NACIONAL
Aeroporto de Barreirinhas (MA) se prepara para alçar novos voos com operação 24h e voos comerciais
Vento forte entre dunas, lagos e céu aberto. No coração dessa paisagem única, o Aeroporto de Barreirinhas, no Maranhão, se posiciona como peça estratégica para o fortalecimento do turismo, da economia local e da conectividade aérea da região. Incluído no Programa AmpliAR, do Ministério de Portos e Aeroportos, o terminal passa por um processo de reestruturação que deve recolocar a cidade definitivamente no mapa da aviação comercial brasileira.
A proposta do programa é clara: transformar pequenos aeroportos em motores do desenvolvimento local, promovendo melhorias na infraestrutura, retomando voos comerciais e gerando emprego e renda nas regiões atendidas. “Estamos olhando para o Brasil real, aquele que precisa de infraestrutura para crescer. Aeroportos como o de Barreirinhas têm papel essencial na geração de empregos, no estímulo ao turismo e na melhoria da qualidade de vida das comunidades locais”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
Com voos comerciais suspensos desde março de 2025, o aeroporto mantém uma operação funcional voltada à aviação geral, com pousos e decolagens de aeronaves executivas e fretadas, principalmente voltadas ao turismo de alto padrão. Sua pista, de 1.500 metros de comprimento, por 30 de largura, permite a operação de aviões de pequeno e médio porte. Atualmente, os voos ocorrem apenas durante o dia, do nascer ao pôr do sol.
A administração do terminal está sob responsabilidade da Esaero Airports, empresa do Grupo TW8, que mantém equipes operacionais treinadas para garantir a segurança e a funcionalidade das operações. Segundo o gerente executivo do Aeroporto de Barreirinhas, Ramilton Teixeira, as melhorias em andamento visam transformar completamente o terminal.
“Estamos passando por uma série de reformas para melhorar o atendimento aos passageiros e à tripulação, implantando balizamento noturno, sistema PAPI, ampliando o saguão e a área de embarque. Tudo isso para tornar o aeroporto apto a funcionar 24 horas e receber voos de qualquer parte do Brasil”, afirma.
Lençóis Maranhenses
Principal porta de entrada para os Lençóis Maranhenses, o município de Barreirinhas é conhecido por sua beleza exuberante. Com dunas e lagoas cristalinas que se formam com as chuvas, a região é um dos destinos mais deslumbrantes do país. Desde 1981, quando foi criado o Parque Nacional dos Lençóis, a cidade se consolidou como parada obrigatória para turistas do mundo todo.
Para Flávio Mendes Guimarães, turista de Belo Horizonte (MG), visitar os Lençóis Maranhenses foi uma experiência inesquecível. “Esse é um dos lugares mais bonitos que eu já vi na vida. O aeroporto aqui é uma facilidade imensa para você chegar por meio de um voo privativo. Espero que companhias aéreas também entendam isso e possam abrir voos diretos”, relatou.
Barreirinhas também integra a chamada Rota das Emoções, circuito turístico que conecta três estados nordestinos: Maranhão, Piauí e Ceará, e passa ainda pelo Delta do Parnaíba e Jericoacoara. Para manter esse fluxo ativo e facilitar o acesso ao destino, a retomada de voos comerciais é considerada essencial.
AmpliAR
O programa de investimentos privados em aeroportos regionais busca fortalecer a conectividade aérea nacional, especialmente em áreas com disponibilidade limitada de outros meios de transporte. O modelo permitirá que concessionárias assumam a gestão de aeroportos regionais por meio de um processo competitivo simplificado, incluindo esses ativos em seus contratos de concessão, com a contrapartida de reequilíbrios contratuais específicos. Dessa forma, espera-se promover a modernização e otimização dos aeroportos regionais, ampliando sua integração à malha aérea nacional e impulsionando o desenvolvimento regional.
A primeira rodada do programa AmpliAR colocará em oferta, por meio de processo competitivo simplificado, 19 aeroportos regionais localizados em 11 estados da Amazônia Legal e do Nordeste.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados
As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop.
A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.
A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação.
Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares.
Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná.
Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo.
O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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