MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Réu que matou amante e marido é condenado a 38 anos de reclusão


Denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso por dois homicídios qualificados, praticados contra o esposo da sua amante e depois contra a própria amante, Claudiomiro Martins Mendes foi condenado a 38 anos de reclusão. Além dos homicídios, a pena imposta ao réu inclui também os crimes de furto e ocultação de cadáver. O julgamento foi realizado na sexta-feira (25), no município de Rondonópolis, distante 217 Km de Cuiabá.

De acordo com a sentença, os crimes foram cometidos nos dias 14 e 15 de dezembro de 2009, mediante asfixia produzida por estrangulamento. As vítimas, José Amadeu Gomes da Silva e Maria Teresa Pinheiro Dickel, moravam juntos. Consta nos autos, no entanto, que Maria Teresa mantinha um relacionamento amoroso com o réu.

Segundo a denúncia do MPMT, o primeiro homicídio foi praticado contra a vítima José Amadeu, no dia 14. Foi apurado que ele receberia valor significativo em dinheiro decorrente de questões trabalhistas, o que teria motivado o réu a arquitetar, possivelmente com a participação de Maria Teresa, um plano para matá-lo. Para concretizar o crime, José Amadeu, que era vendedor de sorvetes, foi atraído por um suposto cliente que estaria interessado na aquisição de uma grande quantidade de picolés para uma festa.

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Após comparecer ao local combinado, no bairro Vila Rica, a vítima foi morta por estrangulamento. Na sequência, o réu teria providenciado a ocultação do cadáver, enterrando-o na margem do Córrego Queixadas. O corpo do ofendido foi encontrado no dia 25 de dezembro de 2009 em adiantado estado de decomposição.

No dia seguinte, com o objetivo de eliminar as evidências do crime anterior, o réu fez da própria amante a segunda vítima, estrangulando-a mediante asfixia. O cadáver foi enterrado em um terreno baldio no Parque Universitário e localizado no dia 19 de dezembro, também em adiantado estado de decomposição.

Conforme a sentença, no decorrer do processo a defesa do réu solicitou a realização de exame de insanidade mental e ele foi posto em liberdade. Na sequência, acabou cometendo o terceiro crime, de latrocínio, pelo qual foi condenado a 30 anos de prisão e voltou a ser preso. Atualmente, ele encontra-se recolhido na Penitenciária da Mata Grande.

Fonte: MP MT

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Procurador de Justiça participa do 12º Encontro Indígena Intercultural

O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira participou, na manhã desta quinta-feira (23), da abertura do 12º Encontro Indígena Intercultural, realizado no Museu de História Natural de Mato Grosso (MHNMT), em Cuiabá. O titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico representou o procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa no evento.Com o tema “O futuro é ancestral, o encontro tem como objetivo promover a discussão, sensibilização e valorização dos saberes ancestrais, além de evidenciar a diversidade das culturas indígenas de Mato Grosso. A iniciativa reúne professores, estudantes, lideranças e representantes de diferentes etnias em um espaço de escuta, diálogo intercultural e troca de conhecimentos.Durante a abertura, o procurador de Justiça destacou a importância da atuação na defesa dos direitos dos povos indígenas e do respeito à diversidade. Ressaltou ainda que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) mantém o compromisso institucional com a proteção dos direitos humanos, a garantia dos territórios tradicionais e o fortalecimento das políticas públicas voltadas às populações originárias.A 12ª edição do Encontro Intercultural Indígena deve reunir mais de 2 mil pessoas e transformar, ao longo de dois dias, o Museu de História Natural de Mato Grosso em um espaço de troca de saberes e experiências. O evento reúne representantes das etnias Iny Karajá, Bóe Bororo, Xavante, Balatiponé-Umutina e Kurã Bakairi em uma programação diversificada, que inclui rodas de conversa, oficinas, apresentações de danças e músicas tradicionais, cantos de acolhida, narrativas de mitos de origem e outras práticas culturais.A iniciativa dialoga com a Lei Federal nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura indígena e afro-brasileira na educação básica, além da Resolução nº 04/2019 do Conselho Estadual de Educação, que orienta a Educação Escolar Indígena em Mato Grosso a partir dos princípios da diferença, especificidade, bilinguismo, multilinguismo e interculturalidade. O evento é promovido pelo Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (ECOSS), cogestor do MHNMT, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). (Com informações da Seduc-MT e da Secel-MT)Foto: Dacio Carvalho | Seduc-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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