e o protagonismo de cada educador é essencial”, afirma a secretária pedagógica Georgete Monteiro.
A tecnologia também tem desempenhado papel importante nesse processo. A plataforma digital Saber Mais reúne os principais documentos, materiais de apoio e relatos de práticas pedagógicas. Conteúdos em vídeo e transmissões ao vivo complementam a estratégia de comunicação com a comunidade escolar.
“A prioridade é garantir que cada estudante tenha acesso às oportunidades de aprendizagem, independentemente da sua localização. Com o apoio do MEC e uma equipe dedicada, estamos avançando em um trabalho robusto, com foco na equidade e na qualidade”, reforça Hemelly Areias.
Com acompanhamento técnico, diretrizes claras e diálogo constante entre os diferentes níveis de governo, o Amazonas segue adaptando suas ações à realidade do território, colocando em prática os princípios do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens.
Transmissões e palestras realizadas pela rede:
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Enem 2026 amplia aplicação e terá provas em 1,9 mil municípios
Em 2026, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizado em 1,9 mil municípios brasileiros. A edição contará com um aumento de 95 novos municípios, em relação ao ano anterior, reforçando a estratégia de ampliar o acesso dos participantes e aproximar a aplicação das provas dos estudantes em todo o país.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), estima alcançar cerca de 10 mil escolas de aplicação do Enem em 2026. A expectativa é que aproximadamente 80% dos concluintes do ensino médio da rede pública façam as provas na própria escola onde estudam.
A ampliação dos municípios de aplicação integra o conjunto de ações do MEC e do Inep para facilitar o acesso ao exame. Para os estudantes que precisarem realizar a prova em outro município, o MEC estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre municípios.
Inscrições – Além da expansão dos locais de aplicação, o Enem 2026 também contará com inscrição automática para estudantes concluintes da rede pública. Mesmo com a inscrição garantida, o participante deverá acessar a Página do Participante, durante o período de inscrição, para confirmar sua participação, complementar informações, como a escolha do município onde deseja realizar as provas e da língua estrangeira e, se for o caso, solicitar recursos de acessibilidade.
As inscrições para o Enem 2026 seguem abertas até 5 de junho. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela Página do Participante. O prazo também vale para solicitações de atendimento especializado e tratamento por nome social. Todos os participantes, mesmo aqueles que tiveram a isenção da taxa de inscrição aprovada, deverão realizar a inscrição no exame.
Já para os participantes não isentos, a taxa de inscrição permanece no valor de R$ 85 e pode ser paga por boleto (gerado na Página do Participante), Pix, cartão de crédito ou débito em conta corrente ou poupança, a depender do banco. O prazo para efetuar o pagamento vai até o dia 10 de junho.
Certificação – Para utilizar o exame para obter o Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou a Declaração Parcial de Proficiência, o interessado deverá indicar essa opção no momento da inscrição. De acordo com o Edital nº 64/2026, que rege esta edição do exame, podem solicitar a certificação os participantes que tiverem 18 anos completos até o primeiro dia de aplicação das provas e que não sejam concluintes nem egressos do ensino médio.
Atendimento especializado – Os participantes que necessitam de atendimento especializado devem fazer a solicitação no momento da inscrição. O atendimento é voltado para pessoas com as seguintes condições: baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva, intelectual e surdez, surdocegueira, dislexia, discalculia, fibromialgia, transtornos mentais, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar ou com outra condição específica.
Nome social – Travestis, transexuais e transgêneros, caso solicitem no momento da inscrição, receberão o tratamento por nome social automaticamente, de acordo com os dados cadastrados na Receita Federal. Nesse contexto, antes de se inscrever, o participante deverá verificar o cadastro na Receita, e, se for o caso, atualizá-lo.
Pé-de-Meia – Os participantes do Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio em 2026 e participarem dos dois dias de prova do Enem receberão um incentivo adicional de R$ 200. O pagamento do incentivo extra será efetuado após a confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para as demais parcelas do programa.
Orientações – O portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação da prova, conta com uma página em que é possível encontrar as principais orientações para os participantes do Enem. Há também uma seção destinada às perguntas frequentes sobre o exame. Com isso, os interessados podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos.
Cronograma
- Inscrições: de 25 de maio a 5 de junho
- Pagamento da taxa de inscrição: de 25 de maio a 10 de junho
- Solicitação de tratamento por nome social: de 25 de maio a 5 de junho
- Solicitação de atendimento especializado: de 25 de maio a 5 de junho
- Resultado do atendimento especializado: 19 de junho
- Recursos do atendimento especializado: de 22 a 26 de junho
- Resultado dos recursos: 3 de julho
- Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro
Enem – Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Exame Nacional do Ensino Médio tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar aos seus processos seletivos. Os resultados individuais do Enem podem, ainda, ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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